quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sem regulamentação, blogueiro no Brasil é herói, diz especialista

Os blogueiros no Brasil não sabem os riscos que estão enfrentando e as consequências de seus posts são imprevisíveis, pela falta de uma legislação que estabeleça regras claras para a internet. Essa é a visão de Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas no Rio, que atesta: "Ser blogueiro no Brasil é ser herói."

Lemos participou nesta quinta-feira (22) de um debate da Campus Party, evento de tecnologia que acontece em São Paulo, sobre a relação entre a legislação brasileira e o mercado de internet.

O painel teve como motes o caso Cicarelli, em que uma decisão judicial provocou o bloqueio temporário do YouTube no país, e o recente embargo ao blog Twitter Brasil, durante a campanha eleitoral.

Para Lemos, a falta de regulamentação para a web faz com que produtores de conteúdo e internautas não tenham uma noção clara dos riscos de suas ações na rede.

"Isso prejudica inclusive a inovação. Se eu quiser criar o 'RonaldoTube', na primeira semana os processos judiciais me aniquilam. Como eu vou concorrer com o YouTube, que tem capital para assumir esses riscos e os processos?", questiona.

A polêmica sobre o assunto ganhou força no ano passado, com a aprovação, pelo Senado, do projeto de lei que enquadra crimes cometidos pela internet, como a pirataria virtual e a pedofilia, e endurece a pena para os crimes já existentes. A matéria, que tem o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) como relator, gerou reação entre internautas e empresas.

O professor da FGV, que é contrário ao projeto, defende a criação de uma legislação civil, que estabeleça primeiro os direitos e os deveres dos internautas, para que depois sejam estudadas as punições na esfera criminal.

Só adaptação

Entretanto, há especialistas que minimizam a importância de uma legislação específica e afirmam que as leis atuais já são capazes de punir os crimes cometidos na internet.

De acordo com Rony Vainzof, advogado especialista em direito digital, são necessários apenas ajustes para regulamentar o arquivamento de provas por parte dos provedores e delitos cometidos só na internet, como o envio de código malicioso para fraudar contas bancárias.

"A internet não é um mundo sem leis. 95% dos casos que existem são aplicáveis pela legislação atual", afirma Vainzof. Na visão dele, casos como o de Cicarelli e o do Twitter Brasil são resultado da falta de conhecimento dos juízes sobre o ambiente da internet e que tipo de decisões podem ser de fato aplicadas. Por isso, ele defende a criação de varas judiciais especializadas em direito digital, para julgar esses casos, mesmo que à luz das leis "off-line" "A legislação nunca vai acompanhar a tecnologia", diz.

Efeito Obama

Os debatedores enfatizaram a necessidade de organização dos internautas para exigir que essas mudanças sejam feitas e para que a liberdade de expressão na internet seja ampliada, como no caso do debate eleitoral.

A campanha eleitoral do ano passado foi marcada pela restrição do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ao uso da rede como instrumento de informação e propaganda. Os artigos 18 e 19 da resolução nº 22.718 do TSE definiram que a propaganda eleitoral na internet só seria permitida na página do candidato destinada à campanha. Isso limitou a utilização de blogs e redes sociais.

A sugestão é "aproveitar a energia do Obama", em referência ao presidente dos Estados Unidos, que usou ativamente a internet durante a campanha para debate e arrecadação de doações.

"Eu acho que o Obama é o grande cabo eleitoral para a internet no Brasil. A gente tem que aproveitar esse momento", afirmou Ivo Corrêa, advogado do Google Brasil, que teve participação tímida no pleito brasileiro do ano passado.

Fonte: Folha Online

domingo, 25 de janeiro de 2009

A arte da topiária

A topiária, a arte de esculpir arbustos, árvores e plantas com formas diversas, é muito antiga. Há quem diga que remonta ao antigo Egito, embora tenham sido os romanos que a instituíram, difundiram e batizaram com o seu costume de criar pequenas paisagens ou lugares com arbustos (topos em latim significa "lugar"). Esta prática é hoje adotada em jardins de todo o mundo de modo mais ou menos criativo, mas o mais comum é verem-se sebes, formas geométricas, pessoas e animais. Porém, na cidade de Columbus, nos EUA, existe uma verdadeira obra de arte.


Num dos jardins da cidade foi criada uma réplica vegetal de um dos mais famosos quadros de sempre: Um domingo à tarde na Grande Jatte, do pintor francês Georges Seurat. O projeto é da autoria de James T. Mason, um escultor local que planeou o local e concebeu e instalou as estruturas de metal onde crescem as plantas. A construção do conjunto iniciou-se em 1989 com a criação de um lago, representando o rio Sena, e das colinas que o rodeiam, replicando o local da ilha original. Posteriormente foram acrescentadas as figuras. Ao todo são cinquenta e quatro pessoas, oito barcos, três cães, um macaco e um gato, posicionados de acordo com o quadro de Seurat.

