Mostrando postagens com marcador culinária. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador culinária. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de junho de 2020

CARTA AO CAFÉ, um poema de Sammis Reachers


Carta ao café

Café aroma de lar
Ritual, despedida de quem vai,
Abraço a quem retorna
Coffea arábica, Coffea canephora,
Coffea liberica, Coffea dewevrei
E as raças secretas de café

Cremes, bolos, infusões
Drinks, balas, canapés
Reversa marihuana
De santos, céticos e sahibs

Aqueduto tônico odoropulsante
Odoropulsar:
Café cuspidor de estrelas,
Regurgitador de luzes
Festim fenomenológico
Reserva moral da literatura

Sol do leite, do creme, do rum
Sol para tantas pressurosas luas
Centro da galáxia

Inimigo do deus do sono Oneiros,
Adversário do deus de gelo Ymir
Multilíngue deus de ébano & trópico

Licor laboral
Elixir de trevas luminosas
Rubro fruto de a noroeste
Do Eufrates e do Tigre
Último pomo a escapar do Paraíso
Antes de seu traslado
De volta ao seio de Deus

Orfeu negro, liquefeita
Cítara
Poema em estado tênsil
Combustível dos Napoleões
Comburente dos Quixotes

Aumente a pressão sanguínea
De nossas ideias,
Aqueça nossa tumultuosa
Solidão campestre ou citadina

 Publicado na edição de Abril/2020 do Jornal RelevO

segunda-feira, 19 de março de 2012

O exotismo das frutas da Mata Atlântica


Você conhece grumixama? Já comeu geleia de uvaia? Para a grande maioria, provavelmente a resposta será "não". Mas no que depender de Marcio Schittini, das empresas Tiferet, e Paulo Lima, da Estilo Gourmand, essas frutas da Mata Atlântica, hoje ainda consideradas exóticas, se tornarão mais conhecidas do consumidor. Para isso, eles estão fazendo um mapeamento de frutas nativas no estado do Rio, para identificar quais são e em que regiões elas crescem abundantes ou têm potencial para atender demanda comercial.


O projeto, que está sendo desenvolvido com financiamento do edital de Inovação Tecnológica, da Faperj, é amplo. "A Mata Atlântica é uma fonte de riquezas ainda pouco exploradas. Existem frutas nativas ainda muito pouco conhecidas do consumidor e por isso mesmo consideradas como exóticas. É o caso do cambuci, do cambucá, dagrumixama, da própria pitangajabuticaba, da uvaia e do araçá. Elas são, na verdade, as nossas berries nativas, ou seja, nossas cerejas fluminenses, bastante adequadas à produção de geleias, sorvetes, sucos, molhos e até pratos com ingredientes 100% do Rio de Janeiro", explica Schittini.

Identificadas as regiões de maior potencial, a equipe da Tiferet e daEstilo Gourmand vem visitando e entrando em contato com os agricultores da área para desenvolver estilos de cultivo orgânico, biodinâmico e amplo. "Alguns se mostram mais arredios; outros, ao saber que poderão contar com comprador para frutas que até então praticamente não tinham mercado, se entusiasmam." 

Segundo Schittini, ao valorizar frutas nativas, também se está valorizando os pequenos produtores rurais. "Nesse sentido, procuramos estabelecer treinamento e melhoria de práticas agrícolas sustentáveis, transformando esse produtor em fornecedor de frutas frescas e para uso industrial."

Apesar de serem frutas abundantes em toda a Mata Atlântica, ainda não existem cultivos em escala. "Na região do município de Varre-Sai, encontramos agricultores bem animados em ampliar sua plantação dejabuticaba e em conhecer novos métodos de cultivo. Na área de Quissamã, no entanto, embora adequada à grumixama, os agricultores ainda não acreditam que haja consumidores para ela por se tratar de uma fruta esquecida", explica.

O fato é que Schittini está investindo com certo conhecimento de causa. Para saber como anda o gosto do público, a Tiferet, que já produz molhos diferentes para atender a um público mais sofisticado, submeteu amostras de geleias de cinco sabores diferentes a testes cegos com especialistas da área de alimentos e donos de restaurantes.

