sábado, 29 de agosto de 2009

Google Imagens habilita Filtro de Licenças Creative Commons

Google oficialmente lançou a função de filtrar resultados de pesquisas utilizando licenças Creative Commons dentro de sua ferramenta de pesquisa de imagens (Image Search Tool). Agora é fácil restringir os resultados de sua pesquisa para identificar apenas imagens que tenham sido marcadas com nossas licenças. Assim, você pode encontrar conteúdo de toda a web que pode ser compartilhado, utilizado e até mesmo modificado. As pesquisas também são capazes de retornar conteúdo sob outras licenças, tais como a GNU Free Documentation License, ou imagens que estão em domínio público.

Para filtrar por pesquisa CC, vá para a página de Pesquisa Avançada de Imagens do Google e selecione as opções que você desejar na seção de "direitos de utilização". Seus resultados serão restritos às imagens marcadas com licenças CC ou outras licenças compatíveis.

Lembre-se, o Google só pode fornecer resultados de pesquisas nos quais seus algoritmos encontrem marcados com a licença que você especificar, é de sua obrigação verificar a licença da imagem que você está usando e certifique-se se está em conformidade com suas diretrizes.

Este é um enorme avanço para o futuro da pesquisa de imagens na web, por isso parabéns à equipe do Google por outra grande implementação das licenças Creative Commons!

Fonte: http://www.creativecommons.org.br

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O Cristianismo Creative Commons


Por Jarbas Aragão

Muita gente hoje em dia discute os conceitos de propriedade intelectual, de direitos autorais e de pirataria. Não há dúvida que a internet mudou muita coisa e sua popularização trouxe novas discussões sobre coisas quem antes nunca se pensou. Não quero e nem posso avaliar aqui as implicações éticas e teológicas dos downloads modernos, dos sites de torrents, da transmissão de músicas, filmes, jogos e até de livros. Na grande maioria das vezes é fácil determinar que o erro distribui material que não é seu por direito. Até ai tudo bem, que fique claro: não compro material pirata! Mas poucas vezes vi discussões em nosso meio sobre a atitude de quem produz e distribui esse material.

Há algum tempo o mundo tem visto surgir tentativas de se mudar o conceito de propriedade intelectual. Muitos softwares, por exemplo, são distribuídos gratuitamente. Aos poucos foram surgindo filmes, CDs e livros que aderiram a esse “movimento”. Essa maneira de pensar gerou conceitos novos como copyleft (oposto do termo copyright) e as licenças chamadas de creative commons (mais informações no www.creativecommons.org.br )

O que isso tem a ver com nossa fé cristã? Existem várias passagens que nos mostram que não é correto exercer qualquer tipo de cobrança pela mensagem de salvação. O famoso “de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10:8). Mas o que tem se visto nos últimos tempos é uma grande comercialização do evangelho e da mensagem de Cristo. E não estou falando da teologia da prosperidade!

Tomemos por exemplo o texto bíblico no Brasil (diferentemente de outros países) que possui direitos autorais. Ou seja, é proibido por lei a reprodução de uma quantidade maior que 500 versículos sem autorização da editora que possui os “direitos” de determinada tradução. Ou seja, você não pode imprimir milhões de exemplares da Bíblia e sair distribuindo por aí. Alguns softwares que trazem o texto bíblico apresentam essa restrição. A pergunta que fica é: ter o direito autoral da Palavra de Deus é correto? Exigir-se pagamento para se reproduzir o texto é bíblico?

Também é sabido que muitos pastores/pregadores e cantores/cantoras só vão para um determinado local, seja igreja ou não, mediante o pagamento de um cachê. Alguns não chamam de cachê, óbvio, chamam de “oferta”. Mas até que ponto eles têm o direito de cobrar para louvar a Deus ou cobrar para ensinar o caminho do Senhor? Não tenho nada contra as ofertas, até porque isso é claramente mostrado nas Escrituras. Minha dificuldade é ver gente enriquecendo com isso. Claro, se ninguém pagasse essa prática já teria acabado ou certamente diminuído bastante.

