quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Quantos destes legumes você conhece?

Você conhece estes legumes?


                                                        QUIABO DE METRO

 
VAGEM DE METRO VERMELHA


PEPINO OVO DE DRAGÃO


E estas frutas (tomates são frutas, brothers!)?


  TOMATE YELLOW STUFFER


TOMATE SIEBENBÜRGER

 
TOMATE GREENSOUSAGE

 
TOMATE BANANA LEGS

 
TOMATE ANANAS

Não conhece nenhum? Bem, o mundo é maior do que você pensa. E como eu, você está precisando circular mais. Sair da cidade. Talvez definitivamente.


Conheça mais desconhecidos (e compre sementes dos tais!) aqui: http://www.tabutinssementes.com.br./

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Lawrence Lessig lançará Creative Commons 3.0 nacional na Campus Party 2010

SÃO PAULO – Lawrence Lessig, um dos fundadores do Creative Commons, irá lançar as licenças 3.0 do projeto na Campus Party, no dia 29 de janeiro, sexta-feira, às 19h.

Lançado globalmente em fevereiro de 2007, o Creative Commons 3.0 deve ganhar uma adaptação para o contexto jurídico brasileiro, de acordo com informações passada à equipe do evento.

Bem como as principais licenças Creative Commons, as 3.0 foram redigidas baseadas no modelo legal americano. Para chegar até o que será apresentado na Campus Party, o processo de tradução e de checagem da matriz demorou mais de um ano e meio.

As mudanças, acompanhadas de perto pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, devem aproximar a relação e aprimorar a conversação entre diferentes tipos de licença, a exemplo da GPL (GNU General Public License).

A palestra de lançamento do CC 3.0 contará ainda com as presenças de Marcelo Branco, diretor-geral da Campus Party Brasil, e Ronaldo Lemos, diretor do Creative Commons no Brasil.

Marcada para acontecer no Centro de Exposições Imigrantes, de 25 a 31 de janeiro, a Campus Party 2010 debaterá outros temas relacionados ao Creative Commons 3.0 nacional, como a reforma do direito autoral no Brasil e o Marco Civil de Direitos na internet.

Fonte:  http://www.creativecommons.org.br/

domingo, 24 de janeiro de 2010

Calibre – Programa gratuito de gestão de eBooks





Se você tem muitos eBooks no seu computador e não sabem mais como gerenciar esta quantidade de arquivos, recomendo o uso do Calibre, ferramenta de código aberto que, conectada na Internet, pode recolher a informação de milhares de livros ao mesmo tempo que organizam a livraria.

Com possibilidade de mudar o formato dos arquivos e obter notícias em RSS sobre as obras de interesse, é uma aplicação extremamente completa, gratuita e compatível com todos os principais sistemas operacionais.

Fonte: http://br.wwwhatsnew.com/

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

2010 - Ano Internacional da Biodiversidade


A COP da biodiversidade tem um encontro marcado para outubro deste ano, 
na cidade japonesa de Nagoya, a fim de avaliar os resultados das ações assumidas 
em 2002 para preservar a biodiversidade. As perspectivas são igualmente pessimistas.

Coexistência das espécies
A ocupação desordenada de áreas naturais, a exploração predatória de recursos da natureza e a poluição são algumas ações humanas que têm trazido sérias consequências, levando o planeta a perder cada vez mais espécies animais e vegetais.
Para chamar a atenção do público para o problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade. Um dos eventos que abrirá oficialmente o programa será realizado em Curitiba, nesta sexta-feira (8/1), com a presença de autoridades governamentais do Brasil e do exterior, representantes da ONU e pesquisadores.
"A natureza é uma rede extremamente intrincada que precisa ser mantida para a vida existir. Porém, essa harmonia tem sido cada vez mais ameaçada," afirma Roberto Gomes de Sousa Berlinck, do Instituto de Química de São Carlos (USP) sobre a importância da coexistência das espécies.

Acima da extinção natural
De acordo com levantamentos da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CBD), órgão da ONU que trata do problema, a taxa de perda de espécies chega a cem vezes à da extinção natural e vem crescendo exponencialmente.
Pensando em pelo menos diminuir esse ritmo, em 2002 a Conferência das Partes (COP) da CBD propôs uma série de metas a serem alcançadas até 2010 e obteve o comprometimento de vários países.

