terça-feira, 25 de maio de 2010

Enterrem meu coração na curva do rio


Livingstone dormira no Senhor. Ajoelhado ao lado da modesta cama, com a cabeça amparada pelas mãos repousadas no travesseiro. Os amigos, pensando que ele orava, esperaram inutilmente. Constatada a morte, abriram-lhe o peito e tiraram com cuidado e carinho o coração. O corpo iria para a Inglaterra, numa viagem que duraria um ano através da África. O coração, não! O coração que amara a África deveria ficar no Continente Negro. E ficou, enterrado por mãos amigas, debaixo de uma árvore próxima à aldeia de Chitambo.

No amor pleno, disposto ao sacrifício recíproco, está a chave para a solução dos problemas sociais e raciais. 

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