Via http://blog.uncovering.org/

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A arte surpreendente de M. C. Escher

Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898, faleceu em 1970 e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitectura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita.

Com o professor Mesquita, Escher aprendeu muito, conheceu as técnicas de desenho e deixou-se fascinar pela arte da gravura. Este fascínio foi tão forte que levou Mauritus a abandonar a Arquitectura e a seguir as Artes Gráficas. Quando terminou os seus estudos, Escher decide viajar, conhecer o mundo! Passou por Espanha, Itália e fixou-se em Roma, onde se dedicou ao trabalho Gráfico. Mais tarde, por razões políticas muda-se para a Suíça, posteriormente para a Bélgica e em 1941 regressa ao seu país natal.

Estas passagens por diferentes sítios, por diferentes culturas, inspiraram a mente de Escher, nomeadamente a passagem por Alhambra, em Granada, onde conheceu os azulejos mouros. Este contacto com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e reflectem, pelas pavimentações. Porém, no preenchimento de superfícies, Escher substituía as figuras abstracto-geométricas, usadas pelos árabes, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis, etc.

Escher, sem conhecimento matemático prévio mas através do estudo sistemático e da experimentação, descobre todos os diferentes grupos de combinações isométricas que deixam um determinado ornamento invariante. A reflexão é brilhantemente utilizada na xilografia "Day and Night", uma das gravuras mais emblemáticas da carreira de Escher.

Day and Night
Fonte texto: http://www.educ.fc.ul.pt








Mais imagens em: http://www.mcescher.com
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Um dos artistas mais sensacionais que eu já vi, e também o planeta. Ah, sim, as clássicas mãos também são dele...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Se non è vero è ben trovato

Esta é da Antologia do Humorismo Mundial, que já citei neste blog. Pelo título do livro, não posso afirmar que a história é verdadeira. Bem, como se diz, se non è vero è ben trovato (se não é verdade, está bem achado).

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O general Sebastiani fez com que fracassasse o ataque dos ingleses contra Constantinopla, razão pela qual o sultão Salim afirmou:

- Peça-me o que quiseres que serás atendido!

- Desejo apenas visitar seu harém, Majestade.

- Está bem! Verás.

Quando terminou a visita, o Sultão perguntou ao General:

- Por acaso, agradou-lhe alguma mulher?

- Sim – respondeu o General, e apontou-a.

- Está bem. – respondeu simplesmente o Sultão.

À noite o general Sebastiani recebia sobre um prato a cabeça cortada da mulher que apontara, com a seguinte mensagem:

- Como muçulmano que sou, não poderia oferecer a um infiel uma mulher de minha religião; todavia, estarás seguro de que a mulher que lhe agradou, não será de mais ninguém.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa: Um relançamento


Amados irmãos e leitores, a algum tempo publiquei na internet a Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa. Ela reúne poemas de caráter genuinamente cristão de grandes nomes da literatura lusófona, desde Camões até os dias atuais, passando por escritores e poetas como Machado de Assis, Fernando Pessoa, Alexandre Herculano e muitos e muitos outros. Poemas de mais de 80 autores, dentre brasileiros, portugueses e africanos.
Pois bem, apenas a formatação (o layout) do e-book não fazia jus à obra, pois tive eu mesmo que editá-lo (sem grandes conhecimentos na área) , já que o colaborador que realizava o trabalho para mim encerrou este tipo de atividades. O resultado não ficou o ideal...

Mas a pouco tempo, o irmão, Rev. Giovanni C. A. de Araújo*, que trabalha com editoração eletrônica na Sociedade Bíblica do Brasil, baixou a obra, e se ofereceu para criar uma diagramação profissional para o livro, gratuitamente. E o resultado ficou realmente sensacional!

Por isso estou realizando um ‘re-lançamento’ da Obra, com o mesmo conteúdo, mas agora muito mais bonita e agradável de se ler. Se você aprecia a arte poética, independente de sua religião, vale a pena baixar este pequeno tesouro. É gratuito, e você pode enviar para quem quiser.

Baixe o livro, Clicando Aqui.

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*O Rev. Giovanni é dedicado à área Litúrgica, escrevendo sermões e liturgias (nos quais gosta de inserir poesias), e além de seu site principal, que mantém com sua esposa, o Giovanni e Tatiana (http://www.tatigi.com.br/), mantém ainda o blog Café com Alecrim (http://cafecomalecrim.blogspot.com/) , e presta trabalhos como editor de publicações impressas ou eletrônicas.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Um poema para começar bem o Ano Novo


FELIZ ANO NOVO!

