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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Kirby Ferguson: Abraçando o Remix - Assista a este vídeo



Nada é original, diz Kirby Ferguson, criador de 'Tudo é um Remix'. De Bob Dylan a Steve Jobs, ele afirma que nossos criadores mais celebrados pegam emprestado, se apropriam e transformam.

Outros videos do TED (sobre centenas de áreas do conhecimento) legendados: http://www.ted.com/translate/languages/pt-br?page=2

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Uma estátua em homenagem ao gigante Tesla


 - Um dos maiores e mais injustiçados cientistas que este mundo cão já abrigou...


Visite o site da Sociedade Memorial de Tesla: http://www.teslasociety.com

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Uma máquina para digitalizar livros


Passar para formato digital, livros e revistas parece mais fácil com o Ion Audio Book Saver. A acreditar no video promocional, parece a melhor invenção desde a roda.

Segundo imformações disponibilizadas à imprensa, este aparelho é capaz de digitalizar 200 páginas em 15 minutos. Utiliza formatos jpeg e PDF, que são lidos nos principais ereaders.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma câmera digital superior ao olho humano?

O sensor da câmera consiste em uma rede de fotodetectores flexíveis,
 interconectados e instalados sobre uma membrana elástica. [Imagem: Jung et al/Pnas]

Olho com zoom
Abra uma câmera digital e você verá que seu sensor, chamado CCD, é plano.
Mas a retina humana é hemisférica, o que significa que são necessários truques de óptica para permitir que uma câmera "veja" de forma parecida com um olho humano.
Mas parecido não é igual.
Por isso, cientistas e engenheiros há muito tempo tentam criar uma câmera com um sensor curvilíneo, cujo formato imite o formato da retina humana.
Agora, um grupo de pesquisa fez mais do que isso. Eles incluíram um adicional importante: ao contrário do olho humano, a câmera "globo ocular", como seus criadores a estão chamando, possui um zoom óptico de 3,5 vezes.
Melhor do que o olho humano
"Estamos nos inspirando no olho humano, mas queremos ir além do olho humano," afirmou Yonggang Huang, da Universidade Northwestern, que desenvolveu a câmera em conjunto com seus colegas da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign - ambas nos Estados Unidos.
Segundo Huang, a minúscula câmera combina o melhor do olho humano com o melhor de uma câmera profissional tipo SLR (Single-Lens Reflex) dotada de zoom.
Ao copiar o sistema de lente única do olho humano - o cristalino - e o zoom da câmera SLR, os cientistas obtiveram uma câmera capaz de fazer imagens sem distorção sem precisar do peso e de todo o aparato das câmeras profissionais.
O sensor da câmera consiste em uma rede de fotodetectores flexíveis, interconectados e instalados sobre uma membrana elástica. A membrana e o circuito podem mudar de formato inúmeras vezes, sem risco de danos.
Uma câmera digital superior ao olho humano?
A câmera ainda é um protótipo, distante de um equipamento prático. [Imagem: Jung et al/Pnas]
A lente foi construída com uma membrana fina e elástica encapsulada dentro de uma câmara com água. As paredes de vidro da câmara permitem que a luz passe pela lente e chegue até o sensor.
Câmera hemisférica
A chave para a construção dessa câmera globo ocular são substratos flexíveis, onde são montados a lente e os fotodetectores, e um sistema hidráulico que altera o formato dos substratos de forma precisa, obtendo um zoom variável e contínuo.
eletrônica flexível foi suprida pela equipe do professor John Rogers, que tem uma extensa lista de proezas na área - a última delas são minúsculas lâmpadas implantáveis, que poderão permitir a criação de tatuagens que acendem, entre várias outras aplicações.
A equipe do prof. Rogers já havia criado uma câmera digital que imita a retina humana em 2008. Aquela versão, contudo, tinha uma resolução de apenas 256 pixels e ainda não tinha zoom.
Embora seja apenas um protótipo, e precise de muitos desenvolvimentos antes de chegar ao mercado, a câmera digital hemisférica poderá ser usada em várias aplicações, incluindo visão robótica, vigilância e equipamentos de consumo, além de imagens médicas, em endoscopia, por exemplo.
Para conhecer uma abordagem alternativa para uma câmera mais parecida com o olho humano, veja a reportagem Sensor de imagem flexível pode revolucionar a fotografia.
Bibliografia:

Dynamically tunable hemispherical electronic eye camera system with adjustable zoom capability
Inhwa Jung, Jianliang Xiao, Viktor Malyarchuk, Chaofeng Lu, Ming Li, Zhuangjian Liu, Jongseung Yoon, Yonggang Huang, John A. Rogers
Proceedings of the National Academy of Sciences
January 18, 2011
Vol.: Published online before print
DOI: 10.1073/pnas.1015440108

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Entrevista: "A Wikipédia não é mágica, é trabalho duro"

Um dos fundadores da enciclopédia colaborativa fala com a Folha sobre a comunidade que compartilha seu conhecimento, as falhas e a concorrência
Na calçada da fama dos ícones da tecnologia, Jimmy Wales tem seu lugar garantido ao lado de personalidades como Bill Gates.
Ele ajudou a fundar a Wikipédia, a enciclopédia gratuita que se baseia na colaboração dos usuários, logo no início dos anos 2000. Tempos em que não existiam sites como o YouTube, o Facebook ou o Twitter. Wales fala amanhã no Info@Trends [info.abril.com. br/infotrends], evento em São Paulo, sobre o poder do conteúdo gerado e moderado pelo usuário.
À Folha, ele falou sobre a fundação da Wikipédia, as falhas e qualidades do site e a série de polêmicas que cerca a enciclopédia colaborativa -da pornografia às tentativas de uso político da ferramenta. Veja trechos da entrevista concedida por e-mail. [AMANDA DEMETRIO]

Folha – Como foi a criação da Wikipédia? Quais fatores do mercado mostraram que vocês estavam na direção certa?
Jimmy Wales – A Wikipédia foi o produto de um projeto anterior, chamado Nupedia, que foi um fracasso. A Nupedia era um projeto baseado em controle e comando, o que não era divertido para os voluntários. Quando eu instalei o software wiki e foi lançada a Wikipédia, nós tivemos mais trabalho feito em duas semanas do que havíamos tido em quase dois anos, no sistema antigo. Naquele momento, eu soube que estávamos lidando com algo grande.