"Testamos pitangaaraçájabuticabauvaiagrumixama e cambuci, além de outras quatro mais conhecidas, como goiaba, ameixa, laranja e amora. O resultado foi que esse público se mostra disposto e curioso a experimentar novos sabores." Segundo Schittini, ao consultar seus compradores sobre seu interesse em geleias, o resultado foi o mesmo. "Eles querem produtos diferenciados, não o que já existe no mercado e que o público já conhece", garante.

Enquanto procura aprimorar as amostras desses novos sabores de geleia, tanto no sabor quanto na formulação, já que se trata de produtos que não usam conservantes, a empresa também se prepara para começar a produzir de duas a cinco toneladas de geléia. Isso já garantirá a aquisição de quantidades importantes de frutas in natura junto aos plantadores. 

"De início, não conseguiríamos adquirir mais devido à escassez de plantios. O nosso objetivo é implementar novas áreas de cultivo pelo estado. Ao comercializar produtos com valor agregado, visamos ao desenvolvimento sustentável das comunidades fruticultoras. Se inicialmente queremos conquistar o mercado fluminense, no futuro, pretendemos direcionar nossas geleias também para exportação, que é um mercado sempre em busca de novidades do Brasil."

Para Schittini, estimular o consumo desses novos produtos será também um grande incentivo à fruticultura no estado, com geração de empregos e renda no interior. Como argumento, ele apresenta números: "O mercado de produtos orgânicos tem aumentado 10% ao ano no Brasil e 20% no exterior. O público consumidor de produtos light ou diet no País é de 30 milhões de pessoas e a receita das empresas do setor cresceu 870% nos últimos dez anos, segundo dados da Apex-Brasil. Além desses argumentos econômicos, temos ainda o fato de que preservar e reflorestar as áreas de Mata Atlântica é uma prioridade para o estado do Rio de Janeiro. Com a exploração econômica de frutas, é exatamente isso que estamos propondo."

FONTE: Faperj
Vilma Homero - Jornalista

domingo, 22 de janeiro de 2012

‘Fruta do milagre’ transforma gosto azedo em doce


As descobertas a respeito do gosto continuam surpreendendo cientistas e entusiastas da gastronomia. Esse sentido que parecia ser tão simples, revela-se cada vez mais misterioso. O objetivo dessa coluna é condensar diversas pesquisas recentes sobre o assunto num único texto, sem muito detalhes moleculares para torná-lo mais “digestivo”.
Lembra daquele mapa da língua que aprendemos no colégio, descrevendo que o doce é reconhecido na ponta da língua, amargo nos lados e azedo dos lados? Pois é, está completamente errado. Esse mito começou a ser propagado a partir de um erro de tradução de um trabalho alemão para o inglês. Na verdade, todas as regiões da língua possuem receptores para todos os gostos, a sensitividade sim varia de acordo com a região.
As pequenas saliências na língua não são os receptores dos gostos. Cada papila tem o formato de pequenos cogumelos e acomodam de 50 a 100 receptores. Os nervos que transmitem os sinais dos receptores da língua para o cérebro passam por trás do canal auditivo. Esse atalho anatômico pode ser a razão de algumas infecções no ouvido causadas por alimentos ricos em gorduras, por exemplo. Cerca de 20% da população são considerados como “superdegustadores” pois possuem um número significativamente maior de papilas na língua. Mas esses superdegustadores sofrem de sensitividade aguda, não suportam o gosto de vegetais ricos em nutrientes como o brócolis – muito amargo pra eles. A consequência? São aparentemente mais propensos a desenvolver certos pólipos pré-cancer.
E pra quem não é um superdegustador, o bom gosto começa desde cedo. O sabor de comidas como cenoura, alho e baunilha pode ser sentido pelo feto no líquido amniótico e pelo bebê através do leite materno. O gosto do leite materno é influenciado não só pelo alimento da mãe, mas também por aquilo que ela cheira durante o dia. Os bebês por sua vez, tendem a preferir alimentos ingeridos pelas mães durante a gravidez, provados pela primeira vez no útero.
Todos sabemos reconhecer doce, amargo, salgado e azedo, mas menos conhecido é o quinto elemento: umami. O umami é aquele gosto semelhante ao ajinomoto e outras comidas com alto teor de glutamato. O receptor para umami não se encontra apenas na língua, mas por todo aparelho digestivo. Acredita-se que participa também na digestão e nutrição.
Acredita-se que cada gosto tenha apenas 2-3 tipos de receptores, com exceção do amargo, que possui 25. A razão dessa expansão parece estar relacionada com a proteção contra comida estragada ou envenenada. A maioria dos compostos de plantas venenosas tem gosto amargo.
Doces e álcool ativam o mesmo sistema de recompensa do cérebro. Essa observação foi confirmada de forma independente quando mostrou-se que crianças vindas de famílias com histórico de alcoolismo tinham preferência por sabores intensos de doces. A “larica” de quem consome maconha também pode ser explicada de maneira semelhante: os endocanabinóides (químicos relacionados ao principio ativo da maconha) amplificam o gosto dos doces.
Mas talvez a notícia mais doce do momento seja a fruta africana conhecida como “fruta do milagre”. A fruta contém um tipo de glicoproteina chamada “miraculina” que se associa aos receptores da língua fazendo com que frutas azedas sejam percebidas como doces. Misture sorvete de limão com cerveja preta e tome junto com a miraculina, vai ter gosto de milkshake de chocolate. Esse fenômeno de reorganização dos circuitos neurais do palato dura por apenas algumas horas.
Pesquisadores da Universidade da Flórida, nos EUA, conseguiram clonar o gene que codifica a miraculina em tomates e morangos transgênicos. O objetivo da pesquisa é desenhar frutas com baixo nível de açúcares e vegetais que sejam mais atraentes ao paladar. Obviamente também desenharam adoçantes baseados na fruta, tendo como alvo o público diabético. Doce não?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Café com soja: Bebida é opção para vegetarianos