Conheço bem algumas empresas ditas “evangélicas”. Sei como funciona a produção e a distribuição de muito do material que circula no “mercado gospel”. Não seria leviano em dizer que todas as empresas agem da mesma maneira. Nada tenho contra aqueles que fizeram a opção de viver de maneira integral do evangelho, de usar os dons e talentos dados por Deus para de alguma maneira contribuir para a igreja de Cristo espalhada pela face da terra. Meu objetivo é refletir até que ponto se justificam certas coisas.

Quando vemos alguns livros sendo vendidos na categoria religião das livrarias ou mesmo o material que é encontrado nas chamadas livraria evangélicas dificilmente se pergunta “quem produz esse material?”, “para onde vai o lucro obtido?”. Talvez isso não pareça importante para a maioria das pessoas, uma vez que se coloca sobre essas coisas o “selo” que os identifica como “abençoado” ou “abençoador”. A verdade é que nem todas as empresas que produzem e comercializam esse material estão necessariamente envolvidas com a proclamação das boas novas.

O que eu gostaria de refletir neste espaço é sobre a prática de usar o nome do evangelho de Jesus para enriquecer pessoas, ministérios ou empresas. Não sou ingênuo a ponto de pensar que tudo deva ser de graça ou ignorar que existem custos muitas vezes altos para produzir todas essas coisas. Eu continuo comprando material que entendo ser útil e proveitoso para minha vida cristã. Mas confesso que deixei de ir a certos eventos e de comprar certas coisas por causa disso. Considero abusivo o preço de muito material que apenas por ser evangélico é mais caro que os demais. Por exemplo, tenho vivido isso toda vez que quero comprar um filme em DVD para meu filho!

Não é segredo para ninguém que existe uma verdadeira “indústria” montada por trás disso tudo. O mercado cristão ainda dá muito dinheiro. Nada tenho contra o lucro. Porém, poucas vezes li alguma reflexão séria sobre essa questão. Com a popularização da internet vieram as mudanças de certos conceitos e acredito que ainda existe muito para ser pensado. A questão é que está surgindo uma concepção diferente de direito autoral e isso nos atinge também.

Já é possível hoje baixar livros, vídeos, e músicas da internet autorizados e incentivados pelos seus próprios criadores. Existem grupos evangélicos que já entenderam que estamos diante de um novo tempo e fizeram a opção de oferecer o seu material gratuitamente na web, possibilitando que os ouvintes façam algum pagamento se desejarem. A lógica que está por trás disso não é mais única e exclusivamente a busca do lucro. O princípio é a divulgação do que foi produzido sem que o lucro seja a motivação principal. Já visitei sites de produtoras que disponibilizam seu material gratuitamente. Posso citar alguns exemplos gringos. O músico Derek Webb distribuiu um tempo atrás o seu CD Mockingbird, o site de audiolivroswww.christianaudio.com disponibiliza uma vez por mês um download gratuito de um livro diferente. Particularmente gosto do site theresurgence.com , do ministério Mars Hill, liderado pelo pastor Mark Driscoll, além de pregações livres de direitos, é possível encontrar também CDs de música e livros do pastor para baixar. No Brasil alguns autores menos conhecidos, bem como grupos musicais tem disponibilizado seu material. A editora Mundo Cristão chegou a disponibilizar o download gratuito (por tempo limitado) de alguns títulos. Mas ainda é algo muito tímido, quase inexpressivo. Acredito que faltam iniciativas do gênero no meio evangélico nacional.

Por outro lado existem pessoas que aproveitam todas as oportunidades para transmitirem sua mensagem gratuitamente. Inclusive grupos religiosos. Um bom exemplo claro é o longa de animação de 2008, Sita Sings the Blues, que tem como enredo uma história da tradição hinduísta, o Ramayana e em essência é uma historia sobre espiritualidade. No site do filme, www.sitasingstheblues.com é possível ler que seus idealizadores acreditam que o valor do filme vai além da questão financeira e disponibilizaram na licença Creative Commons. A imagem ai em cima dá uma mostra do material. Não dá pra não se perguntar porque ainda não temos feito o mesmo para divulgar a mensagem do evangelho. Desconheço um esforço para a produção e distribuição de filmes com conteúdo evangélico que estejam sendo distribuídos com o simples propósito de divulgar a mensagem. Não está na hora de vermos mais iniciativas propondo um cristianismo livre de direitos autorais restritivos e abusivos? Não seria necessário repensar qual o objetivo da produção e comercialização de muito do que se produz em nome de Jesus nos dias de hoje? Sou favorável a um cristianismo Creative Commons, onde o lucro não é a mola propulsora, mas sim o desejo de ver a Palavra sendo levada às pessoas. Você conhece mais iniciativas assim? Deixe a dica ai nos comentários para todos verem e conhecerem.


