quinta-feira, 26 de junho de 2008

O Café na Poesia Brasileira



Café, verso e história


Dalila Teles Veras

Etíope, africano ou árabe, não importa a certeza de sua origem, que, dizem, foi lá pelos idos do Século XII.

Dentre as muitas descobertas de suas propriedades, dizem, destacam-se a de facilitar a digestão, espantar o sono e melhorar o humor. Dão-nos notícias os historiadores de que o café começou a ser torrado e moído e transformado na bebida semelhante à que hoje é consumida, já no século XVI, façanha essa atribuída aos pérsios.

A disseminação de seu consumo foi rápida mas nem sempre tranqüila, graças à sua ação comprovadamente estimulante. Imagine-se que na Itália, onde o produto entrou em 1615 através do porto de Veneza, o hábito de tomar café teve que enfrentar forte resistência da Igreja. Cristãos fanáticos incitaram o Papa Clemente VIII a condenar o consumo da bebida, tida como invenção de Satanás. Na Turquia dos séculos XVI e XVII, quem fosse pego tomando café era condenado à morte.

Consumido a princípio nas casas particulares, na forma de desjejum, o café, por suas propriedades já citadas, transformou-se numa bebida agregadora e passa do consumo caseiro para o consumo em lugares públicos que, acabaram se transformando em pontos de encontro e centros da vida literária, artística e política. O Café passava de bebida a lugar, o lugar do encontro.

Benefícios e malefícios comprovados e desmentidos, o café passou a alimentar o imaginário popular de quase todo o planeta. Da reunião à inspiração, o café passou a ser tema de música, de óperas, de poesia, de ficção literária, de artes plásticas.

O final do Século 17 registra, em Paris, já esse clima dos Cafés, aonde se ia, não apenas para se degustar a bebida, mas sobretudo para encontrar pessoas, conversar e, até, para escrever, pintar, criar em suas mesas, transformadas em mesas de trabalho. Daí em diante, os cafés proliferaram, não só em Paris, mas em toda a Europa. Movimentos artísticos e literários nasceram em Cafés, revoluções políticas idem.

O café, no entanto, levou bastante tempo até chegar ao Brasil, em 1727, na cidade de Belém do Pará. Somente em 1773 chega ao Rio de Janeiro, depois de passar pelo Amazonas, Maranhão e por todo o Nordeste, sem encontrar solo propício à sua cultura. Do Rio, o café expandiu-se rapidamente, e a partir de meados do século XIX tornou-se o nosso principal produto de exportação e a maior fonte de riqueza.

Em 1876 era inaugurado o Café Europeu, o primeiro café da cidade de São Paulo, instalado num ambiente de muito luxo e requinte, na esquina do Beco do Inferno com a Rua da Imperatriz, em pleno coração de São Paulo.

Assim, também no Brasil, a literatura e a política estiveram ligadas aos Cafés. Manifestos, Movimentos de vanguarda, conchavos, polêmicas, saíram em diferentes épocas de Cafés, muito em especial na cidade do Rio de Janeiro, não por acaso, mas justamente por ser esse estado, a Capital brasileira.

O tema do café está presente em vários de nossos símbolos nacionais, como moedas e brasões e em vários aspectos da vida brasileira. O tema também pode ser encontrado na pintura, na música e, em especial, na literatura, quer seja em prosa de ficção quanto em poesia.

Vejamos a presença do tema do café, e a ligação com a nossa história, em alguns trabalhos de nossos melhores poetas:

No poema, O Café dos Emboabas, o poeta mineiro Murilo Mendes, metaforicamente se refere ao ouro negro (o café, dos paulistas) e à gema (as pedras preciosas dos emboabas). Os donos do ouro negro foram, como é sabido, derrotados naquela ocasião:

Os emboabas entraram
Na fazenda dos paulistas
Os paulistas, de sabidos,
Mandam servir o café.