Benefícios do café e da soja
A Embrapa Agroindústria de Alimentos criou uma nova bebida instantânea, feita de café solúvel, extrato de soja e açúcar.
Basta tirar do saquinho e adicionar água quente ou fria.
O consumo de produtos à base de soja tem sido relacionado à redução de risco de várias doenças crônicas e estudos recentes têm demonstrado os efeitos benéficos à saúde atribuídos ao consumo moderado de café.
Além do sabor, a bebida mista contém compostos bioativos, como isoflavonasda soja, que vêm sendo relacionadas a benefícios em relação a diversas doenças, tais como alguns tipos de câncer, osteoporose e sintomas da menopausa, bem como os ácidos clorogênicos do café, que também tem sido relacionados à saúde principalmente à sua capacidade antioxidante.
Intolerância à lactose
De acordo com a pesquisadora Ilana Felberg, a opção pela soja como um dos ingredientes se deve ao fato de que ainda são poucas as opções no mercado para pessoas com intolerância à lactose (alergia à produtos lácteos) ou que tenham por opção consumir alimentos de origem 100% vegetais.
"É difícil encontrar bebidas desse que não contenham leite ou derivados de origem animal. Dessa forma, conseguimos um produto bem aceito pelo consumidor devido a propriedades organolépticas e com agregação de benefícios à saúde," afirmou.
O trabalho foi financiado pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Empadão com café, + um bom livro de poesia = FELICIDADE


Café com empadão, uma das melhores combinações culinárias deste mundo chão. Ah...  Some-se a isso um bom livro de poesia, umas gramas de paz, e eis aí, matematicamente erigida, a FELICIDADE. 
As vezes não sei porque complico tanto a vida. A felicidade está aí, numa xícara de café, no empadão da dona Maria, e mesmo dentro da eventual tristeza de um poema. 

*Na foto o livro Muta Vox, do amigo e poeta lusitano Rui Miguel Duarte.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Pepsi de pepino, Pepsi de feijão, Pepsi com iogurte... no Japão!

Pepsi White é uma mistura da Pepsi com iogurte, o líquido é branco meio leitoso, será que é bom isso?


Pepsi Blue Hawaii é a combinação de limão com abacaxi, o refrigerante é azul lembrando o mar no Havaí ou Curaçao Blue.

Pepsi Ice Cucumber, é um refrigerante de pepino, por incrível que pareça.
Pepsi Azuki é feita do feijão Azuki, muito conhecido na culinária japonesa, também utilizado para se fazer o Anko, aquela pasta doce utilizada no recheio do Mandiu.
Pepsi Baobab é feito das frutas do Baobá, uma árvore muito conhecida na árvore na África, tem sabor picante e tem mais vitamina C que a laranja. O refrigerante foi criado por ocasião da Copa 2010.
Pepsi Shiso é feito de um tempero muito conhecido na culinária japonesa, seu sabor é meio salgado e um tanto estranho para o paladar ocidental.
Vivemos num mundo cheio de culturas e costumes diferentes, no ocidente e oriente vemos essas grandes diferenças. Tem coisas que se come ou bebe nos países asiaticos que são repulsivos para nós ocidentais. No Japão, a Pepsi lançou algumas versões feitas para agradar o paladar oriental. E você teria curiosidade e coragem de provar algumas delas.