Começa um ano novo e eu te desejo

a paz, que está além do entendimento;

que tenhas o que para mim almejo:

venturas - mil! E pouco sofrimento!


Que o teu destino seja benfazejo,

que não te traga agruras ou lamento;

que a sorte te sorria, a cada ensejo...

E o amor seja teu chão e firmamento.


Inda algo mais, também eu rogo a Deus:

saúde e segurança aos que são teus,

que os anjos do Senhor guardem teu lar.


E que na fé tu tenhas força e amparo,

seja o Mestre Jesus teu bem mais caro...

Que Ele sorria ao mundo em teu olhar!


- Patricia Neme -

Leia muitos outros poemas e textos da autora, Clicando Aqui.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Conheça a história de John Chapman (Johnny Appleseed)

Não muito tempo depois da assinatura da Constituição dos Estados Unidos, nasceu, no Estado de Massachusetts, John Chapman. Muito pouco se conhece de seus primeiros anos de vida. Mas sabemos que, na sua mocidade, trabalhou num engenho de cidra a oeste da Pensilvânia. Algumas pessoas haviam começado a viajar naquela direção, para além da fronteira, mas muitas delas acreditavam que a região era selvagem e pouco desenvolvida para ser colonizada.

Enquanto trabalhava naquele engenho, John Chapman foi possuído por uma idéia e uma visão e sua influência no futuro da nação seria tão grande como ele jamais poderia ter imaginado.

Um subproduto óbvio do trabalho no engenho eram as sementes - pilhas e pilhas de sementes de maçã que sobravam do processo de espremer as frutas. Elas formavam montes que pareciam inúteis a quase todos. Mas um homem percebeu a sua utilidade, e essas sementes tornaram-se o centro da visão que fascinou John Chapman.

Certo dia, depois de muito planejamento, Chapman encheu grandes sacos com as sementes, demitiu-se do emprego e preparou-se para seguir rumo ao oeste. Enquanto viajava, foi plantando macieiras ao longo do caminho.

O propósito do jovem era claro. Da mesma forma que milhares de pretensos colonizadores, ele ficara fascinado pela visão de uma nação jovem expandindo-se para oeste. Mas John Chapman tinha uma noção diferente do desafio que o oeste oferecia. Ele sabia que, no momento em que grandes multidões começassem a chegar para se estabelecerem ali e criarem suas famílias, haveria pouca coisa com que sustentá-las durante a viagem e assegurar-lhes a chegada aos locais onde iam fixar-se. Desse modo, ao longo das trilhas e nos pontos em que fazendas futuras poderiam desenvolver-se, esse visionário plantou sementes ao acaso e em pomares. Fez isso na expectativa de que, quando os pioneiros chegassem, houvesse frutos disponíveis esperando por eles.

Ele enfrentou as intempéries, aprendeu a lidar com os índios e a vencer as dificuldades na perseguição de seu sonho. Chapman era também um homem de fé, tido como dedicado à Palavra de Deus e ao testemunho de Jesus Cristo. Conta-se que não só plantou sementes no solo, como também levou sementes espirituais que germinariam no coração de homens e mulheres. Era um homem com uma visão do futuro, que via as possibilidades de um país incipiente. Ele semeou para o amanhã como um ato de fé.

Alguns, que não acreditam na história, dizem que o homem era insano. O mundo provavelmente sempre verá os que se entregam a uma visão - que plantam para o futuro - como alienados. Não obstante as avaliações negativas, os mais lúcidos dizem que ele foi uma personalidade-chave na história inicial dos Estados Unidos, como Daniel Boone ou Kit Carson; um dentre os que pavimentaram o caminho para a grande nação do norte.

Um monumento foi levantado a Chapman no coração da América. Colocado num pequeno parque em Indiana, é possível visitar o local onde ele foi sepultado - um tributo prestado à vida e à contribuição de um grande semeador. Quando você procurar por ele, vai encontrá-lo sob outro nome, afetuoso, que lhe foi dado há quase dois séculos pelos colonos cujas vidas foram facilitadas em virtude de sua visão: Johnny Appleseed (Johnny Semente de Maçã / Joãozinho Semente de Maçã).

Rev. Elvino Rodrigues da Silva

Fonte: Programa de Incentivo à Leitura Bíblica - http://www.pilb.t5.com.br/
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Nota do Sammis: Quantos Johnny's Apleseed's desconhecidos existiram e existem ainda por aí? Já entrei em matas relativamente ‘nativas’, e me deparei lá no meio com grandes mangueiras, por exemplo. Alguém – voluntaria ou involuntariamente – lançou a semente ali (semente grande demais para ser carregada por um pássaro). Sabemos que as mangueiras são originárias da Índia...
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