via http://www.blogdos30.tk/

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Profissionais ensinam como tirar melhores fotos com máquinas digitais


DIEGO BRAGA NORTE

colaboração para a Folha de S.Paulo

Fáceis de usar e baratas, as câmeras digitais permitem que candidatos a fotógrafos produzam milhares de imagens e joguem no lixo outro tanto. A busca por melhores fotos passa por questões técnicas --como a escolha do modelo de câmera-- e até emotivas.

"Muitas vezes, é importante colocar a emoção à frente da razão. A sensibilidade e o instinto são importantes na fotografia", ensina a fotógrafa profissional Iolanda Huzak.

Laszlo Balogh-17.mai.09/Reuters
Procura por melhores fotografias passa por questões técnicas --como a escolha do modelo de câmera-- e até emotivas
Procura por melhores fotografias passa por questões técnicas --como a escolha do modelo de câmera-- e até mesmo as emotivas

Outro reconhecido especialista, Araquém Alcântara corrobora a opinião de Iolanda. "Tem que ter nitidez e clareza na mente, visualizar a cena antes de sair clicando. (...) Como escreveu o Saramago [José, escritor português]: "Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara"."

Para ajudá-lo a ver e reparar, a Folha consultou alguns profissionais, que dão conselhos úteis ao amador. Eles foram unânimes em alguns pontos.

A quantidade de Mpixels de uma câmera definitivamente não é o fator mais importante. Segundo os profissionais, uma máquina com resolução de 5 Mpixels a 7 Mpixels é suficiente para ótimas fotos. "Acima disso, [as câmeras] já são lentas, dão aquela travadinha. Você bate a foto e tem que esperar processar para bater outra", diz Clóvis Miranda, repórter-fotográfico do jornal "A Crítica", vencedor do Prêmio Esso de fotografia.

Outra opinião em consonância foi em relação ao flash. Todos os fotógrafos ouvidos disseram que evitar o uso do flash melhora sensivelmente a qualidade das imagens, principalmente em ambientes escuros. Bob Wolfenson diz que, em vez de usar o flash, "é bom trabalhar com o ISO [DIN ou ASA, em algumas câmeras]. A maioria das máquinas atuais tem esse recurso".

Aumentar o ISO aumenta a sensibilidade de registro da câmera. A dica de Camila Butcher é "sempre tentar fotografar com luz natural, usar o flash só em último caso".

Mas um macete bacana é usar o flash em ambientes muito claros, como numa praia -o que vai contra o senso comum, que prega o flash ligado de noite e desligado de dia. André Schiliró aconselha o uso do flash sob sol forte.

"É bom para atenuar as sombras e reduzir prováveis manchas escuras", diz ele.

Em outros pontos, há opiniões divergentes. Há aqueles que pregam o uso do visor ótico para melhor compor uma foto. Outros não veem problema em visualizar a cena pela telinha.

A mensagem que sobressai das dicas dos profissionais é que não há uma fórmula única de fazer boas fotos. O ato de fotografar depende da sensibilidade, da criatividade e da concentração de cada um.

Bob Wolfenson sintetiza o sentimento geral entre seus pares: "Não é o equipamento que faz a foto. É uma conjunção de fatores, e os mais importantes são as ideias do fotógrafo. O fotógrafo tem que impor sua personalidade à foto, buscar seu próprio caminho. A personalidade do fotógrafo tem de sobressair."

Leia mais sobre câmeras


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Um poema sobre o Açaí


Açaí

Em tigela ou cuia,
Toma-se esse suco roxo,
Dele se usa tudo,
Até mesmo o seu caroço.
Bebe com farinha d’água
Feita da mandioca,
Ou misturado e gelado
Com farinha de tapioca.