O que mudou no perfil de quem colabora com o site desde a fundação?
Bem pouco! Os colaboradores da Wikipédia geralmente são bem inteligentes, pessoas do tipo geek, com uma paixão por compartilhar seu conhecimento com os outros.

Como você lida com os problemas de conteúdo de cunho sexual ou pornográfico na Wikipédia?
É um assunto bem complexo. De um lado, queremos fornecer informação séria e responsável sobre a sexualidade humana -isso é uma abordagem perfeitamente legítima e educacional. De outro, não queremos nos tornar um lugar no qual as pessoas postam pornografia casualmente. Essa é a parte fácil. A dificuldade está em encontrar um meio-termo, em trabalhar para termos o cunho educacional sem ser banal, especialmente quando nós estamos falando com pessoas de todo o mundo. Existem os lugares que são extremamente liberais sobre sexualidade, como os Estados Unidos e a Europa, e os que são bem conservadores, como a Índia e a China.

Qual sua posição sobre as tentativas de uso político do conteúdo publicado na Wikipédia? Acha certo intervir?
A Wikipédia se esforça para ser neutra. Nós temos uma cultura muito forte de só querer publicar o que é básico e largamente consensual sobre os fatos. E é certo nós intervirmos contra qualquer pessoa que esteja tentando usar a Wikipédia para outro propósito.

Qual é a principal falha da Wikipédia atualmente e como você pretende combatê-la?
Nesse momento, achamos que a usabilidade do software é a principal falha. Algumas vezes, editar a Wikipédia é mais difícil do que deveria ser, por razões técnicas. Queremos que isso se torne tão fácil quanto usar um programa que faz o processamento de palavras. Estamos investindo bastante em tecnologia para fazer isso acontecer.

Qual a principal qualidade da Wikipédia atualmente?
Para mim, a principal qualidade é a paixão da comunidade de querer tornar os fatos corretos. A Wikipédia não é mágica, é resultado de um trabalho duro. Trabalho duro feito por pessoas que realmente se importam em deixar as coisas certas. Sem isso, não há esperança.

A Wikipédia considera serviços como o Yahoo! Respostas concorrentes? Como vocês lidam com isso?
Não, nós nunca pensamos em termos de concorrência. Nós somos uma comunidade fazendo algo que amamos. Eu espero que as pessoas que estão respondendo às perguntas do Yahoo! Respostas estejam se divertindo. Acreditamos que estamos fazendo algo mais importante.

O que pode dizer sobre a nossa Wikipédia em língua portuguesa?
Eu estive várias vezes no Brasil e conheço pessoas da Wikipédia em português. O português sempre foi uma das nossas línguas mais fortes, com muita participação do Brasil. Eu acho que sempre houve uma competição saudável entre a Wikipédia em português e a Wikipédia em espanhol.

Você é uma personalidade do mundo da tecnologia e tem influência sobre as pessoas. Quem você enxerga como concorrente na condição de formador de opinião?
De novo, eu não penso em termos de competição. Não estou tentando acabar com ninguém. Estou apenas tentando fazer algo em que eu acredito e fazer isso bem.

Fonte:  Folha de S. Paulo 
Via  http://ebookpress.wordpress.com/

terça-feira, 16 de março de 2010

Planeta Digital: Preservação dos dados digitais deve ser prioridade pública

Garantir que as valiosas informações digitais, que são geradas continuamente, estejam acessíveis não apenas hoje, mas também para as gerações futuras, é um dos desafios mais urgentes da chamada Era da Informação.

E, para lidar com esse desafio, são necessárias soluções não apenas técnicas, mas principalmente econômicas e sociais.

Estas são algumas das conclusões de um relatório intitulado Economia Sustentável para um Planeta Digital, elaborado pelo consórcio Blue Ribbon Task Force, um fórum de especialistas patrocinado pela Fundação Nacional de Ciências e por diversas outras instituições de pesquisas dos Estados Unidos e da Inglaterra.

Economia digital

O Relatório condensa o resultado de dois anos de pesquisas sobre os desafios críticos para a preservação de uma quantidade crescente de informações em um mundo que já se tornou digital.

"O Dilúvio dos Dados está acontecendo hoje. Garantir que as nossas mais valiosas informações estejam disponíveis hoje e amanhã não é apenas uma questão de encontrar financiamento suficiente," afirma o pesquisador Fran Berman, coautor do relatório.

"Estamos falando sobre a criação de uma 'economia dos dados', na qual quem cuida, quem vai pagar a conta, e quem faz o trabalho de preservação estejam trabalhando de forma coordenada," diz ele.

Dilúvio de dados

O desafio para a preservação das informações digitais - texto, vídeo, imagens, música, dados de sensores etc. - geradas em todas as áreas da nossa sociedade - é real e cresce a um ritmo exponencial.

Um estudo recente realizado pela International Data Corporation (IDC) descobriu que um total de 3.892.179.868.480.350.000.000 (aproximadamente 3,9 trilhões de vezes um trilhão) bits de informação digital novos foram criados em 2008.

No futuro, o universo digital deverá dobrar de tamanho a cada 18 meses, de acordo com o relatório da IDC - uma espécie de Lei de Moore dos dados digitais.

Preservação dos dados digitais

Embora muitos bits já tenham sido usados para falar sobre a questão da preservação dos dados digitais como um desafio técnico, o novo relatório concentra-se no aspecto econômico, ou seja, como se pode financiar a preservação a longo prazo dos dados digitais.

O relatório apresenta os princípios gerais e as ações de longo prazo para a sustentabilidade econômica da tarefa, recomendações para situações específicas analisadas no relatório e uma agenda de ações prioritárias, organizada de acordo com o tipo de tomador de decisão mais adequado para levar a ação adiante.

Além disso, o relatório pretende servir como base para estudos mais aprofundados na área.