Frustrações à vista
Nos moldes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, fez um balanço dos compromissos assumidos no Protocolo de Quioto, a COP da biodiversidade tem um encontro marcado para outubro deste ano, na cidade japonesa de Nagoya, a fim de avaliar os resultados das ações assumidas em 2002 para preservar a biodiversidade.
Como a reunião de Copenhague, a de Nagoya deverá ser igualmente frustrante. É o que pensa Berlinck, para quem a natureza tem dado sinais de que o problema continua crescendo. "A morte de recifes de corais no mundo todo e o desaparecimento das abelhas na América do Norte são apenas duas das consequências da destruição de áreas nativas", disse.
Carlos Alfredo Joly, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, concorda com o pessimismo. "Precisamos este ano estipular metas mais confiáveis e usar indicadores mais mensuráveis", disse, ressaltando que considera os indicadores escolhidos em 2002 um dos pontos fracos do acordo.

Natureza desconhecida
Joly também chama a atenção para a importância das pesquisas de levantamento de dados como as feitas no Programa Biota-FAPESP, que visam à caracterização, conservação e ao uso sustentável da biodiversidade. "Como saber quantas espécies desapareceram se ainda estamos fazendo os inventários?", disse.
Em dez anos, os pesquisadores do Biota-FAPESP, que tem como foco o Estado de São Paulo, catalogaram cerca de 2 mil novas espécies. Mas, para Joly, é fundamental que programas como esse sejam implantados em outras regiões do Brasil.
"Não sabemos quase nada sobre o Brasil, a última lista oficial da flora brasileira é de 1908. Há somente levantamentos regionais", disse. Joly destaca a necessidade de que sejam conduzidos inventários como o das plantas que produzem flores (fanerógamas) na flora paulista, que conta com o apoio da FAPESP e teve o seu sexto volume (lançado recentemente).
Justamente por ignorar os números exatos, Joly calcula que as estimativas da CBD sobre o desaparecimento de espécies estejam subestimadas. Atualmente, o órgão faz projeções a partir do desaparecimento de hábitats. Para cada unidade de área degradada, estima-se um determinado decréscimo das espécies que nela habitavam. No entanto, sem um levantamento taxonômico adequado não há como saber com exatidão o tamanho das perdas da biodiversidade. Muitas espécies desaparecem sem ao menos serem conhecidas.

Diversidade genética
A sobrevivência das espécies também passa pela diversidade genética, a qual deve ser considerada nos projetos de conservação, segundo os coordenadores do Biota-FAPESP. Indivíduos de uma mesma espécie que possuem pouca variação genética podem ser suscetíveis às mesmas doenças e acabar rapidamente dizimados.
"O mesmo ocorre quando vamos fazer um reflorestamento. Se não considerarmos as diversidades genéticas e não reintroduzirmos todas as espécies envolvidas, a floresta pode morrer depois de uma década por doença ou mesmo pela ausência de um animal polinizador", explicou Joly.
Para trabalhar também com a diversidade dos genes, o Programa Biota-FAPESP deverá aumentar o uso de ferramentas de biologia molecular. "Os felinos selvagens que hoje habitam canaviais e fazendas são geneticamente iguais aos seus ancestrais que viviam nas matas nativas de São Paulo?", questiona Joly. Segundo ele, responder a essa pergunta ajudará a preservar esses animais, o que ressalta a importância da biologia molecular para a biodiversidade.
Berlinck aponta que desconhecer a natureza pode custar caro. "O deslizamento de encostas neste início de ano é uma consequência do desconhecimento do que pode e do que não pode ser feito com a natureza", disse.
Segundo ele, preservar as diversas espécies é uma forma de manter e de garantir qualidade de vida também para as gerações futuras. "No entanto, é preciso que populações e governos conheçam o decréscimo crônico da biodiversidade e tomem iniciativas", disse. É isso que a ONU e os cientistas esperam de 2010.