Pode se chamar juçara,
Ou até mesmo açaizeiro,
Toma-se com açúcar doce,
Ou mesmo sem muito floreio.

Tanto faz, como tanto fez,
Nada diminui esse desejo,
De ser consumida,
Por esse povo belo e guerreiro
Que no mercado de ferro,
O grande Ver-o-Peso,
Expõe seu grande apreço.

Mesmo não se tomando o suco,
Pode também embelezar
Que nas mãos do artesão
Um belo cordão a ornamentar.

Dos teus caroços um belo mosaico
Enfeita o pescoço da bela cabloca
Desse estado, o meu Pará.
Arte aprendida com os índios,
Repassada aos filhos
Através desse belo idílio.

Nas lendas se chama iaçá
Uma planta que não pára de chorar
Em nosso coração,
Sua semente a brotar
Pequenas lágrimas roxas,
Açaí quero te chamar.

Thiago Azevedo

Via
http://mangaepoesia.blogspot.com

NOTA: Este post é de dez anos atrás (2009). Agora, em 2018, publiquei uma antologia inteira de poemas sobre árvores (tanto "a árvore" em geral, quanto árvores por espécie, inclusive muitas delas fruteiras, como mangueira, cajazeiro, cajueiro etc.). Por isso, insiro aqui, neste post antigo, a informação e o link para download da referida antologia. Confira abaixo. E, mais abaixo, seguem os poemas sobre frutas :)


ÁRVORE - Uma Antologia Poética - O termo grego ανθολογία (antologia), significa “coleção ou ramalhete de flores”. Daí o latim florilegium. O termo florilégio encaixa-se bem ao presente trabalho, onde procurou-se coligir poemas sobre a árvore, esse centro e pilar da hera. Adicionamos ao volume uma pequena seleção de frases sobre o tema, e, em arremate, publicamos o texto integral (vertida sua grafia ao português hodierno) do poema A Destruição das Florestas, do múltiplo Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806 – 1879). O poema, que veio à luz em 1845, é um significativo e precoce exemplo de consciência ambiental em nossa literatura.
Além do elogio da árvore, presta-se aqui uma homenagem a nossos poetas de agora e de ontem, e de certa forma um serviço à literatura lusófona, pois toda antologia literária é antes de tudo isso - um serviço prestado a uma literatura e ao universo de seus usuários.
Este é um livro gratuito. Como amante das árvores e da literatura, como professor e como antologista, é um prazer ofertar este livro a todos, com votos de que ele possa ser compartilhado livremente, para que alcance os fins a que se propõe.

Para baixar o livro (224 págs., em formato PDF) pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.

domingo, 16 de agosto de 2009

Beijo Dobrado, direto do meu quintal




Fotos que tirei de uma planta daqui do quintal, salvo engano, Beijo Dobrado. Sempre gostei muito desta flor/planta. Faz tempo que não publico minhas próprias fotos. Estou aproveitando as férias para mudar isso, organizando arquivos, e vou passar a publicar mais. Quanto às tais, são liberadas para todo tipo de uso. Yes, direito autoral que nada! Se eu não der o exemplo, me faço hipócrita.
Sammis

sábado, 15 de agosto de 2009

O SHOW DA BIODIVERSIDADE





O shoebill (Balaeniceps rex) é uma cegonha diferente, de bico muito grande, encontrada nos pântanos tropocais do leste da África. Ela tem, em média, 4 pés de altura, cerca de 1,5 metro, com envergadura de asa de mais de sete pés, ou 2,3 metros. A espécie só foi descoberta por ornitólogos no século 19.


Uma belíssima estrela-do-mar pink gruda no vidro de um aquário do shopping mall de Dubai, Emirados Árabes Unidos.





As flores da orquídea-mosca não só se parecem com moscas, como também produzem um essência que imita os feromônios (hormônios sexuais) das fêmeas do inseto. Moscas machos apaixonados tentam acasalar com as flores, e as polinizam antes de perceberem o engano.













segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Chê Guevara mini-antiCristo


"Eu não sou Cristo ou um filantropista, velha senhora, eu sou totalmente o contrário de um Cristo… eu luto pelas coisas que acredito, com todas as armas à minha disposição e tento deixar o outro homem morto para que eu não seja pregado em uma cruz ou em qualquer outro lugar."