Valores, Incentivos e Papéis e Responsabilidades

O relatório centra-se em quatro cenários distintos para os quais há interesse público na preservação das informações digitais a longo prazo: a produção acadêmica, dados de pesquisas, conteúdos culturais de propriedade privada (como filmes e música digital), e conteúdos da Web produzidos coletivamente, como blogs.

"Informações digitais valiosas abarcam o espectro total, de documentos oficiais até alguns vídeos do YouTube. Nenhum modelo econômico será viável para todos, mas todos eles exigem modelos economicamente viáveis," afirma Berman.

O relatório classifica a economia da preservação digital em três "condições necessárias", conforme as necessidades das partes interessadas: o reconhecimento do valor dos dados e a seleção dos materiais a serem preservados; o fornecimento de incentivos para que os detentores preservem seus dados ou repassem a tarefa de preservação para outros; e a articulação dos papéis e das responsabilidades entre os envolvidos no processo de preservação.

O relatório alinha essas condições com o princípio econômico básico de oferta e demanda, advertindo que, sem uma demanda bem articulada para o acesso às informações digitais preservadas não haverá oferta de serviços de preservação.

O relatório completo, em inglês, pode ser baixado no endereço http://brtf.sdsc.edu/biblio/BRTF_Final_Report.pdf.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

E-reader da Plastic Logic tem nome em português

plasticui_x220

Surge mais um e-reader, com a diferença de que este faz honras ao Brasil. É o Que, da Plastic Logic, que por enquanto se pronuncia como a letra “Q” em inglês, mas no futuro a pronúncia irá mudar para o “Quê” brasileiro, segundo sites americanos. Outra diferença não menos importante é que ele é touchscreen, na linha de outros e-readers da Sony e um avanço em relação ao criticado teclado do Kindle.
Além do touchscreen, o Que tem o preço superior à média (649 dólares), pois ajusta o conteúdo à sua forma para ajudar a leitura. Mas seus donos devem prestar atenção para baixar arquivos em que o texto é ajustável, e não uma simples imagem que apenas poderia ser redimensionada.
O Que tem tela de 10,7 polegadas para exibir melhor jornais e revistas, e apenas 0,3 polegada de largura. Isso o faz mais leve que um jornal.
O e-reader tem dois modelos, um com 4GB de RAM e Wi-fi e outro de 8GB, Wi-fi e 3G e ainda está sem previsão de preço ou lançamento. Parece que o mais interessante a seu respeito acaba sendo o nome mesmo.

Fonte: http://info.abril.com.br

sábado, 16 de janeiro de 2010

Amazon vendeu mais e-books que livros no Natal



Neste Natal, a Amazon conseguiu o feito de vender mais livros eletrônicos do que as tradicionais versões de papel

De acordo com o Business Insider, pela primeira vez a Amazon vendeu mais livros eletrônicos durante a época natalina que livros normais.
Apesar da Amazon não revelar os números exatos sobre as vendas de livros eletrônicos, a empresa revela que o Kindle foi o artigo mais oferecido como prenda e que no dia 14 de Dezembro os seus clientes encomendaram mais de 9,5 milhões de itens a nível mundial.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Governo pretende liberar cópia de músicas e de livros

Imagem de minha autoria, de uso livre.
Mais imagens de uso livre no blog Imagens Cristãs

BRASÍLIA – Guardada a sete chaves, a nova lei de Direitos Autorais, redigida pelo Ministério da Cultura, vai autorizar, pelo menos, duas práticas usuais dos jovens brasileiros. Pretende permitir, por exemplo, que os interessados em realizar fotocópias de um livro o façam da publicação completa e não apenas de pequenos trechos, como é hoje. Também vai criar uma forma legal de autorizar a cópia de músicas para aparelhos de MP3, o que hoje é ilegal e considerado pirataria.

Em entrevista ao iG, o diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos Alves, antecipou que o texto vai buscar o equilíbrio entre a proteção aos titulares das obras e o direito do cidadão de ter acesso à cultura. “Temos uma lei muito restritiva hoje e precisamos mudar isso”, afirma. “Um universitário que quer copiar um livro acaba incorrendo em crime se xeroca a publicação inteira”, avalia. Pela proposta, será permitida a cópia de livros e a livre utilização, desde que essa cópia seja para fins educacionais, não para a utilização econômica.

“O mesmo vale para alguém que comprar um CD de algum artista e o copia para MP3. Mesmo se a pessoas pagou pelo produto, se copiar a música na íntegra é pirata”, completa. Em ambos os casos, a solução apontada pelo Ministério da Cultura é semelhante. A ideia é fazer um fundo de reserva de recursos alimentado com taxação dos produtos. Ou seja, um percentual pago à copiadora iria para um fundo destinado a reembolsar os autores e as editoras.

O mesmo argumento serve para quem abastece os aparelhos de MP3. “Esses aparelhos servem principalmente para quem baixa músicas. Então podemos pensar em cobrar uma taxa em cada venda que serviria para os direitos autorais dos artistas e gravadoras”, afirma. De acordo com ele, as duas medidas necessitam de regulamentação específica, mas não devem onerar a venda dos produtos de forma significativa.

Para a Maria Cristina Barbato, da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), a proposta é positiva. “É fato que o músico não pode mais perder como ocorre hoje cada vez mais”, afirma. A OMB representa, apenas no estado de São Paulo, 50 mil músicos. “Hoje não há controle algum e cada um faz o que quer.”

A nova lei de Direitos Autorais está sendo elaborada desde 2007 e, nas próximas semanas, deve entrar em consulta pública antes de ser encaminhado ao Congresso. Havia a expectativa de que o texto fosse apresentado durante o 3º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que ocorreu esta semana em São Paulo. Mas o governo manteve o suspense. “Estamos com os pontos centrais já bem costurados e devemos divulgá-lo em breve”, garante Alves.

No encontro, apenas um item ficou claro a todos. O Estado quer voltar a interferir no processo e vai criar o Instituto Brasileiro de Direito Autoral, espécie de agência reguladora que teria o poder de fiscalizar, por exemplo, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), que distribuiu, em 2008, R$ 270 milhões em direitos autorais.