Ano Internacional da Biodiversidade
No Ano Internacional da Biodiversidade, o Biota-FAPESP estará envolvido de diversas outras formas, tanto no Brasil como no exterior. No dia 14 de janeiro, Joly representará o programa no evento nos 350 anos da Sociedade Real Britânica, no Reino Unido. Na celebração, o professor da Unicamp participará como debatedor em discussões sobre biodiversidade e no espaço reservado para pôsteres.
No período de 22 a 25 de fevereiro, o Biota-FAPESP participará da reunião da Rede de Observações da Biodiversidade (Geo Bon), nos Estados Unidos.
No mesmo mês, nos dias 25 e 26, o programa realizará, na sede da FAPESP, em São Paulo, o Workshop International on Metabolomics in the Context of Systems Biology: A Rational Approach to Search for Lead Molecules from Nature.
No dia 22 de maio, para comemorar o Dia Internacional da Biodiversidade, o Biota-FAPESP realizará um evento com foco no Third Global Biodiversity Outlook, que terá a participação do professor Thomas Lovejoy.
Lovejoy, presidente do Centro Heiz para Ciência, Economia e Meio Ambiente e consultor chefe para biodiversidade do Banco Mundial, foi quem introduziu o termo diversidade biológica na comunidade científica em 1980.
Em outubro, o Biota-FAPESP participará da COP10, em Nagoya, em dezembro, sediará um workshop de três dias para marcar o fim do Ano Internacional da Biodiversidade e o início do Ano Internacional das Florestas (2011).
Mais informações sobre o Ano Internacional da Biodiversidade podem ser obtidos em www.cbd.int/2010 e, sobre o Biota-FAPESP, em www.biota-fapesp.net.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ajude quem ajuda o Haiti


“Pastor, por favor, envie um pedido a todas as igrejas do Brasil. Nossas casas, igrejas, hospitais e escolas estão todos destruídos. Não temos internet, água, eletricidade, comida, roupas e medicamentos. Nossas famílias estão passando por dificuldades. Nossos pastores, nossos amigos, nossos irmãos, por favor, nos ajudem” (Jonathan Joseph, pastor haitiano, através de mensagem de celular - a JMM tem como encaminhar ajuda).

Mais uma vez volto a tocar no assunto da ajuda ao Haiti. Quero e vou ser repetitivo. Nossas discussões teológicas sobre se Deus decretou ou apenas sabia do terremoto; se queria ou podia evitá-lo, podem ficar para depois. Agora é preciso ajudar as vítimas do desastre. Agora e por muito tempo, pois não será fácil reconstruir o que já estava destruído antes do terremoto.

Li que Angelina Jolie e Brad Pitt doaram um milhão de dólares para uma organização que está prestando ajuda aos haitianos. É fácil agora pensar que eles tem dinheiro saindo pelo ladrão e podem aparecer fazendo grandes doações. Mas é bom lembrar que tem pastores por aí comprando jatos sem nenhum constrangimento, gastando mais de 10 vezes este valor. E nós, que não podemos doar nada parecido com a oferta do casal hollyoodiano, menos ainda economizar o dinheiro de um jatinho para dar suporte às organizações que estão trabalhando no país, podemos fazer um pouco. Quem sabe se cada um ajudar um pouquinho somamos mais um milhão, ou quem sabe, doze?

A maioria de nós, mesmo se quisesse, não poderia estar lá. Mas outros estão. Compatriotas nossos morreram ajudando o Haiti. Podemos pelo menos, ajudar quem está ajudando o Haiti. Segue uma lista de organizações que estão trabalhando no Haiti, ou estão arrecandando recursos para ajudar. Escolha a que mais se alinha à sua filosofia, religião, teologia, enfim, por falta de organização humanitária é que você não ficará sem ajudar.








































(Post atualizado em 19/01/2010 às 11:20h)
(Quer reproduzir esta postagem em seu blog? Pegue o arquivo html Aqui)
Via http://cincosolas.blogspot.com/

domingo, 17 de janeiro de 2010

Um tubo de nuvens no céu do Uruguai


Uma rara formação de nuvens semelhante a um tipo de túnel no céu surpreendeu os moradores da praia de Las Olas, em Maldonado, no Uruguai. A imagem, fotografada por Daniela Mirner Eberl, impressionou tanto os cientistas que ganhou destaque no site da NASA, agência espacial americana. As informações são do jornal britânico Daily Mail. Os astrônomos Robert Nemiroff e Jerry Bonnell explicaram que essas nuvens podem se formar perto de frentes frias. "Uma tempestade umidifica o ar quente e o faz subir próximo à frente fria, criando os túneis no céu", informaram. Além disso, esse tipo de formação pode ter ar circulando no eixo horizontal.