Não é café que eles querem,
Eles querem, mas gemada
Batida com gema de ouro.
Tornaram a pedir gemada,
De novo lhes dão café,
De novo eles recusaram.
Os emboadas se danam,
Puxam o revólver do cinto.
Vão recuando, recuando,
Até nas margens do rio.
O dia inteiro lutaram.
Descansam de noite um pouco,
Pros paulistas vem café,
Os emboabas avançam,
Pedem um pouco de café, Os paulistas recusaram,
Não lhes dão café afora
- Agora é tarde demais -
Os emboabas, furiosos,
Avançam para os paulistas,
Gritam,: “Depois do café
Se costuma beber água”,
Se embolaram com os paulistas,
Atiraram eles no rio,
Lhes dão água pra beber,
Toda vermelha de sangue,
Na cuia do rio das Mortes.

Já o mais paulistano dos poetas, Mário de Andrade, no seu poema Paisagem n°4, fala da importância do Café na vida de São Paulo, no começo do século XX:

“Os caminhões rodando, as carroças rodando,
rápidas as ruas se desenrolando,
rumor surdo e rouco, estrépitos, estalidos...
E o largo coro de ouro das sacas de café!...”

Ainda na efervescente São Paulo de 1928, o poeta Cassiano Ricardo, remete à novidade do café expresso, copiado das capitais européias:

“Café expresso – está escrito na porta.
Entro com muita pressa. Meio tonto,
por haver acordado tão cedo...
E pronto! parece um brinquedo:
cai o café na xícara pra gente
Maquinalmente.
E eu sinto o gosto, o aroma, o sangue quente de S.Paulo
nesta pequena noite líquida e cheirosa
que é a minha xícara de café. (...)”

Logo depois, a crise de 1929 (com a quebra da Bolsa de Nova York), porém, veio a afetar profundamente a cafeicultura, levando muitos fazendeiros à miséria e ao desespero. A revolução de 30 foi o resultado imediato dessa derrocada. A chamada oligarquia cafeeira estava, assim, fora do centro dessa nova ordem, mas o café continuaria a ser uma de nossas marcas fortes.

Dizia o nosso Mário Quintana:

“O café é tão grave, tão exclusivista, tão definitivo
que não admite acompanhamento sólido. Mas eu o driblo,
saboreando, junto com ele, o cheiro das
torradas-na-manteiga que alguém pediu na mesa próxima “

Ainda jovem, no Recife, João Cabral de Melo Neto, fez parte de um círculo animado de intelectuais, que se reunia no Café Lafayette para discutir literatura.

Na obra de Carlos Drummond de Andrade, é possível encontrar vários poemas com a temática do café, como neste poema, no qual o hábito de tomar café é referido:

Infância

Meu pai montava a cavalo, ia para o
campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia
Eu sozinho, menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz
uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala
e nunca
se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu... não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

O café como hábito, vício, motivo integrador e, neste caso do poema de Manuel Bandeira, também como onomatopéia que simula o ritmo do trem e resgata trechos de canções populares, que foi posteriormente transformado em canção pelo grande Tom Jobim:

Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virge Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(....)

Num outro poema, Bandeira vale-se de um momento acontecido num Café, na elaboração de um poema metafísico sobre a vida e a morte:

Momento Num Café

Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.
Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta

Cora Coralina, a poeta goiana, assim registrou no seu poema Visitas, o hábito de servir café, no começo do séc. XX:

Chegavam visitantes à fazenda.
As notícias... novidades, assunto da terra,
Gados, criação, preços, mercado de Goiás,safra,
roça, paióis, doença.
Corríamos a fazer café, oferta de praxe.
depois, aquelas conversa infindáveis, invariáveis,
coisas da lavoura. Previsão de colheitas, situação das roças,
produção dos engenhos, doenças.
Cobras também eram assunto.

Em épocas bem mais recentes, os poetas continuaram a colocar o café em seus poemas, como neste, de Ana Cristina César:

Quando entre nós só havia uma carta certa a correspondência completa o trem os trilhos a janela aberta uma certa paisagem sem pedras ou sobressaltos meu salto alto em equilíbrio o copo d’água a espera do café

Ou neste outro poema, da mineira Adélia Prado:

Bucólica Nostálgica

Ao entardecer no mato, a casa entre
bananeiras, pés de manjericão e cravo-santo,
aparece dourada. Dentro dela, agachados,
na porta da rua, sentados no fogão, ou aí mesmo,
rápidos como se fossem ao Êxodo, comem
feijão com arroz, taioba, ora-pro-nobis,
muitas vezes abóbora.
Depois, café na canequinha e pito.
O que um homem precisa pra falar,
entre enxada e sono: Louvado seja Deus!