Via http://ultimosegundo.ig.com.br

sábado, 7 de novembro de 2009

Super olho de camarão inspira nova geração de DVDs

Olhos de crustáceo encontrado na Austrália convertem luz polarizada como os leitores de discos digitais e podem auxiliar no desenvolvimento de nova geração de dispositivos ópticos[Imagem: Jens Petersen]
Super olhos
Os olhos de um crustáceo marinho estão fornecendo aos engenheiros a inspiração para o desenvolvimento de uma nova geração de aparelhos leitores de discos digitais, eventuais sucessores do DVD.
O camarão mantis (Odontodactylus scyllarus) é encontrado na Grande Barreira de Coral, na Austrália, e tem o sistema de visão mais complexo de que se tem notícia. Animais dessa espécie são capazes de enxergar 12 cores primárias - o homem vê em apenas três - e podem distinguir entre formas diferentes de luz polarizada - algo que o homem não é capaz.
Placas polarizadoras
Segundo o estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, células sensíveis à luz, presentes nos olhos do camarão, atuam como placas que alteram o plano das oscilações das ondas luminosas que passam por elas.
Essa capacidade faz com que esses crustáceos convertam luz polarizada linearmente em luz polarizada circularmente e vice-versa. Dispositivos conhecidos como placas polarizadoras de quarto de onda fazem essa função em leitores de CD ou de DVD e em filtros polarizadores de câmeras fotográficas ou de vídeo.
Entretanto, esses dispositivos fabricados pelo homem tendem a operar bem apenas para uma cor, enquanto o mecanismo natural dos olhos do camarão mantis funciona por quase todo o espectro de luz visível.
Super olho de camarão inspira nova geração de DVDs
Esquema do olho do camarão mantis, mostrando as células R8, que superam qualquer equipamento já feito pelo homem com a mesma finalidade. [Imagem: Robert et al.]
"Nosso trabalho revelou o design e mecanismos únicos da placa polarizadora no olho do camarão mantis. Trata-se de algo realmente excepcional, que supera qualquer equipamento que o homem tenha produzido nesse sentido até hoje", disse Nicholas Roberts, principal autor do estudo.
Simplicidade inteligente
Por que esse tipo de camarão precisa de tanta sensibilidade à luz polarizada é algo que os cientistas desconhecem. Mas se sabe que a visão polarizada é usada por animais para sinalização sexual ou para comunicação secreta, que evite chamar a atenção de predadores.
Os autores do estudo apontam que a capacidade inusitada do camarão mantis pode também atuar na visualização de presas, ao melhorar a capacidade de enxergar com clareza no meio aquático.
"Especialmente notável é que se trata de algo simples, um mecanismo natural composto por membranas celulares enroladas em tubos, mas que supera completamente os equipamentos artificiais", disse Roberts.
Biomimetismo
"Entender o funcionamento desse mecanismo natural poderá ajudar a fabricar melhores dispositivos ópticos, que poderiam usar, por exemplo, cristais líquidos produzidos especialmente para imitar as propriedades das células presentes nos olhos do camarão mantis", sugeriu.
Não seria o primeiro crustáceo a inspirar produtos do tipo. Em 2006, um componente presente no olho da lagosta inspirou o desenho de um detector de raio X para um telescópio europeu, em trabalho coordenado por Nigel Bannister, da Universidade de Leicester.
Via http://www.inovacaotecnologica.com.br

sábado, 10 de outubro de 2009

Amazon disponibiliza versão do Kindle para mais de 100 países

Leitor eletrônico de textos, que custa US$ 259, tem acesso a mais de 200 mil livros e 85 jornais e revistas

O leitor eletrônico de textos Kindle

O leitor eletrônico de textos Kindle


Página de O Globo, primeiro jornal da América do Sul disponibilizado

Ben Margot/AP - 07/10/2009

SEATTLE - A norte-americana Amazon.com está colocando à venda o leitor eletrônico de textos Kindle para clientes de mais de 100 países além dos EUA. A empresa também reduziu em US$ 40, para US$ 259, o preço da versão mais básica do aparelho nos EUA.

A Amazon acrescentou que está disponibilizando muitos jornais internacionais pela primeira vez na Kindle Store, entre eles o brasileiro O Globo. A Kindle Store, segundo a Amazon, oferece aos clientes internacionais mais de 200 mil livros em inglês e 85 jornais e revistas, para compra avulsa ou assinatura.

As versões anteriores do Kindle estavam disponíveis apenas nos EUA e o download só era possível no país. A nova versão anunciada hoje será vendida por US$ 279 e começará a ser liberada para entrega no dia 19. O serviço sem fio para a versão internacional do Kindle será fornecido pela AT&T. A Sprint Nextel fornece conexões sem fio nos EUA. As informações são da Dow Jones.

via http://www.estadao.com.br

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O futuro da informação e dos preços: Leia o livro Free, de Chris Anderson

free

Ricardo Jordão Magalhães

Free (Grátis), o novo e polêmico livro de Chris Anderson – autor do igualmente polêmico A cauda longa –, começa ser vendido no Brasil, em português, nesta sexta-feira, 7 de agosto. A obra foi lançada há um mês nos Estados Unidos e vem fazendo barulho por onde passa. Faz mais de um ano desde que o autor falou pela primeira vez sobre livro na internet. Desde então, o tema central do livro vem gerando uma grande discussão entre os adeptos dos produtos FREE e os contrários a dar qualquer coisa de graça para os outros. Free explora a discussão sobre como ganhar dinheiro em um mundo onde aparentemente as pessoas têm tudo de graça na internet e não querem pagar por conteúdo. Curiosamente, Anderson usou trechos inteiros da wikipedia no livro sem citar a fonte. Algumas semanas atrás ele teve que se retratar em público quando um crítico percebeu a omissão dos créditos. Anderson advoca que Free será o modelo de negócios do Século 21. Tudo free. “A informação quer ser livre”, diz Anderson.