Fonte: Terra
via blog Fatos em Foco, com o Pr.Eduardo

sábado, 16 de janeiro de 2010

COMBATE AO CRIME - Fim de corrupção policial é primeiro passo, diz diretor da Justiça Global



A Segurança Pública é a questão mais urgente a ser resolvida no Brasil, na avaliação do diretor da ONG Justiça Global e professor da Universidade de Harvard, James Cavallaro.

Para Cavallaro, o primeiro passo para baixar os índices de criminalidade é o combate à corrupção policial, que, segundo ele, é um tipo especialmente nocivo de corrupção porque "facilita o crime".
Ele falou à BBC Brasil como parte da série Brasil 2010, em que personalidades de diversas áreas elegem um aspecto que gostariam de ver diferente no país que será entregue pelo presidente que vencer as próximas eleições.

Leia a seguir alguns trechos da entrevista:

BBC Brasil - Se tivesse que escolher apenas um tema como prioridade para 2010, o que senhor escolheria?
James Cavallaro - A questão da segurança pública. Todo brasileiro pensa nisso, querendo se sentir mais tranqüilo na cidade, mas não necessariamente pensa nisso como uma questão de Direitos Humanos. Nós (que trabalhamos com direitos humanos) defendemos um Estado de direito, queremos bandido na cadeia cumprindo pena, mas não queremos bandido subornando agente penitenciário para entrar com o celular e organizar um assalto do lado de fora.

BBC Brasil - Por que a segurança pública?
Cavallaro - Poderia falar dos direitos das crianças, das mulheres, mas o que une esses problemas todos é a falta a vontade política de enfrentar os problemas difíceis. Quase sempre, prefere-se a opção fácil, o discurso fácil, a resposta simples - "Vamos botar mais policiais na rua, vamos ser mais firmes, vamos matar mais bandidos". Tem cinco séculos dessa visão e estamos onde estamos.

BBC Brasil - E por que é tão difícil resolver o problema?
Cavallaro - Porque tem custos políticos imediatos. Tradicionalmente no Brasil, o governo federal não assume responsabilidade pela segurança pública, deixa esse abacaxi com os Estados. Estão contratando mais policiais federais, o que eu acho positivo. Mas compare com outros países na região. No Brasil, você tem em São Paulo mais de 100 mil policiais, entre militares e civis. O número de policiais federais não chega a 10% do que tem em São Paulo! Isso é uma forma de ver que a segurança no Brasil é uma questão dos Estados. Em outros países latino-americanos a segurança é uma questão nacional.

BBC Brasil - E qual deveria ser o primeiro passo?
Cavallaro - A limpeza da corporações policiais, do poder penitenciário. O que existe (no Brasil) é uma polícia corrupta, um sistema penitenciário corrupto, infelizmente também um sistema judiciário corrupto. O resultado disso é que o sistema não é capaz de reprimir o crime.

BBC Brasil - Mas a corrupção policial é pior do que qualquer outro tipo de corrupção?
Cavallaro - A corrupção na polícia não é como a corrupção na administração pública. A corrupção política é nociva também, mas a corrupção policial é especialmente perigosa porque facilita a criminalidade. A conivência da polícia impede que haja um ataque frontal à criminalidade. As facções armadas sabem como comprar a polícia e compram. O resultado disso é que o sistema não é capaz de reprimir o crime.