Com tudo isso, não é de se admirar que haja um dia dedicado a essa tão amada bebida: 21 de abril, Dia Internacional do Café.

Obs.: roteiro para uma palestra proferida por Dalila Teles Veras a convite do SESC, Unidade de São Caetano do Sul, dentro do Projeto “Estação Café”.


Sobre a autora:

Dalila Teles Veras, natural da Ilha da Madeira, Portugal, residente em Santo André desde 1972. Publicou os livros: Lições de Tempo, Inventário Precoce, Elemento em Fúria, Forasteiros Registros Nordestinos, Madeira: do Vinho à Saudade, A Palavraparte, À Janela dos dias – poesia quase toda, todos de poesia. No gênero crônica, é autora de A Vida Crônica e As Artes do Ofício. Em 2000 publicou Minudências, um diário do ano de 1999. Acaba de publicar Vestígios, poemas, uma plaquete, em edição fora do comércio. Participou de mais de uma dezena de antologias no país e no exterior. Possui trabalhos (artigos, ensaios e textos literários) publicados em jornais e revistas de circulação nacional bem como no exterior. É freqüentemente convidada a proferir palestras em Faculdades e instituições culturais. Atuou como membro de júri em dezenas de concursos literários. Fundadora do Grupo Livrespaço (1982-1993) que manteve intensa atuação na divulgação da poesia, participando de 5 publicações coletivas sob a chancela homônima. Foi co-editora da revista literária – Livrespaço – ganhadora do Prêmio APCA, como melhor publicação de 1993. É editora do jornal literário “Abecês”. Dirige a Alpharrabio Livraria e Editora, com sede em Santo André, e a Alpharrabio Edições. Em 2000 a revista Livre Mercado outorgou-lhe o Prêmio Desempenho de Empreendedora Cultural.
Assinou, de 1995 a 1999, a coluna semanal Viaverbo, no Caderno “Cultura & Lazer” do Diário do Grande ABC. É filiada à União Brasileira de Escritores, entidade onde ocupou os cargos de Secretária Geral, Diretora e membro do Conselho. e-mail: dalilatv@alpharrabio.com.br página pessoal: www.dalila.telesveras.com.br

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A Moto de uma roda só - Bombardier's Embrio

A companhia canadense Bombardier, concorrente da Embraer na produção de aeronaves, divulgou o lançamento de um protótipo de moto com uma roda só, a Bombardier's Embrio. Ainda não se sabe se a invenção irá efetivamente se tornar um produto.


A moto usa tecnologia giroscópica para que os motoristas consigam ter equilíbrio. O veículo foi desenhado como uma previsão sobre como serão os meios de transporte no ano de 2025. Quando parada, a moto fica equilibrada devido a pequenas rodas dianteiras que se abrem e se apóiam no chão, semelhantes ao trem de aterrissagem de aeronaves.

A Bombardier's Embrio é abastecida com combustível composto por células de hidrogênio, uma tecnologia que cria potência a partir da mistura de hidrogênio e oxigênio. O novo veículo também utiliza outros avanços tecnológicos já usados nos carros, como visão infravermelha e sistemas de amortecimento. A posição para dirigir é a mesma que em uma moto comum. A Embrio pode ser usada por um ou mais passageiros, já que a rede de sensores de giroscópios se adaptam facilmente. Feita de materiais leves (como alumínio, magnésio e nylon) a moto pesa cerca de 160 quilos.


FONTE: http://mania-hitech.blogspot.com

sábado, 21 de junho de 2008

Já está disponível para download o game Immune Attack: visual 3D, bactérias invasoras e muita ciência


Immune Attack, o videogame mais esperado por professores de ciências e estudantes do mundo todo, já está disponível para download gratuito. O jogo de ação ensina os princípios do funcionamento do sistema imunológico humano com o auxílio de "sangrentas" batalhas entre bactérias invasoras e glóbulos brancos.

Immune Attack

"O videogame possui um visual impressionante e permite que os estudantes interajam enquanto estão jogando. As crianças realmente querem ganhar o jogo e, para isso, elas precisam aprender os conceitos de imunologia," conta a professora Netia Elam, que está usando o Immune Attack em sala de aula.