Os exemplos que usa no livro para basear sua teoria já viraram lugar comum hoje em dia (o livro demorou muito para ser lançado), como o YouTube e blogs, que distribuem o conteúdo gratuitamente e faturam em cima dos links patrocinados. Bem, nada novo com relação ao modelo atual oferecido pelas mídias tradicionais. Mas a obra ainda suscita muitas discussões no meio “guruônico”. Malcolm Gradwell, no dia 6 de julho, soltou um artigo criticando o Free (leia aqui), depois Seth Godin soltou outro arrasando com Gladwell, e depois não sei quem soltou um artigo falando mal de Godin porque falou mal de Gradwell que falou mal de Anderson. Gladwell desaprova a ideia, Seth diz que não há o que discutir: o negócio do Free já está rolando e o mundo terá que se acostumar e se adaptar a essa realidade. Seth, Anderson e eu mesmo acreditam que “as pessoas irão pagar por conteúdo somente se ele for tão único que não poderão ter acesso em outro lugar, tão rápido que se beneficiarão por saberem antes dos outros, e tão relacionada com o seu negócio que o investimento nesse conteúdo os ajudará a se aproximar de outras pessoas”.

Free vai além da mídia. Anderson fala da redução de custos de produção de uma série de produtos e serviços permitindo determinadas indústrias a implesmente dar de graça os produtos que oferecem. Será que isso vai acontecer? Imagino que sim. Dar de graça o produto completo - e não amostras grátis - será a nova propaganda.

Tirando os publicitários de Cannes e os aspirantes a criativos, ninguém se interessa por propaganda. O cidadão comum não tá nem aí para o que rola nos intervalos da novela. Zap no intervalo!

Uma vez que a propaganda e publicidade não são mais eficientes para chamar a atenção das pessoas, o que as empresas vão usar para gerar novos clientes para novos negócios? A minha resposta é: CONTEÚDO, ENTRETENIMENTO, DIVERSÃO, REFLEXÃO, SABEDORIA, ESPIRITUALIDADE, COMUNIDADE, FAMÍLIA e SOCIEDADE.

Imagina um mundo onde a Cola-Cola é grátis porque é mais barato dar a Coca-Cola de graça para as pessoas do que fazer anúncio na televisão para fazer você comprar uma Coca-Cola. Nesse cenário, imagina a Coca-Cola dando a Coca-Cola de graça porque ela ganha dinheiro te chamando para eventos como o Skol Beats.

Imagina um mundo onde todos os softwares da Microsoft são de graça porque a Microsoft ganha dinheiro com serviços de consultoria. É óbvio que é mais barato para a Microsoft dar o Windows de graça do que fazer campanhas milionárias na televisão. Só não percebe isso quem não sabe fazer conta. Ou quem tem interesse em ganhar dinheiro com publicidade e marketing, ou seja, os publicitários e marketeiros.

Imagina um cenário onde o carro é grátis porque a GM ganha dinheiro com gasolina, ou, um cenário onde a gasolina também é grátis porque a GM resolveu ganhar dinheiro com a sua mega rede de resorts de família baseados nos principais países do mundo. Quanto tempo levaria para 1 milhão de brasileiros ficar sabendo que a GM tá dando carro de graça nas suas concessionárias? Alguém aqui em sã consciência acredita que a GM teria que torrar milhões de reais na televisão para contar isso para todo mundo?

Imagina um mundo onde a Pfizer ganharia dinheiro com a construção de hospitais e ambulâncias porque os medicamentos que produz são gratuitos.

Imagina um mundo onde a impressora da HP é de graça porque ela ganha dinheiro com cartuchos de impressão, ou, imagina um mundo onde os cartuchos de impressão são de graça porque a HP ganha dinheiro ensinando as pessoas a viver melhor, e assim ter tesão o suficiente para produzir fotos onde essas pessoas aparecem sorrindo ao lado dos seus familiares, ou imprimir trabalhos feitos por cabeças pensantes e não zumbis que se alimentam com propaganda.

Imagina uma Copa do Mundo de Futebol sendo realizada em um país onde 100% dos habitantes onde acontecem os jogos moram em residências com saneamento básico. Hoje, 40% dos brasileiros moradores das cidades onde acontecerá a Copa não têm saneamento básico em suas casas. 40% dos moradores do Rio, São Paulo, Salvador, Natal não têm esgoto em suas casas. Resultado: baixa autoestima, baixo amor próprio, mortes, violência e tudo de ruim que vocês podem imaginar.

Sabe quanto custa para levar saneamento para 100% dos brasileiros que moram nessas cidades? R$ 7 bilhões! Sabe qual é o orçamento brasileiro para a Copa? R$ 100 bilhões!

Sabe quanto será investido em propaganda e publicidade para vender lá fora um país que não existe aqui? R$ 10 bilhões. Imagina uma sociedade realmente afim de resolver os seus problemas mais básicos para permitir assim que todas as pessoas possam participar da Copa do Mundo de 2014, e continuar cidadãos muito tempo depois que copa terminou. Por que não?

A propaganda está morta. Só não está enterrada porque ainda tem muito bacana ganhando dinheiro com essa tranqueira. Desde blogueiros com seus blogs questionáveis falando apenas sobre propaganda até as big mega agências que faturam um belo mensalão para manter o negócio funcionando com os grandes veículos, etc e tal.

A sociedade do Free tem o poder para matar a propaganda, e reinventar de vez os valores da sociedade. Na sociedade Free as pessoas terão que aprender a dar valor as coisas. As pessoas terão que aprender a escolher sozinhas sem a ajuda nociva da propaganda. As pessoas terão que pensar sozinhas sem a ajuda do Faustão promovendo produtos que não usa. As pessoas terão que aprender a dizer não as coisas que são de graça.

A sociedade do Free é uma evolução do capitalismo. Veio para ficar, não há o que discutir, ela já está ai. Cabe a todos nós nos adaptarmos a ela. Recomendo que você compre a sua cópia do Free imediatamente e tire as suas próprias conclusões.

Leia também recente entrevista de Chris Anderson para o Der Spiegel falando sobre o fim do jornalismo: clique aqui (em português).

Fonte: Blog da Cultura

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Vem aí o Eee leitor de e-books

O fabricante que revolucionou com os netbooks, está preparando um leitor de livros electrônicos para "engordar" a família Eee.

Vem aí o Eee leitor de e-books

A Asus promete o leitor de livros electrônicos mais barato do mercado. A estratégia é a que foi utilizada no lançamento dos netbooks: criar uma alternativa com menos funcionalidades, mas mais barata.