- Che Guevara - Carta À Sua Mãe via Wikiquote.
____________________________

Republicado do blog do Charles Gomes no Tumblr.

*Especialmente para os irmãos que, inadvertidamente, consideram cool usar camisas do Tchê.

sábado, 8 de agosto de 2009

fotos para descontrair

Alaska Tundra in Autumn Glory Art Print
A Tundra do Alaska, em seu esplendor de Outono

Seals Poster
Beijo de mãe

Rincon Point Art Print
Sempre Califórnia... Os EUA possuem terra habitável!

Northern Humpback Whale Art Print
HIPER-MEGA-CAWA-BUNGA!!!!!!!!

http://img2.allposters.com/images/JAD/TALSP07.jpg
Rebocadores - e não são da Maersk!

Maui II Art Print
Maui, Havaí - Inevitável...

Pipeline Art Print
Falando em Hawaii, Pipeline - tem alguém voando ali
- será um niteroiense (Tâmega)?


Oranges on a Blue Table Art Print
Laranjas numa mesa azul caudal, sobre um mar anil,
no varandão do Sammi's Bar em Santorini...
(só servimos sucos, senhores)

Ballots de Coton Art Print
Fofos fardos de algodão - Ahh...

.
Silent Sentinals Art Print
Acho tais animais intimidadores, um dos seres mais intimidadores
da natureza - culpa de Jack London e seu Sol-Leks (d'O Chamado da Floresta)

Airplane Poster
As Máquinas de Morte exercem um estranho fascínio
- e isso me fala da Queda, do abismo em que Adão nos lançou...

Morrocan Tiles Art Print
Uma cena abstrata marroquina

Blue Fire Art Print
Optimus Prime?

Golf Course, HawaII Coast Poster
E pra fechar, mais Havaí - Golf Course

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

FRUTAS NA ALIMENTAÇÃO - Aprenda técnicas de conservação fazendo geléias e picles


A maioria das pessoas gostam de comer frutas maduras como manga, laranja, banana e goiaba. As crianças gostam tanto do sabor, que, muitas vezes, até comem frutas verdes! Entretanto, é difícil armazenar as frutas maduras ou transportá-las bem para mercados muito distantes. As frutas das outras pessoas geralmente amadurecem na mesma época, e, assim, os preços do mercado baixam, dificultando a venda por um bom preço.

Portanto, conservar as frutas para saborear o seu paladar durante o ano inteiro é muito importante para evitar o desperdício e aumentar os rendimentos. As maneiras mais simples de conservar frutas são secá-las e fazer sumos, geléias ou picles (chutneys).

Como secar damascos

Os damascos secos são uma boa fonte de vitamina A e açúcar. As pessoas normalmente sacodem os galhos para que os damascos caiam no chão. O caroço é retirado, e os damascos são secos sobre pedras planas por um período de seis a nove dias. Este método produz frutas secas, de coloração castanha (marrom) e polpa dura. Aqui estão algumas ideias para produzir damascos secos de melhor qualidade:

  • Colha os damascos à mão, quando estiverem totalmente maduros, para evitar que se machuquem e para obter frutas de alta qualidade. Pode-se pendurar um tecido ou uma rede por baixo da árvore para colher as frutas maduras.
Método para colher frutas à mão

  • Lave-os com água potável.
  • Corte-os ao meio para remover a amêndoa ou o caroço.
  • Coloque-os numa solução de conservante para conservar as frutas.
  • Seque-os longe da luz direta do sol, embaixo de um secador (consulte a Passo a Passo, edições 21 e 46).
  • Embale-os em sacos de plástico limpos, com rótulos bonitos.
  • Feche os sacos para manter as frutas secas e limpas (consulte a Passo a Passo, edição 57, para ver um vedador de sacos simples).
Secador de frutas


Os damascos secos de boa qualidade são muito populares, e talvez haja oportunidade para exportá-los para outros países.

Estas técnicas podem ser usadas com outras frutas maiores, como a manga, o abacaxi e o mamão, as quais precisam ser fatiadas antes de serem tratadas com conservante. Os conservantes não são essenciais, mas ajudam a manter uma cor boa e permitem que a fruta seja armazenada por muito mais tempo.