O jogo Immune Attack funciona como um complemento para o aprendizado tradicional em sala de aula. As batalhas exigem conhecimentos do sistema imunológico, o que força os alunos a interagirem para compartilhar o que cada um sabe, a fim de poderem completar o jogo.

Despertando o interesse em biologia

A Federação de Cientistas Americanos, responsável pela produção do jogo, afirma que as primeiras pesquisas demonstram que os estudantes que jogaram o Immune Attack alcançam um maior nível de conhecimento do tema, em comparação com estudantes que não conhecem o jogo. E, depois de jogar, os estudantes demonstram maior interesse em biologia.

"A imunologia é um assunto complicado de se aprender. Os desafios no Immune Attack dão àqueles que de outra forma não estariam interessados em biologia, a chance para aprender de uma maneira divertida e prática, que eles não encontram em livros-textos," afirma Michelle Lucey-Roper, responsável pela equipe que criou o videogame.



VISITE A PÁGINA DO DESENVOLVEDOR, E BAIXE O JOGO:
http://fas.org/immuneattack/

FONTE: www.inovacaotecnologica.com.br

Balão que gera eletricidade a partir do vento começa a ser testado


A empresa emergente Magenn, do Canadá, afirmou que está às vésperas de tornar realidade um projeto que, segundo seus fundadores, deverá revolucionar a forma como a energia eólica pode ser aproveitada.

Testes no hangar

Em vez de gigantescos cata-ventos, instalados em postes, a idéia é utilizar balões infláveis dotados de um sistema que os faz girar ao longo de seu eixo horizontal.

Nos últimos dias, a empresa está conduzindo os testes finais com o seu primeiro balão em escala real, enchendo-o com hélio. Inicialmente o sistema será testado no interior de um gigantesco hangar, com mais de 60 metros de altura. Se tudo caminhar dentro do planejado, o balão será esvaziado, retirado do hangar, e finalmente posto em testes ao ar livre.

Eficiência eólica

O balão deverá funcionar ancorado por um cabo de aço a 300 metros de altitude. O vento fará girar a sua parte externa, movimentando um gerador interno. A eletricidade gerada chegará ao solo por meio de um cabo anexo ao cabo de ancoragem.

Dependendo das dimensões do balão, o sistema será capaz de gerar desde 10 kilowatts de potência - o que o tornará útil também para pequenas propriedades - até a faixa dos Megawatts.

Como o balão ficará em altitude bastante superior à das turbinas eólicas convencionais, seu funcionamento será mais constante, tirando maior proveito das correntes de vento. Segundo cálculos da Magenn, seu sistema MARS ("Magenn Power Air Rotor System") terá uma eficiência na conversão do vento em eletricidade de 50%, enquanto as turbinas eólicas instaladas no solo têm eficiência entre 20 e 25%.

Dirigível estável

O conceito MARS para geração de eletricidade a partir do vento é uma adaptação da "Aeronave Magnus", um conceito de dirigível inventado nos anos 1970 por Fred Ferguson, um engenheiro aeronáutico que é também o fundador da Magenn.

O dirigível Magnus foi projetado de forma a girar à medida que se movia para frente. A rotação permite que ele ganhe sustentação, estabilidade, e possa manter-se posicionado em uma área restrita e totalmente controlada - um fenômeno agora conhecido como efeito Magnus.


FONTE: www.inovacaotecnologica.com.br.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

QUASE


Há muitas coisas na vida das quais se pode dizer que quando estão QUASE feitas não estão feitas de modo algum. Um VIAJANTE chega ao cais QUASE à hora – quer dizer que não chegou a tempo de apanhar o barco. Um JOVEM QUASE PASSOU num exame – quer dizer que não passou. Pergunte ao público que sai de um concerto o que pensa de um ARTISTA que cantou QUASE BEM: eles responderão sem exitar: Ele canta completamente mal. Um GENERAL que QUASE GANHOU uma batalha – perdeu-a; um JOGADOR que QUASE GANHOU uma partida de cartas – perdeu-a.