Shen, o presidente da Asus, promete mostrar o dispositivo ainda antes do final deste ano.

O leitor da Asus vai ter ecrã a cores e estar dividido em dois, para que se possa ler como se fosse um livro real. Um dos ecrãs poderá servir também de teclado táctil.

Colunas, microfone e webcam devem ser outras características presentes, noticia o Times Online. O dispositivo deve chegar aos mercados em duas versões, com o mais barato a custar cerca de 115 euros.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ícones, janelas, menus - Quando a informática vai evoluir?

A interação homem-computador está passando por uma revolução, entrando em uma era multimodal que vai muito, muito além do atual paradigma, chamado WIMP - Windows-Ícones-Menus-Ponteiros. Agora, um grupo de pesquisadores europeus desenvolveu uma nova plataforma de desenvolvimento gratuita que poderá acelerar essa revolução.

Problema complexo

Nós temos a tecnologia. Então, por que nossas interfaces primárias homem-computador continuam baseadas no paradigma WIMP, que já tem 35 anos de idade?

Voz, gestos, toque, háptica, feedback de força e muitos outros sensores ou atuadores já estão disponíveis, prometendo simplificar e simultaneamente melhorar a interação dos humanos com os computadores. Mas nós continuamos travados a cento e poucas teclas, um mouse e dores nos pulsos.

Em parte, o passo lento do desenvolvimento de interfaces é apenas a história se repetindo. A história dos sistemas mecânicos que funcionavam mais rápido do que a escrita manual é uma saga de 150 anos e, eventualmente, levou ao desenvolvimento do teclado padrão QWERTY nos início dos anos 1870.

Em parte, o problema é de complexidade. As interfaces devem se adaptar à morfologia e à neurologia humanas e têm que tornar seu trabalho mais fácil do que era antes. Pode levar um bocado de tempo para descobrir como otimizar essas interfaces.

A revolução das interfaces

A revolução já começou, com os sistemas de toque e os sistemas baseados em gestos reinventando os telefones celulares e os videogames. Mas o ritmo do desenvolvimento e da chegada desses avanços ao mercado tem sido dolorosamente lento.

É isso o que querem mudar os pesquisadores do projeto OpenInterface (interface aberta) que iniciou seu trabalho a partir dos muitos dispositivos de interação atualmente disponíveis - telas de toque, sensores de movimento, reconhecimento de voz e muitos outros - e está trabalhando para criar um programa de desenvolvimento de código aberto capaz de dar suporte de forma rápida e fácil ao projeto e desenvolvimento de novas interfaces de usuário mesclando os diversos tipos de dispositivos de entrada de dados disponíveis.

"Esses dispositivos e modalidades de uso estão disponíveis há muito tempo, mas sempre que os desenvolvedores tentam empregá-los em novas aplicações ou simplificar seu uso, eles precisam reinventar a roda," diz Laurence Nigay, coordenador do projeto OpenInterface.

Sistema de desenvolvimento de interfaces multimodais

A nova plataforma OpenInterface pretende acabar com isso. A plataforma consiste em um kernel, que é uma ferramenta gráfica para a montagem de componentes e um repositório de componentes de software.

O sistema OpenInterface permite que os desenvolvedores explorem diferentes possibilidades de interação. Um desenvolvimento mais rápido significa mais iterações de uma nova interface para se obter uma interface multimodal que seja utilizável.

No estágio atual, o sistema inclui vários dispositivos e modalidades de interação, incluindo o Shake, um dispositivo de sensoriamento de movimento, o Wii remoto (Wiimote), o iPhone, dispositivo de captura Interface-Z, vários programas de reconhecimento de voz, acompanhamento do movimento dos dedos por câmeras e vários conjuntos de ferramentas, incluindo ARToolKit e Phidgets.

Os pesquisadores já construíram diversos tipos de aplicativos que demonstram a capacidade do novo sistema, mesclando os diversos recursos à sua disposição. Um deles usa um Wiimote para operar a visualização de slides. Outro desenvolveu controles para um videogame usando o sensor de rotação do iPhone em conjunto com o sensor de movimento do Wiimote.

Os usuários podem escolher qualquer dispositivo de interação que queiram.

Aplicações multimodais para PC e celular

"Todas essas aplicações foram desenvolvidas simplesmente para demonstrar a capacidade do sistema OpenInterface para desenvolver rapidamente e prototipar novas interfaces multimodais em um PC e em telefones celulares combinando diversos dispositivos de controle," explica Nigay.

As aplicações multimodais podem ser desenvolvidas tanto para PC quanto para telefones celulares. O sistema é de código aberto - o que significa que é gratuito - e suporta várias linguagens de programação.

O OpenInterface pode ser baixado do site www.oi-project.org

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

domingo, 10 de maio de 2009

Acelerador de Partículas Chinês

China inaugura seu acelerador de partículas
[Imagem: SSRF]
A China terminou a construção do seu acelerador de partículas, o SSRF - Shangai Synchrotron Radiation Facility, ou acelerador de partículas de Xangai, que já nasce como a maior plataforma de pesquisas na China na área de física, biologia e materiais.
O acelerador do SSRF mede 432 metros de circunferência, opera com uma energia de 3,5 gigaeletron-volts (GeV). Sua construção levou cinco anos e custou US$176 milhões.
O SSRF possui sete feixes e estações experimentais, permitindo que múltiplos experimentos sejam conduzidos em diversas áreas, como ciências biológicas e médicas, novos materiais, física e bioquímica.
Os raios X superfortes produzidos pelo acelerador permitirão a análise detalhada em altíssima resolução de diversos tipos de materiais, incluindo proteínas e compostos destinados ao desenvolvimento de novos medicamentos.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

terça-feira, 21 de abril de 2009

Meu celular caiu na privada - o que fazer e outras soluções criativas para probleminhas tecnológicos


Por todo o mundo usuários encontram formas criativas, embora meio estranhas, de lidar com os probleminhas causados pela tecnologia no dia-a-dia. E não é que elas funcionam?