Adaptado de um documento técnico do ITDG


Picles (chutneys)

Os picles salgados podem ser feitos com todo o tipo de fruta e verdura e são muito bons como temperos (condimentos) para as refeições. Ao contrário das geléias, geralmente é melhor usar frutas ainda não completamente maduras. Aqui está uma receita para experimentar. Pode tentar usar também tomates verdes, mangas verdes ou abóboras, ao invés de mamão.

Picles (chutney) de mamão

  • 6 chávenas (xícaras) de mamão semi-maduro descascado e picado em pedaços pequenos.
  • 1 chávena de cebola picada
  • 3 dentes de alho picados
  • 1⁄2 chávena de gengibre em fatias finas
  • 3 chávenas de açúcar
  • 1 chávena de água
  • 1⁄2 chávena de vinagre
  • 1 colher de chá de ácido cítrico (opcional)
  • 2 colheres de chá de sumo de limão-lima (galego)
  • 1–2 colheres de chá de pimenta em pó
  • 1 colher de chá de sal
  • 3 colheres de chá de canela, nós moscada ou especiarias mistas

MÉTODO
Cozinhe o mamão, cebola, alho e gengibre na água por alguns minutos. Acrescente todos os outros ingredientes. Ferva em fogo brando por mais 15 ou 20 minutos. Coloque em jarras (potes) de vidro com tampas. Enrole um pano húmido ao redor da jarra enquanto o enche com o picles quente, para evitar que rache. O picles pode ser guardado por dois ou três anos, e o sabor melhora com o tempo.


Como fazer geléias

Muitas frutas são excelentes para fazer geléias. As receitas variam, mas o método é sempre parecido. A fruta usada deve estar madura, limpa e picada em pequenos pedaços, sem casca ou caroço. Ferva a fruta em água, em fogo brando, até a polpa ficar macia. Coloque açúcar e outros ingredientes, e ferva a geléia rapidamente por 5 a 20 minutos. Tenha muito cuidado para evitar respingos, pois estes queimam a pele.

Teste para ver se a geléia está no ponto, colocando uma pequena colherada de geléia num prato limpo. Deixe esfriar por dois ou três minutos. Empurre a geléia com a ponta do dedo para ver se forma uma película e se esta enruga. Quando isto acontece, a geléia está pronta. Coloque em potes para geléia limpos, enrolando-os, primeiro, num pano úmido, para evitar que rachem. Tampe-os ou cubra-os hermeticamente imediatamente. Se a geléia estiver no ponto, ela durará por um ou dois anos.

Geléia de banana e mamão

  • 3 xícaras (chávenas) de mamão maduro
  • 3 xícaras de banana madura
  • 6 xícaras de açúcar
  • 2 colheres de chá de suco de limão-galego ou 1 colher de chá de ácido cítrico
  • 1⁄2 xícara de água

Geléia de abacaxi (ananás)

  • 5 xícaras de abacaxi maduro, picado em pedaços pequenos
  • 3 xícaras de açúcar
  • 2 colheres de chá de suco de limão-galego ou 1 colher de chá de ácido cítrico
  • 1⁄2 xícaras de água

Geléia de manga

  • 4 xícaras (chávenas) de manga madura (descascada e cortada em pedaços pequenos)
  • 3 xícaras de açúcar
  • 1 colher de chá de canela ou especiarias mistas (opcional)
  • 2 colheres de chá de suco de limão-galego ou 1 colher de chá de ácido cítrico
  • 1 xícara de água

Geléia de goiaba

  • 6 xícaras de goiaba madura picada
  • 6 xícaras de açúcar
  • 2 colheres de chá de suco de limão-galego ou 1 colher de chá de ácido cítrico
  • 1⁄2 xícaras de água

Introduzindo os sucos concentrados

Os refrigerantes comerciais são muito caros e têm poucos benefícios nutricionais. Pelo mesmo preço de uma garrafa pequena de refrigerante, tente fazer estes sucos concentrados simples, cheios de vitaminas e que proporcionarão à família uma bebida deliciosa por várias semanas.