Fontes: 1/2/3

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Biscoito Maizena mergulhado no Café...



Dia desses me bateu uma vontade de fazer a proeza acima, muito comum em minha infância, mas há anos abandonada... Tirei até foto pra registrar o lance! Tô parecendo mulher grávida...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Receita ideal de suco com 7 frutas protege o coração

A receita ideal, segundo os pesquisadores, inclui frutas fáceis de se encontrar no Brasil, 
como maçã, uva, morango e acerola.[Imagem: Wouter Hagens/Wikimedia]
Suco ideal
Uma pesquisa francesa indica que uma receita que mistura o suco de sete frutas pode diminuir o risco de ataque cardíaco e derrame.
Os cientistas testaram diferentes "vitaminas" com 13 frutas diferentes e descobriram - em testes de laboratório com porcos - que algumas misturas eram mais efetivas em fazer com que as paredes das artérias relaxassem.
A receita ideal, segundo os pesquisadores, inclui frutas fáceis de se encontrar no Brasil, como maçã, uva, morango e acerola.
Mas encontrar os demais ingredientes - mirtilo, lingonberry (amora-alpina ou arando-vermelho) e chokeberry(conhecida nos Estados Unidos como aronia)- pode ser uma tarefa complicada.
Polifenóis
Estudos anteriores revelaram que compostos encontrados nas frutas, os polifenóis, protegem o coração e impedem o entupimento das artérias.
Os cientistas franceses decidiram então testar o efeito antioxidante de diferentes misturas de sucos de frutas.
Segundo os pesquisadores da Universidade de Estraburgo, o coquetel de sete frutas mais efetivo testado por eles aumentaria o fluxo de sangue para o coração, garantindo um melhor equilíbrio entre nutrientes e oxigênio.
O estudo, publicado no periódico Food and Function, também descobriu que alguns polifenóis são mais potentes que outros e que sua capacidade de eliminar radicais livres que podem danificar células e DNA é mais importante que a quantidade de polifenóis encontrada em cada fruta.
Frutas e legumes para o coração
Tracy Parker, da organização British Heart Foundation, diz que a pesquisa confirma a evidência de que o consumo de frutas e legumes reduz o risco de doenças cardíacas, mas faz uma ressalva.
"Nós ainda não entendemos por que, ou se, algumas frutas e legumes são melhores que outros. Mesmo este estudo admite que os cientistas não conseguiram estabelecer nenhuma ligação", diz ela.
"O que sabemos é que devemos comer uma boa variedade de frutas e legumes como parte de uma dieta balanceada, e suco de fruta é uma maneira prática e gostosa de fazer isso. Mas precisamos lembrar que sucos contêm menos fibras e mais açúcar que a fruta original."

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Receita de capuccino caseiro



Aprendi a fazer esta receita de capuccino, ela fica uma delícia e não sai caro, o melhor é que quando vem visita surpresa (aqui em casa acontece muito...), você está preparado para receber, então vamos a receita:


1 xícara de chá de café solúvel
2 xícaras de açúcar
1 e meia xícara de água



Coloque numa tigela o café e o açúcar, e vá acrescentando aos poucos a água e batendo com a batedeira na velocidade máxima. Coloque em um pote com tampa e guarde no congelador.Para tomar, esquente o leite de sua preferência, e junte uma colher de sopa da mistura, que fica parecendo um sorvete, depois que está há algum tempo no congelador, misture e ficará com uma espuma deliciosa!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Conheça o amaranto e seus benefícios

 

O grão tem propriedades que se assemelham ao arroz com feijão.


Há mais de 60 espécies de amaranto. Um deles já é estudado por pesquisadores da Unicamp há mais de oito anos. E os estudos já descobriram que na composição química, o amaranto se assemelha a uma combinação muito conhecida pelo o brasileiro... O arroz com feijão.

