terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Um poema antigo, que não entrou nos e-books


Dos Esplendores

Entre os lapsos & tiroteios da fuga
Encontrei uma Porta Esplêndida.
Destroçando e sendo destroçado pelos Limites,
Sitiado em cercanias da morte
(morte que não sabia, morte-que-só-ceifa-os-cegos),
uma foice foi-me entregue (lâmina de luz)
com que rompesse a lúgubre relva,
a resistência densa e satânica da relva...
e então, de sob o cipoal e mortalha,
uma ruína secreta desvelou-se:
o que a relva encobria era o meu coração.

Livre da caverna de Platão,
Segurei aquela mão estendida:
E o que me dera a foice
E me revivera
(pois me revivera, eu fora ossos combatentes
e não sabia)
alistou-me em seu Exército (seu próprio Corpo),
armando-me com a mais esplêndida armadura,
a Armadura de Deus.
“Volte à selva, tendo cingida aos lombos a verdade,
vestida a couraça da justiça,
calçados os pés na preparação do evangelho da paz;
Empunhando firme o escudo da fé,
O capacete da salvação e a espada do Espírito,
Que é a palavra de Deus. *
Vá menino amado, apregoar Jesus
Em todas as latitudes.”


* Efésios 6:11-17

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...