QUASE é a confissão da derrota – com a esperança da vitória conservada até ao fim. Quando se trata das circunstâncias ordinárias da vida, o mal é muitas vezes reparável: o viajante atrasado pode tomar o barco seguinte; uma voz desagradável pode melhorar e tornar-se encantadora; o general e o jogador infelizes podem esperar que a sorte mude. Mas há ocasiões em que o QUASE é irreparável. É que – nas questões de vida ou morte – não há QUASE: há só duas categorias – os que ficam vivos e os que ficam mortos; após um naufrágio, um BARCO SALVA-VIDAS vem em socorro dos infelizes que perecem; chega QUASE a tempo – portanto, não salva ninguém. Um CIRURGIÃO faz uma operação perigosa; no dia seguinte anuncia-se o falecimento do operado. A intervenção cirúrgica QUASE TEVE ÊXITO, isto é: falhou totalmente.

Em 5 de Setembro de 1870, onze pessoas saíam de Chamonix para escalar o Monte Branco. No dia seguinte, depois de terem deixado o cume, foram envolvidas por turbilhões de neve e perderam o caminho. Extraviadas e rodeadas de glaciares, cegas pelo temporal, transidas de frio, ilhadas por causa de gigantescas fendas no gelo, em vão procuravam reencontrar o caminho. Chegou a noite. Vencidas pela fadiga e pelo frio, refugiaram-se numa caverna de neve, onde morreram uma após outra. Alguns dias mais tarde, encontraram-se os cadáveres, e ao mesmo tempo constatou-se que se os alpinistas tivessem andado MAIS CINCO PASSOS, TERIAM REENCONTRADO O SEU CAMINHO.

Estar TÃO PERTO DA SALVAÇÃO e não o saber... estar TÃO PERTO DA VIDA e MORRER... não lhes faltava QUASE NADA para atingirem o bom caminho, e, contudo, este QUASE NADA era tudo.

Pode ser que não vos falte QUASE NADA para serdes salvos – QUASE NADA para serdes filhos de Deus. Mas este QUASE NADA é o intervalo entre vós e a salvação: é a diferença que há entre o DESEJO de ser salvo e o FATO de o ser, entre as BOAS DISPOSIÇÕES e a ACEITAÇÃO da salvação – são os “cinco passos” que têm sempre separado as “onze vítimas” do seu “caminho”; este QUASE NADA é a ponte que é preciso atravessar para atingir a vida.

Ora esta ponte chama-lhe Deus NOVO NASCIMENTO. HÁ SOMENTE UMA MANEIRA DE ENTRAR NO REINO DE DEUS: é nascer nele. SE UM HOMEM NÃO NASCER DE NOVO, NÃO PODE VER O REINO DE DEUS (João 3:3). Enquanto não tiverdes experimentado este “novo nascimento”, estareis talvez muito perto da salvação – mas de certo ESTAREIS AINDA PERDIDOS.

O que vos falta não são bons desejos – mas sim uma vida; não esforços – mas sim um Salvador; a salvação não vem de vós, nem de vossos hábitos religiosos, mas sim de Deus: Deus a dá por Jesus Cristo.

DEUS DEU-NOS A VIDA ETERNA – E ESTA VIDA ESTÁ EM SEU FILHO (1João 5:11).

QUEM CRÊ NO FILHO TEM A VIDA ETERNA (3:36).

Distribuição de tratados Cristãos - Suíça

Para onde eu a levaria hoje (minha esposa), se pudesse

Andaluzia, na Espanha...

domingo, 15 de junho de 2008

Quinze atitudes para viver bem

1. Em vez de se preocupar, se ocupe.
2. Em vez de se assustar, assuste.
3. Em vez de se queixar, adore.
4. Em vez de deixar para depois, faça agora.
5. Em vez de se acomodar, corra certos riscos.
6. Em vez de humilhar, cale-se.
7. Em vez de ferir, perdoe.
8. Em vez de ficar, vá.
9. Em vez de duvidar, creia.
10. Em vez de ferir, perdoe.
11. Em vez de se exaltar, exalte.
12. Em vez de pedir, dê.
13. Em vez de se deprimir, louve.
14. Em vez de desistir, entusiasme-se.
15. Em vez de se conformar, renove-se.

Pastor Geraldo Magela

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Unicórnios existem


Unicórnio nascido em cidade italiana faz lenda virar realidade
da Folha Online

À primeira vista, parece uma lenda que virou realidade. Uma corça de um único chifre ficou famosa e levou pesquisadores à cidade italiana de Prato, na Toscana. O animal, que tem quase um ano de idade, ganhou o apropriado apelido de Unicórnio.