Suco concentrado de maracujá

  • 2 xícaras (chávenas) de polpa de maracujá com as sementes
  • 6 xícaras de açúcar
  • 2 xícaras de água
  • 2 colheres de chá de suco de limão-galego ou 1 colher de chá de ácido cítrico

MÉTODO
Dissolva o açúcar na água. Aqueça em fogo brando e acrescente o maracujá. Deixe ferver por dois minutos e retire do fogo. Acrescente o ácido cítrico. Deixe esfriar e coloque em garrafas, usando um coador fino para retirar as sementes. Armazene o suco em garrafas limpas e herméticas. Para beber, dilua o suco com bastante água potável.

Suco concentrado de laranja e limão

  • 3 laranjas e 2 limões
  • 5 xícaras (chávenas) de açúcar
  • 5 xícaras de água
  • 4 colheres de chá de suco de limão-galego ou 2 colheres de chá de ácido cítrico

MÉTODO
Lave as frutas e tire a casca externa com uma faca afiada, deixando a película branca amarga na fruta. Coloque a casca e a água na panela e ferva por quatro minutos. Coloque o açúcar e o ácido cítrico, mexendo para dissolver. Corte as frutas pela metade, esprema o suco e coloque-o na panela já esfriando. Cubra e deixe de um dia para o outro. Coe e coloque o líquido em garrafas limpas e herméticas. Para beber, dilua com água potável. Se possível, use a casca doce para fazer bolos ou sobremesas.

Suco concentrado de limão-galego

  • 3 xícaras (chávenas) de suco de limão-galego
  • 6 xícaras de açúcar
  • 3 xícaras de água
  • 1 colher de chá de ácido cítrico (opcional)

MÉTODO

Lave as frutas e corte-as pela metade. Esprema o suco à mão ou com um espremedor de limão, retirando as sementes. Coloque o suco e a água numa panela e deixe quase ferver. Acrescente o açúcar e o conservante e ferva por apenas dois minutos. Coloque o suco concentrado quente em garrafas limpas e herméticas.

Os limões também podem ser conservados desta maneira, mas o seu suco concentrado não dura tanto tempo quanto o do limão-galego.

Páginas compiladas por Isabel Carter


Conservantes

Para a produção doméstica, quando os alimentos vão ser usados em seguida, não há necessidade alguma de usar conservantes. Entretanto, para pequenas empresas, o uso de conservantes pode ajudar os alimentos a permanecerem frescos por mais tempo.

Há vários conservantes que podem ser usados com frutas. O metabissulfito de sódio freqüentemente é usado para o processamento de alimentos em pequena escala. Este evita ou diminui a coloração marrom (castanha) das frutas e verduras. Uma concentração típica para tratar as frutas e verduras seria 6g de metabissulfito de sódio dissolvido em 10 litros de água. Entretanto, em alguns países, a sua utilização é restrita.

O ácido cítrico é um conservante popular, barato e seguro. Ele é usado para conservar sucos de frutas e geléias e também ajuda a controlar a coloração marrom das frutas e verduras.

O benzoato de sódio é usado como conservante em sucos de fruta, bebidas, gelatinas e picles.


Fonte: TILZ Tearfund - http://tilz.tearfund.org/Portugues

Via blog Cidadania Evangélica - http://cidadaniaevangelica.blogspot.com

sábado, 1 de agosto de 2009

Arménio Vieira, Prêmio Camões 2009: Notícia e poemas


O júri do Prêmio Camões decidiu atribuir o troféu deste ano ao poeta cabo-verdiano Arménio Vieira. O poeta é o primeiro cabo-verdiano a receber o prêmio. Ele nasceu na cidade da Praia, na Ilha de Santiago, Cabo Verde, em 24 de janeiro de 1941. Além de escritor, é jornalista, com colaborações em publicações como o Boletim de Cabo Verde, a revista Vértice, de Coimbra, Raízes, Ponto & Vírgula, Fragmentos e Sopinha de Alfabeto.


Arménio Vieira foi redator no jornal Voz di Povo. O Prêmio Camões, criado em 1988 pelos governos português e brasileiro, distingue todos os anos escritores dos países lusófonos. Vieira é o 21º a receber o prêmio no valor de 100 mil euros, que já homenageou nomes como José Saramago, Pepetela ou Agustina Bessa-Luís.