New York Times

Atrás da caixa registradora em uma loja de conveniências no centro de San Francisco, Sam Azar passa o cartão de débito de um cliente na leitora para cobrar um maço de cigarros. O equipamento não consegue ler a tarja magnética do cartão. Azar tenta de novo, e de novo. Nada.
Uma fila de clientes começa a se formar, e ele pega um saco de plástico preto atrás do balcão. Sam envolve o cartão em uma camada de plástico e tenta ler o cartão de novo. Sucesso. A venda é concluída.
"Eu não sei porque funciona, só sei que funciona", diz Azar, que aprendeu o truque anos atrás com outro atendente. A Verifone, empresa que produz o leitor de cartões usado na loja, não confirma ou nega que o truque funcione. Mas é uma das muitas soluções de baixa tecnologia para as falhas da alta tecnologia que pessoas sem nenhum diploma em engenharia descobriram, às vezes no desespero, e compartilharam.
A frágil economia atual provavelmente irá produzir muitos outros truques. "No Japão pós-guerra, a economia não ia tão bem, então muitas vezes era impossível comprar itens de uso diário como produtos de limpeza", diz Lisa Katayama, autora do livro "Urawaza", que carrega o nome do termo usado pelos japoneses para descrever dicas e truques úteis no dia-a-dia. "As pessoas se viravam com o que tinham à mão".

Dicas populares incluem usar uma fatia de pão para catar minúsculos cacos de vidro no chão da cozinha, ou colocar as plantas sobre uma fralda encharcada para mantê-las irrigadas durante uma viagem.
Atualmente, pessoas de todo o mundo estão descobrindo suas próprias dicas e truques para consertar gadgets que não funcionam direito usando materiais tão simples quanto papel e fita adesiva. Algumas delas, como o saco plástico usado por Azar, estão abertas à discussão sobre como funcionam, ou mesmo se simplesmente funcionam. Mas muitos "remédios caseiros" para a tecnologia podem ser explicados com um pouco de ciência.

CELULAR PERDENDO A CARGA
Se seu celular perde a carga rápido demais quando está no bolso de sua calça, parte do problema reside no fato de que seu bolso é quente demais.
"Baterias de celulares realmente duram mais se mantidas frias", diz Isidor Buchanan, editor do site Battery University. A temperatura de 36 graus do corpo humano, transmitida através do tecido do bolso para o celular dentro dele, é suficiente para acelerar os processos químicos na bateria do aparelho. Isto faz com que ela se esgote mais rápido. Para manter seu celular mais frio, coloque-o em sua bolsa, ou pendure-o no cinto.
Este mesmo método pode ser usado para preservar a bateria se você estiver longe de casa e sem seu carregador. Desligue o celular e o coloque dentro do frigobar em seu quarto de hotel para desacelerar a tendência natural da bateria de perder sua carga.

O CARRO ESTÁ LONGE
Imagine que o controle remoto que abre a porta de seu carro não tem alcance suficiente para chegar até ele lá do outro lado do estacionamento. Nesse caso, apóie uma parte metálica do controle contra seu queixo e aperte o botão. O truque transforma sua cabeça em uma antena, diz Tim Pozar, um engenheiro de rádio do Vale do Silício, nos EUA.

Pozar explica: "Você está fazendo um acoplamento capacitivo entre o controle e sua cabeça. Com todos os fluidos lá dentro, ela acaba sendo um bom condutor. Não um excelente, mas funciona". "Usar a cabeça" pode estender o alcance do controle em alguns metros.

CARTUCHO DE TINTA SECO
Se o cartucho de tinta de sua impressora acabar bem na hora de imprimir aquele documento importante, remova-o e aplique sobre ele o ar quente de um secador de cabelos por dois ou três minutos. Coloque o cartucho na impressora e tente imprimir novamente enquanto ele ainda estiver quente.
"O calor do secador de cabelos aquece e amolece a tinta, e faz com que ela flua melhor através dos pequenos orifícios da cabeça de impressão", diz Alex Cox, um engenheiro de software em Seattle. "Quando o cartucho está quase vazio, estes orifícios estão praticamente entupidos com tinta seca, então ajudá-la a fluir vai permitir que mais tinta passe por eles". O truque com o secador de cabelos pode render algumas páginas a mais mesmo depois que a impressora declarar que o cartucho está vazio.

CELULAR NA PRIVADA
Acontecer com qualquer um: você derrubou seu celular na privada. Tire a bateria imediatamente, para evitar que curto-circuitos "fritem" os frágeis componentes eletrônicos internos. Então seque o aparelho gentilmente com uma toalha, e enterre-o em uma jarra ou pote cheio de arroz cru.
O princípio é o mesmo pelo qual as pessoas colocam alguns grãos de arroz no saleiro para manter o sal seco. O arroz tem uma alta afinidade química com a água -- isto significa que as moléculas no arroz tem uma atração quase magnética pelas moléculas de água, que irão se acumular dentro do grão de arroz, em vez de dentro do seu celular.
É uma versão de baixa tecnologia dos pacotes de sílica (os saquinhos com grãos transparentes marcados com "Do not Eat", "Não coma") que você encontra nas embalagens de produtos eletrônicos. A ideia é manter a umidade longe do circuito durante o transporte e armazenagem.

AUMENTE O ALCANCE DO WI-FI
Se o sinal do seu roteador Wi-Fi doméstico não chega até o outro lado da casa, não corra até uma loja para comprar mais equipamento de rede. Em vez disso, construa um refletor passivo de ondas de rádio com itens que você pode encontrar na cozinha, como papel alumínio.
Siga as instruções em http://www.freeantennas.com/projects/template. Coloque o refletor pronto, que não passa de uma pequena peça de metal curvado que reflete as ondas de rádio como uma antena parabólica, atrás de seu roteador Wi-Fi. Ele irá focar a energia emitida pelo roteador em uma direção -- para o outro lado da casa -- em vez de deixar que ela se dissipe em um círculo. Sem cabos, baterias ou mesmo conhecimento técnico, você pode facilmente duplicar o alcance de sua rede.