Os machos da espécie têm como característica um par de chifres. Mas Unicórnio tem apenas um, que surgiu exatamente no centro da cabeça. Ele tem um irmão gêmeo com dois chifres.

O animal nasceu em cativeiro, dentro do parque mantido pelo Centro de Ciências Naturais de Prato.

De acordo com Gilberto Tozzi, diretor do centro, é possível que uma falha genética tenha causado a anomalia.

"Esta é a prova de que o mítico unicórnio exaltado na iconografia e nas lendas provavelmente não era apenas um ser fantástico, mas um animal real, uma corça ou outra espécie com mutação similar a essa", afirmou Tozzi ao jornal britânico "The Guardian".

Os unicórnios têm lugar na mitologia desde a era pré-romana. Segundo algumas lendas, seu chifre tem o poder de reverter o efeito de venenos.

Fonte: Folha On Line

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Pomares caseiros


Pomares caseiros

Autor: José Carlos Vaz

A maioria dos imóveis residenciais urbanos possui um mínimo de área onde se poderia plantar pequenos pomares. Estas áreas ficam subutilizadas do ponto de vista da nutrição da população, e muitas vezes recebem uma impermeabilização pouco necessária. Fornecendo-se mudas de árvores frutíferas é possível estimular os cidadãos a produzir, em suas próprias casas, frutas para consumo de sua família.

PROGRAMA DE POMARES CASEIROS


Um programa de pomares caseiros pode ser um instrumento auxiliar de políticas de abastecimento que privilegiem o combate à desnutrição ou busquem reduzir os custos de alimentação da população. Deve-se manter claro que este programa é apenas um dos instrumentos da política de abastecimento, que não deve se resumir a ele, incorporando outras ações no campo da auto-produção (como hortas comunitárias) e da comercialização (como os sacolões volantes e a venda direta pelo produtor).

O programa pode distribuir mudas de uma ou mais espécies. A distribuição de mudas de uma única espécie simplifica os procedimentos, mas, por outro lado, pode ter sua abrangência e receptividade reduzidas. A distribuição de mudas de várias espécies tende a ser mais trabalhosa, mas permite uma ação mais abrangente. Pode ser realizada simultaneamente: a prefeitura oferece várias espécies de mudas e os interessados podem escolher aquelas que desejem. A distribuição pode ser também por etapas: a prefeitura trabalha com uma espécie por vez, trocando-a por outra periodicamente. Essa alternância pode ser complementada pela distribuição por regiões do município: é estabelecida uma seqüência de regiões da cidade a serem atendidas; ao se atender a última, reinicia-se a distribuição com uma nova espécie.

LEIA ESTE ARTIGO COMPLETO,
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sexta-feira, 6 de junho de 2008

A Oliveira e o Zambujeiro

Comecei a pesquisar o tema e aos poucos fui tendo muitas surpresas agradáveis, confesso: não esperava desmentir os meus conceitos sobre as passagens Bíblicas aqui descritas. Me inquietei muito até encontrar respostas às perguntas surgidas, sei que para muitos leitores alguns aspectos ou todos os aspectos referentes ao estudo não devam ser novidade. Contudo, o fato de apreciar a Bíblia e saber que Deus esconde nela mistérios preciosos me faz orar como o Salmista:"Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua Lei" Sl 119:18.

Não sou botânica,mas entendo que Deus usou muitas vezes as plantas para falar ao nosso coração. Aqui, uma humilde explanação sobre a Oliveira e o Zambujeiro, espero que, como eu sejam edificados.

"E se alguns dos ramos foram quebrados; e tu, sendo zambujeiro foste enxertado em lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz mas a raiz a ti". Rm 11:17,18.

A oliveira é da família oléaceas e se originou na região do mediterrâneo. Vive bem em qualquer solo mesmo pobre e seco, contando que suas raízes possam enterra-se em profundidade. Sua exigência é muito sol e temperatura elevada. contudo, resiste muito bem à todas estações.É considerada de grande porte chegando a medir no máximo 10 metros. Sua copa não é alta, têm alto poder de regeneração. Se cortar a copa, rapidamente acontece o brotamento. Sobrevivem por muito tempo, mais de mil anos. Em Israel existem oliveiras de 2.500 e que provavelmente presenciaram a passagem de Jesus na terra.