BBC Brasil - Há quem diga que sem uma política social não é possível resolver a questão da segurança.
Cavallaro - Evidentemente existe um relação entre a pobreza e os índices de criminalidade. Mas se você analisa as estatísticas vai ver que existem países que têm pobreza mais aguda do que o Brasil e têm índices de criminalidade bem mais baixos. Por exemplo, a Bolívia. A pobreza é um fator. Outro fator é a facilidade do acesso às armas. Outro fator é a polícia, que é truculenta e corrupta - uma péssima combinação. O que me preocupa nesse discurso (de que o combate à violência exige políticas sociais) é que ela pode levar ao conformismo, como se nada pudesse ser feito até que a situação da pobreza melhore.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/index.shtml

Amazon vendeu mais e-books que livros no Natal



Neste Natal, a Amazon conseguiu o feito de vender mais livros eletrônicos do que as tradicionais versões de papel

De acordo com o Business Insider, pela primeira vez a Amazon vendeu mais livros eletrônicos durante a época natalina que livros normais.
Apesar da Amazon não revelar os números exatos sobre as vendas de livros eletrônicos, a empresa revela que o Kindle foi o artigo mais oferecido como prenda e que no dia 14 de Dezembro os seus clientes encomendaram mais de 9,5 milhões de itens a nível mundial.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A feira do açaí e seu destaque

Via http://e-jardim.blogspot.com/

O raro açaí-branco (Euterpe oleracea var. branco), disputadíssimo pelos comerciantes da bebida em Belém (PA).

O núcleo histórico da cidade de Belém do Pará abriga o famoso Mercado Ver-o-Peso, imperdível feira livre de grande interesse gastronômico. Criado pelos portugueses no longínquo século XVII para taxar as mercadorias que circulavam pela Amazônia, entre suas atrações atuais estão pontos de venda dos mais variados artigos, tais como carnes e embutidos, plantas medicinais, artesanatos, verduras e naturalmente deliciosas frutas amazônicas. Dentre as últimas, o comércio do açaí ganhou grandes proporções, a ponto de ser realizado em uma área especialmente reservada, junto ao local onde atracam muitas dezenas de pequenas embarcações de madeira movidas a óleo diesel. Trata-se da afamada Feira do Açaí, que acontece diariamente a partir do raiar do sol. Uma enorme quantidade de paneiros (cestos) repletos de pequenos frutos negro-arroxeados colhidos na floresta é descarregada e oferecida para venda. A multidão de compradores disputa os melhores lotes, levando em conta características como grau de maturação, tamanho e variedade. O destaque fica por conta do açaí-branco, que chega em pequeníssimo volume. Esta variação é assim denominada porque seus frutos, mesmo em estágio completo de maturação, apresentam a casca de coloração verde-escura, nunca roxa ou enegrecida. A polpa possui coloração mais clara, verde-creme. O fato é que as poucas vasilhas do açaí-tinga (outra denominação, pois a última palavra significa branco em tupi-guarani) são as primeiras a acabar. Comerciantes e entendidos disputam-nas com fervor. Contam que seu sabor é superior ao do roxo, o que por sinal é corroborado pelo preço mais elevado. Em recente visita a Belém, tive a oportunidade de experimentar a iguaria, além de fotografar os incomuns frutinhos. Na impossibilidade de brindar os leitores com o delicioso vinho, segue a foto que abre este texto.

Forte abraço!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Direção Defensiva e Noções de Primeiros Socorros no Trânsito - E-books para download



Disponibilizamos aqui o e-book Direção Defensiva – Trânsito seguro é um direito de todos, Produzido pelo DENATRAN e Governo Federal.

O e-book é ilustrado e possui 62 páginas, em formato pdf.

Para baixar o e-book,  Clique Aqui.





E também disponibilizamos para você a pequena cartilha Noções de Primeiros Socorros no Trânsito, elaborada pela ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego).

Para baixar a cartilha, Clique Aqui



FONTE: Blog CIDADANIA EVANGÉLICA - http://cidadaniaevangelica.blogspot.com

sábado, 9 de janeiro de 2010

SONETO DO PASSARINHO



SONETO DO PASSARINHO

Como é belo um pássaro em liberdade
Voando pelos campos bem cedinho;
Ou no galho d’árvore fazendo um ninho,
Cantando de tanta felicidade!...