Criado e financiado pelos governos de Portugal e do Brasil, o prêmio foi atribuído pela primeira vez em 1989 a Miguel Torga. O júri, em que Portugal foi representada por José Carlos Seabra Pereira, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e Helena Buescu, da Universidade de Lisboa, reuniu-se hoje num hotel do Rio de Janeiro para anunciar o resultado.

Em anos anteriores, o Prêmio Camões, considerado o mais importante da língua portuguesa, distinguiu os portugueses Vergílio Ferreira (1992), José Saramago (1995), Eduardo Lourenço (1996), Sophia de Mello Breyner Andresen (1999), Eugénio de Andrade (2001), Maria Velha da Costa (2002), Agustina Bessa-Luís (2004) e António Lobo Antunes (2007).

Quanto a autores brasileiros, já foram agraciados nomes como João Cabral de Mello Neto (1990), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), Antênio Cândido (1998), Autran Dourado (2000), Rubem Fonseca (2003), Lygia Fagundes Telles (2006) e João Ubaldo Ribeiro (2008).

De Angola, foram premiados Pepetela, em 1997, e Luandino Veira, em 2006. O moçambicano José Craveirinha recebeu o Camões em 1991.



SER TIGRE


O tigre ignora a liberdade do salto
é como se uma mola o compelisse a pular.

Entre o cio e a cópula
o tigre não ama.

Ele busca a fêmea
como quem procura comida.

Sem tempo na alma,
é no presente que o tigre existe.

Nenhuma voz lhe fala da morte.
O tigre, já velho, dorme e passa.

Ele é esquivo,
não há mãos que o tomem.

Não soa,
porque não respira.

É menos que embrião
abaixo do ovo,
infra-sémen.

Não tem forma,
é quase nada, parece morto.

Porém existe,
por isso espera.

Epopéia, canção de amor,
epigrama, ode moderna, epitáfio,

Ele será
quando for tempo disso.


(in "Vozes poéticas da lusofonia", Sintra, 1999)



POEMA

Mar! Mar!
Mar! Mar!

Quem sentiu mar?

Não o mar azul
de caravelas ao largo
e marinheiros valentes

Não o mar de todos os ruídos
de ondas
que estalam na praia

Não o mar salgado
dos pássaros marinhos
de conchas
areias
e algas do mar

Mar!

Raiva-angústia
de revolta contida

Mar!

Siléncio-espuma
de lábios sangrados
e dentes partidos

Mar!
do não-repartido
e do sonho afrontado

Mar!

Quem sentiu mar?

(1962)




Quiproquó
.

Há uma torneira sempre a dar horas
há um relógio a pingar no lavabos
há um candelabro que morde na isca
há um descalabro de peixe no tecto
.

Há um boticário pronto para a guerra
há um soldado vendendo remédios
há um veneno (tão mau) que não mata
há um antídoto para o suicído de um poeta
.

Senhor, Senhor, que digo eu (?)
que ando vestido pelo avesso
e furto chapéu e roubo sapatos
e sigo descalço e vou descoberto.

Fontes: http://www.amigosdolivro.com.br, http://br.geocities.com/poesiaeterna, http://amantedarosa.blogspot.com/

moleques moleskines feitos de jamelão


Frugal

Um novo amanhecer
De dentr’embaixo das mangueiras
Um novo literariar, (em) páginas fruteiras

as sementes das frutas que não conheci, sementes que meu sonho está a plantar
pelos campos, e recolhe araçás onde os há, e vai à beira do campinho de pelada, àquela secreta jaqueira...
E 12 frutos há, como 12 tribos...

Mais à frente é nosso Campo de Sonhos, simbionte ambientação que poeta algum pôde, naturalista algum

e desde sempre eu sei
q há um poder secreto nos jamelões que pulsam, açucarados e roxos,
e todo este campo de frutas é uma mão estendida
- do Deus meu.

você fala do poder das
goiabas anti-pranto do quintal de dona Célia e Wilson, ah!, nosso Wilson lembra do caudal azul de todas as frutas do mundo.

Sammis Reachers

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