O zambujeiro da mesma família da oliveira, popularmente conhecido como:"oliveira-da-rocha" ou "oliveira-braba", é silvestre, muito comum e mede até 2,5m.

O zambujeiro na oliveira

A enxertia tem por finalidade converter uma árvore noutra, transformando a copa. Pode ser utilizada para rejuvenescer plantas envelhecidas ou renovar plantas que dão fruto sem valor. Se houver o enxerto de limão doce em um pé de limão azedo, do enxerto para baixo a árvore dará limão azedo para cima limão doce. É assim que funcionam naturalmente os enxertos.

Procurei em diversas fontes( não poucas) sobre enxertia de zambujeiros em oliveiras. Tudo que encontrei foi que há incompatibilidade para este tipo de enxerto, visto que, a planta boa (oliveira verde) receberia a "braba"(zambujeiro) e perderia sua qualidade: passaria em sua copa a produzir oliveiras "brabas" e do enxerto para baixo: oliveiras puras. Seria uma perda.

Pensei: Ah Senhor, e agora como se explica esse enxerto citado por Paulo? Será que ele não entendia de enxertos? Não, o Senhor não o deixaria escrever sobre algo sem sentido. Voltei a pesquisar e encontrei um artigo muito bom. Nele o autor descreve o enxerto como :"contrário a natureza" tal qual citou Paulo.

"Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro E CONTRA A NATUREZA, enxertado na boa oliveira" Rm 11:24.

É isso o enxerto só funciona porque é sobrenatural!

Ramos naturais e enxertados
Os ramos naturais representam Israel a quem primeiramente foi dada a revelação de Cristo com todos os tesouros escondidos NÈle. O zambujeiro é a Igreja que recebeu a herança da aliança eterna por acreditar em Jesus o Messias. A Oliveira É Cristo Jesus que sustenta ambos(Israel e Igreja) através da raiz e da seiva.

É através do sacrifício de Jesus que tanto Israel quanto a Igreja dão bons frutos. É a natureza da raiz e da seiva (Deus e o Espírito Santo) que limpa o pecado dos ramos possibilitando uma transformação na sustentação e produção dos frutos.

A enxertia dos ramos naturais. Li alguns estudos que definiam a oliveira como sendo Israel o que não condiz com o texto e sua interpretação, vejamos:

Romanos 11:19-"Os ramos foram quebrados". Os ramos representam Israel, os que não creram em Jesus como o Messias Salvador.

Romanos 11:21- "Deus não poupou os ramos naturais". Mesmo sendo nação escolhida necessitam crer em Jesus como Messias para serem salvos.

Romanos 11:23- "Poderoso é Deus para os tornar a enxertar". Deus tem um plano para Israel.

Romanos 11:24-"Serão enxertados na própria oliveira". Àqueles ramos naturais que compreenderem o plano Salvador de Cristo serão salvos. A Bíblia relata que isso irá acontecer nos últimos dias " todo o Israel será salvo"(Rm 11:26).

Em um próximo estudo falarei sobre :A oliveira e a redenção.

Fontes pesquisadas:
Bíblia sagrada, Almeida, J.F, STBB
http://www.vida.emcristo.nom.br
http://www.naturlink.pt
http://dias-com-arvores.blogspot.com
http://www.bragancanet.pt

Fonte: Blog A Tenda na Rocha

terça-feira, 3 de junho de 2008

Presente por Sedex


A Editora Thomas Nelson Brasil lançou, recentemente, os livros 90 Minutos no Céu e 23 Minutos no Inferno, de Bill Wiese. Para divulgar os livros, a Editora criou um site promocional, e realizou uma promoção: O participante deveria responder, em poucas linhas, à pergunta: O que fez você se sentir no céu?
Uma irmã pôs um comentário num dos meus blogs, sobre a promoção, e resolvi participar. Pela misericórdia do Senhor, minha resposta foi uma das três vencedoras, dentre 400. Ganhei um kit com um relógio de parede, uma bolsa e os dois livros.

Meu muito obrigado à Thomas Nelson, pelo abençoado presente.

Através do link abaixo você pode conferir as respostas vencedoras da promo.
http://www.90x23.com.br/noventa_promocao.asp
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