Como é belo o gozar da liberdade!
E como é triste o mesmo passarinho
Numa gaiola longe do seu ninho
Cantando só por causa da saudade!

Mas o homem ao perder a liberdade
Não suporta a grande fatalidade
E contrata logo um bom advogado!...

Porém se ele for pobre, pobrezinho...
Como aquele coitado passarinho
Passará a vida inteira engaiolado!

Antonio Costta

Visite o blog do autor: http://antoniocostta.blogspot.com/

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Eleitor tem arsenal inédito de ferramentas para pesquisar e julgar maus políticos


Sites especializados, comitês locais e fóruns regionais de combate à corrupção proliferam no Brasil
 
Passagens aéreas para celebridades pagas com dinheiro público, contratações por meio de atos secretos no Senado, uso de empresas fantasmas para justificar verbas indenizatórias, um castelo no interior de Minas Gerais e mais um mensalão, desta vez envolvendo o DEM no Distrito Federal.
A lista de escândalos com parlamentares foi longa e variada em 2009. Ninguém foi punido até agora pela Justiça ou casas legislativas, mas o eleitor terá à disposição um arsenal inédito de ferramentas para pesquisar, julgar e, se for o caso, punir nas urnas cada um dos candidatos, no dia 2 de outubro.

Internet
Graças à disseminação da internet e à mobilização de algumas pessoas diante da impunidade generalizada, sites especializados, comitês locais e fóruns regionais de combate à corrupção proliferaram no Brasil nos últimos anos.
Desde 2007 o número de comitês cívicos de combate à corrupção aumentou de 70 para 299. “Há uma parcela muito crítica da população que tem acesso à informação e pode influenciar outros eleitores”, disse o juiz federal Marlon Reis, coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).
O fenômeno começou na pequena Ribeirão Bonito, cidade de 11 mil habitantes a 270 km de São Paulo, em 1999, quando um grupo de moradores e ex-moradores indignados com os desmandos da administração e apatia da população decidiu fundar a ONG Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo).
Dois anos depois o prefeito Sérgio Buzza foi obrigado a renunciar devido a suspeitas de corrupção levantadas pela ONG. Ele foi cassado pela Câmara e preso em Rondônia em agosto de 2002.
A experiência gerou um livro (“O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil”), com 125 mil cópias distribuídas. Desde 2003, moradores de 1.624 municípios brasileiros buscaram a Amarribo em busca de orientação. “O texto é sempre o mesmo. Eles dizem que na cidade deles está acontecendo a mesma coisa que aconteceu aqui e perguntam o que fazer”, disse a coordenadora Lizete Verillo, psicóloga nascida em Ribeirão Bonito que vive há mais de 30 anos em São Paulo.
A cada novo e-mail a Amarribo responde com um kit on-line composto de 52 itens. “Mandamos desde o estatuto até o modelo”, disse Lizete. Quando o interesse se transforma em ação concreta, a ONG envia um representante até a cidade para uma palestra. Desde então 187 entidades foram criadas com ajuda da Amarribo, que virou rede nacional. “A população está começando a despertar. Ainda está longe do ideal, mas é um movimento muito sólido”, avaliou Lizete. Os interessados podem baixar o livro no site www.amarribo.org.br.

Fichas sujas
A rede que surgiu no rastro da Amarribo foi fundamental na coleta de 1,6 milhão de assinaturas levadas ao Congresso para embasar o projeto de lei de iniciativa popular que veta os candidatos condenados pela Justiça, os chamados fichas sujas. Para 2010, além da pressão pela aprovação do projeto de lei, a rede pretende colocar no ar uma relação dos candidatos condenados. “Ainda estamos procurando o melhor modelo por causa das restrições judiciais”, disse Lizete.
Outro exemplo bem sucedido de iniciativa surgida fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília são os fóruns regionais de combate à corrupção. O primeiro foi criado na Paraíba, em 2003. Hoje os fóruns estão em 20 estados e devem chegar a todos os entes da federação até outubro de 2010.
Coordenados pelo Ministério Público Federal, os fóruns funcionam como centros de formação de agentes no combate à corrupção. Representantes da Polícia Federal, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas da União e Corregedoria Geral da União se reúnem com vereadores, funcionários públicos, integrantes de ONGs, conselhos municipais de saúde e educação e sindicatos de pequenas cidades no interior para ministrar cursos de capacitação de dois dias.
“Eles aprendem a fazer o controle das verbas públicas e, assim que detectam alguma irregularidade, fazem as denúncias”, disse o procurador da República Fábio George Cruz da Nóbrega, do MPF de Pernambuco, que participou da criação do primeiro fórum, na Paraíba.
Para as eleições de 2010 os fóruns têm dois alvos: a compra de votos e a conscientização eleitoral. A ideia é promover campanhas educativas orientando os eleitores a não votar em candidatos com histórico de corrupção.
Desde o ano passado o MPF pernambucano disponibiliza em seu site cerca de 30 links para cartilhas, ferramentas de pesquisa e fiscalização de políticos pela internet. 