É isso mesmo: do feijão. Ele tem a proteína, na concentração de 14% (no feijão é 23%). Do arroz, ele tem os aminoácidos. Moléculas orgânicas que não são fabricados pelo nosso organismo e essenciais para o nosso corpo.

As pesquisas revelaram ainda que o amaranto é um alimento funcional. Os pesquisadores usaram os grãos na dieta de voluntários que apresentam, pelo menos, três fatores de risco à saúde. Todos tinham elevação da pressão arterial, colesterol e resistência à insulina. Eles passaram a consumir 30 gramas do grão por dia. No fim de um mês, todos apresentaram redução nos índices medidos e também apresentaram melhora no funcionamento do intestino.
No Brasil, há poucos pontos de venda do amaranto. Ele geralmente é encontrado em lojas especializadas em produtos naturais, na forma de grãos, flocos e farinha. Pode ser cozido como qualquer cereal ou misturado a outros alimentos, em qualquer refeição do dia.
A nutricionista Mitzi Trabbold nos ajudou a montar um cardápio especial. O suco de frutas foi enriquecido com duas colheres de farinha de amaranto. A sopa de legumes levou grãos amaranto.
Já a metade da farinha de mesa usada para fazer a farofa foi substituída por flocos de amaranto e além de deixar a alimentação mais nutritiva, o grão não interfere no sabor dos alimentos e o melhor, segundo Mitzi, é que não há contra indicações para o consumo.
RECEITAS COM AMARANTO
AMARANTO COZIDO
1 porção de amaranto para 2 de água, 1 pitada de sal.
cozinhe em fogo baixo por 12 minutos.

SALADA COM AMARANTO
Colocar o amaranto cozido, juntar alface, tomate cereja, cenoura ralada, e temperar com manjericão, sal, suco de limão e sal a gosto.

SOPA DE AMARANTO
1 copo de amaranto, 1 cebola, 1 cenoura, chuchu, mandioquinha, sal, 1 colher
de orégano e pimenta a gosto.
Refogar a cebola até caramelizar, colocar os legumes em pedaços, adiciona água ou caldo de legumes,
adicionar amaranto e deixar cozinhar ate os legumes ficarem macios. Adiciona o orégano, sal e pimenta a gosto.

SUCO ENRIQUECIDO COM AMARANTO
- suco de 1 laranja
- 1 ½ mamão papaia
- 1 colher (sopa) de farinha de amaranto
- gelo

Bata todos os ingredientes no liquidificador e tome em seguida. Esse suco é excelente para ser tomado no café da manhã. Dá saciedade, além de estimular o funcionamento do intestino.

domingo, 17 de abril de 2011

Aprenda receitas com o fruto do Cambuci, típico da Mata Atlântica


... O Cambuci dá em Paranapiacaba, no meio da Mata Atlântica, é um fruto que nunca se acaba e serve de estudo para a botânica
Eu nasci no Cambuci, na rua dos Lavapés, foi dali que eu parti para em São Bernardo por meus pés

Lá, na Vila, tem um festival que tem o Cambuci como assunto; não é uma ideia nada mal tomar o licor com presunto ...
(poema de Vicente Lamarca)