DISCOS SUJOS
Você precisa limpar um CD ou DVD que está "pulando", mas não tem nenhum líquido de limpeza por perto? Encharque um pedaço de pano com Vodka ou enxaguante bucal e mãos à obra!
O álcool é um poderoso solvente, perfeitamente capaz de remover impressões digitais e gordura na superfície do disco. Uma garrafinha de enxaguante que custou R$ 5,00 pode ser tão eficiente quanto uma garrafa de líquido de limpeza que custa R$ 75. Além disso, limpar sua cópia de "Os Goonies" com uma legítima Stolichnaya é muito mais másculo que lidar com kits de limpeza.

FLASH FORTE DEMAIS
Se o flash da câmera de seu celular é brilhante demais e "lava" as fotos, cole um pedacinho de papel sobre ele. Experimente diferentes cores e espessuras para transformar o flash de "branco ultra brilhante" em uma luz mais suave e agradável para suas fotos noturnas.

O HD MORREU!
Se -- não, melhor dizer "quando" -- o HD de seu PC pifar e não puder ser mais lido, não se apresse em jogá-lo fora. Coloque-o no freezer durante a noite.
"Este truque é uma técnica real e comprovada de recuperação de algums problemas de disco rígido que, de outra forma, seriam fatais", diz Fred Langa em seu site "Windows Secrets". Muitos dos problemas com HDs são causados por partes gastas que saíram de alinhamento, tornando impossível ler os dados armazenados no disco. Baixar a temperatura do HD faz com que as partes de plástico e metal se contraiam, mesmo que levemente. Tirá-lo do freezer e retorná-lo à temperatura ambiente faz com que estas peças se expandam novamente.
Isto podem ajudar a soltar partes que estão grudadas, explica Langa, ou pelo menos manter um componente eletrônico que está prestes a morrer dentro dos parâmetros por tempo suficiente para que você recupere suas informações mais preciosas.
Este é o espírito dos remédios populares: eles podem, ou não, funcionar. Mas o que você tem a perder?
___________

Via http://tecnologia.ig.com.br

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Lunascape 5 Genesis - Novo navegador de internet reúne o melhor da concorrência

Por Bruno Machado

Dizem que três é demais... será que isso também se aplica ao número de bons navegadores para a internet? O que dizer sobre um quarto software que apresenta como diferencial a união dos três principais? Eu estou falando do Lunascape 5 Genesis. Um navegador de internet, que agrega três opções de engenharia de programa - Trident (utilizada no Internet Explorer), Gecko (Mozilla Firefox) ou Webkit (Google Chrome, Safári) - para que o usuário possa selecionar aquela que mais lhe agrada.

Talvez a parte mais bacana deste navegador seja o sistema de proteção para o caso de congelamento de uma das abas. Quando isso acontece, é possível fechar apenas esta guia, não sendo necessário desligar/reiniciar toda a aplicação. E, além disto, é exibida uma janela com a possível causa do erro.

Outra novidade bacana: caso haja algum problema durante o processo de escrever um e-mail, por exemplo, o navegador possui um sistema que memoriza e salva os dados que estavam contidos em seu formulário, recuperando as informações rapidamente.

O software, disponível apenas em inglês, pode ser baixado gratuitamente no seguinte endereço: http://www.lunascape.tv/.

FONTE: JB Online

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A Moto de uma roda só - Bombardier's Embrio

A companhia canadense Bombardier, concorrente da Embraer na produção de aeronaves, divulgou o lançamento de um protótipo de moto com uma roda só, a Bombardier's Embrio. Ainda não se sabe se a invenção irá efetivamente se tornar um produto.


A moto usa tecnologia giroscópica para que os motoristas consigam ter equilíbrio. O veículo foi desenhado como uma previsão sobre como serão os meios de transporte no ano de 2025. Quando parada, a moto fica equilibrada devido a pequenas rodas dianteiras que se abrem e se apóiam no chão, semelhantes ao trem de aterrissagem de aeronaves.

A Bombardier's Embrio é abastecida com combustível composto por células de hidrogênio, uma tecnologia que cria potência a partir da mistura de hidrogênio e oxigênio. O novo veículo também utiliza outros avanços tecnológicos já usados nos carros, como visão infravermelha e sistemas de amortecimento. A posição para dirigir é a mesma que em uma moto comum. A Embrio pode ser usada por um ou mais passageiros, já que a rede de sensores de giroscópios se adaptam facilmente. Feita de materiais leves (como alumínio, magnésio e nylon) a moto pesa cerca de 160 quilos.


FONTE: http://mania-hitech.blogspot.com

sábado, 21 de junho de 2008

Já está disponível para download o game Immune Attack: visual 3D, bactérias invasoras e muita ciência


Immune Attack, o videogame mais esperado por professores de ciências e estudantes do mundo todo, já está disponível para download gratuito. O jogo de ação ensina os princípios do funcionamento do sistema imunológico humano com o auxílio de "sangrentas" batalhas entre bactérias invasoras e glóbulos brancos.

Immune Attack

"O videogame possui um visual impressionante e permite que os estudantes interajam enquanto estão jogando. As crianças realmente querem ganhar o jogo e, para isso, elas precisam aprender os conceitos de imunologia," conta a professora Netia Elam, que está usando o Immune Attack em sala de aula.

O jogo Immune Attack funciona como um complemento para o aprendizado tradicional em sala de aula. As batalhas exigem conhecimentos do sistema imunológico, o que força os alunos a interagirem para compartilhar o que cada um sabe, a fim de poderem completar o jogo.

Despertando o interesse em biologia

A Federação de Cientistas Americanos, responsável pela produção do jogo, afirma que as primeiras pesquisas demonstram que os estudantes que jogaram o Immune Attack alcançam um maior nível de conhecimento do tema, em comparação com estudantes que não conhecem o jogo. E, depois de jogar, os estudantes demonstram maior interesse em biologia.

"A imunologia é um assunto complicado de se aprender. Os desafios no Immune Attack dão àqueles que de outra forma não estariam interessados em biologia, a chance para aprender de uma maneira divertida e prática, que eles não encontram em livros-textos," afirma Michelle Lucey-Roper, responsável pela equipe que criou o videogame.



VISITE A PÁGINA DO DESENVOLVEDOR, E BAIXE O JOGO:
http://fas.org/immuneattack/

FONTE: www.inovacaotecnologica.com.br
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