Arsenal de ferramentas
A relação vai desde páginas dos governos federal e estaduais até iniciativas privadas como a Transparência Brasil (www.transparência.org.br), Congresso em Foco ( www.congressoemfoco.ig.com.br), Às Claras (www.asclaras.org.br) e Contas Abertas ( www.contasabertas.uol.com.br). “A internet foi fundamental. Sites como o da Transparência Brasil têm muita informação para orientar o eleitor, mas ainda não está tudo lá”, considerou Lizete, da Amarribo.


Apesar do arsenal inédito de ferramentas à disposição do eleitor, as previsões de especialistas são pessimistas quanto à renovação do Congresso. Para o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a porcentagem de renovação na Câmara deve ser menor do que em 2006, quando atingiu 47%. No Senado a renovação deve ser maior, mas devido à influência do governo e não aos escândalos envolvendo parlamentares.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

domingo, 3 de janeiro de 2010

Dois poemas de Joanyr de Oliveira sobre a Liberdade



POUCO PARA TANTA NOITE

Não me viram os cárceres
quando o império das sombras
alvejava os vôos em minha terra.
Por que não sepultei as flores?
Por que não detonei o silêncio?
Por que não disse às praças
mil sentenças em chamas?

Entre os mortos pela noite
perfilavam-se lúcidos poetas.
(O sopro de sua arte, sua arma,
mordia o pendão dos tiranos
hasteado nos píncaros do medo.)

As balas não se aperceberam
das penas de um poeta na insônia.
Os cassetetes ignoraram as janelas
pelos braços das brisas,
pelos resíduos dos sonos,
na construção de metáforas.

Os libelos montados por demônios
passavam ao largo, longas flechas,
no rumo de muitas vivendas.
(O poeta da antiga morada
recolhia o rumor dos corpos,
os fragmentos de palavras,
os gemidos dos prisioneiros.)

Chega um incontido rubor
às entranhas, ao rosto, ao coração,
com a memória dos tempos algemados.
Vejo-me inseto, areia ou pedra,
arbusto, muro ou felino,
porquanto venceram ilesos
mas plenos de inocência
a suja marcha das baionetas.

A mesa colhia estrofes,
concebia poemas de fel,
com os gumes da palavra,
com as firmes lâminas do “não”
à presença das botas lunáticas,
das fardas enlouquecidas.
Mas foi pouco para tanta noite.

Beijo os nomes dos mortos,
as cicatrizes, os lábios abertos
nas conchas do pânico.

No âmago das veias navega
o pudor de um homem.

Sobreviver é viver sobre.
Mas não vale a pena.
A poesia cumpre seu mister,
mas a noite é cega e fria.
A noite continua na terra.




Rogério Teruz

LIBERDADE

os pássaros que cantam,
meus espíritos são,
que a voz levantam...
....................................
Camões, Canção III.

Jamais enjaulei um pássaro.
Em singelezas suburbanas
no silêncio de minha casa,
desde cedo pude apreender
em um homem justo e puro
e do mais humilde coração
o que Liberdade vem a ser:
suprema conquista da vida.

Joanyr de Oliveira

in Tempo de Ceifar, Thesaurus Editora, 2002

Fonte: Blog Cidadania Evangélica
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