Foto: DivulgaçãoAmpliar
Cambuci: frutinho típico da Mata Atlântica
Nativo da Mata Atlântica, o fruto do cambuci (cuidado para não confundir com a pimenta de mesmo nome) surpreende com seu sabor agridoce e sua forma arredondada e achatada. A frutinha já era apreciada pelos índios desde a época pré-colombiana. Devido ao formato, que lembra as panelas de cerâmica usadas por eles, foi batizada pelos nativos de cambuci, que significa "vaso" ou "pote". A fruta era abundante em toda a região da Serra do Mar, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Uma cachaça curtida com o fruto agradou os tropeiros no século XVIII. Nessa época, o então bairro do Cambuci, em São Paulo, era um ponto de parada desses viajantes. Estava ali a entrada da cidade para quem subia a serra e passava pelo Córrego do Lavapés (hoje a rua dos Lavapés) -- o riozinho ganhou este nome porque era ponto de parada dos tropeiros, que lavavam os pés, descansavam e experimentavam a famosa aguardente com cambuci antes de seguir viagem. Parece que a tradição dessa pinga, aliada ao grande número de cambucizeiros no local, foi o que deu origem ao nome do bairro. Infelizmente, hoje se encontram poucos exemplares da árvore por lá e quase ninguém associa o bairro com a fruta.
Há algum tempo o cambuci está ameaçado de extinção, sendo encontrado com mais frequência na cidade de Paranapiacaba, distrito de Santo André, no ABC Paulista. Lá, essa fruta rica em vitamina C, faz parte da tradição local, mas era usada até pouco tempo quase que exclusivamente para fazer a típica pinga curtida com cambuci.
Em 2004, o Festival do Cambuci de Paranapiacaba iniciou um movimento de resgate da frutinha. O evento inclui um concurso gastronômico, que premia as melhores receitas de salgados, doces e bebidas com cambuci, além de barraquinhas com guloseimas e artesanato. Hoje, já na sua oitava edição, o festival estimulou a confecção de vários tipos de sucos, geleias, doces, musses e molhos, aumentando o leque de opções para o uso da fruta. No ano passado, a vencedora no quesito bebida foi a culinarista Sandra Aleixo Castela, com o milkshake de cambuci (veja receita abaixo). Neste ano, o festival ocorre nos finais de semana de abril e o concurso, do qual participa a comunidade local, será neste sábado, dia 16, às três horas da tarde.
A partir dessa iniciativa surgiu também a Rota do Cambuci, que já vai para sua terceira edição. A programação começa em abril e termina em setembro. O ponto de partida é o bairro do Cambuci, passando pelas cidades da Serra do Mar: Vila de Paranapiacaba, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Paraíbuna e Mogi das Cruzes, com feiras gastronômicas em cada local, produtos à base da fruta e artesanato. “O movimento gerou uma rede tão grande que mexeu com todas as frutas nativas e incentivou muitos produtores a plantar o cambuci”, diz Douglas Bello, do Sítio do Bello.
Esse chá de sumiço pelo qual a fruta passou comercialmente motivou o Slow Food (filosofia de origem italiana presente no Brasil, que, em linhas gerais, defende conceitos como produção sustentável e consumo consciente) a incluir o cambuci na “Arca do Gosto”, um catálogo eco-gastronômico que identifica, localiza e divulga sabores ameaçados de extinção, mas ainda com potenciais produtivos e comerciais.
Todas essas iniciativas também despertaram alguns produtores e chefs para o sabor agridoce do cambuci. Douglas Bello, por exemplo, teve a iniciativa pioneira de plantar frutas nativas numa área de manancial da cidade de Paraibuna, em São Paulo. A ideia era transformar o cultivo em uma ferramenta para reverter o processo de degradação da mata nativa. Em 2005 ele começou a comercializar as frutas. “O Brasil tem um enorme potencial de frutas, mas só poucas variedades são vendida no mercado, sendo que a maioria delas não é nativa”, diz Douglas.
Hoje, estimulados por essa movimentação, muitos chefs de cozinha estão utilizando o cambuci em suas receitas. Um bom exemplo é o confeiteiro Flavio Federico, da Só Doces, que já fez recheio para o macaron e hoje tem o sorvete de cambuci em sua loja.

Receita de Sandra Aleixo Castela, culinarista e quituteira, tel. (11) 6477-5778
Rendimento: 1 copo de 300ml

Ingredientes 
Para o sorvete de cambuci:
1 litro de leite
8 cambucis maduros
1 lata leite condensado
1 lata creme de leite
6 colheres (sopa) de pó para sorvete

Para o milkshake:
¼ cambuci com a casca 
200ml leite 
2 colheres (sopa) de açúcar 
3 bolas sorvete de cambuci 
Calda de chocolate para decorar

Modo de preparo
Para o sorvete de cambuci:
Bata o leite com o cambuci e deixe no congelador por 6 horas. Retire e bata novamente com leite moça, creme de leite e pó para sorvete de nata por 15 minutos, na batedeira. Coloque em um pote e leve ao congelador por cerca de meia hora. Está pronto para servir.

Para o milkshake de cambuci:
Bata todos os ingredientes no liquidificador, decore com a calda de chocolate e sirva na hora.

Serviço
Festival do Cambuci de Paranapiacaba 
Informações com o Departamento de Turismo da Prefeitura de Santo André, tel. (11) 4433.0752.

Rota Gastronômica do Cambuci
Informações no tel. (11) 3208-2399 ou pelo e-mail rotagastronomicadocambuci@gmail.com

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...