Um grupo de mergulhadores que realizava um mergulho noturno em Kona, no Hawaii, para observar arraias mantas teve uma surpresa inesperada.
Um golfinho se aproximou de um dos mergulhadores (Keller Laros) e, calmamente, mostrou sua nadadeira lateral, onde uma linha de pesca com um anzol estavam enroscados e ferindo o animal.
Keller entendeu o pedido de ajuda e começou a soltar o golfinho, que se manteve parado e tranquilo enquanto seu salvador o libertava, subindo à tona para respirar, quando necessário, e retornando.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
sábado, 24 de novembro de 2012
Um jovem e seu burro, dois heróis da Primeira Guerra
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John "Jack" Simpson Kirkpatrick nasceu em South Shields (Inglaterra) em 1892; era um rapaz solitário, sempre rodeado de animais e que desde muito jovem já começou a dar mostras de seu caráter: com apenas 13 anos salvou dois garotinhos que estavam se afogando no rio Tyne. Seu pai morreu quando tinha 17 anos e ele passou a ser o arrimo da família, sustentando a mãe e irmã. Era um exemplo de filho querido e amado.
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Quando chegou aos 18, Simpson decidiu se alistar como fogueiro no navio da marinha mercante SS Yedo. Durante a viagem à Austrália deu-se conta de que aquilo não era para ele. Passava muito tempo encerrado sem ver a luz do sol, uma férrea disciplina mesmo para alguém que se adaptava facilmente às piores adversidades.
Quando chegaram a Newcastle (Austrália), desertou. Ali trabalhou cortando cana, nas minas de carvão e, sobretudo, como pastor. Apesar de não ganhar muito, seguia sempre enviando dinheiro a sua família ainda que mal sobrasse para sobreviver. Depois do início da Primeira Guerra Mundial, Jack se alistou na ANZAC (Australian and New Zealand Army Corps) e foi assentado no Corpo Médico como maqueiro. Na verdade pouco se importava com aquela guerra, para ele era só uma forma de regressar para casa no comboio da ANZAC, com o SS Medic onde foi embarcado com destino para a Europa.
Mas algo deu errado: o comboio foi desviado a Egito e em alguns meses mais tarde à Turquia. A Campanha de Galípoli, também chamada batalha dos Dardanelos, foi uma operação combinada, em forma de desembarque, entre britânicos, franceses e a ANZAC para controlar o estreito dos Dardanelos.
Quis o destino que, por algum erro de cálculo e a bisonhice dos comandos, as tropas aliadas ficassem presas entre o mar e as colinas em poder dos otomanos. O grande número de baixas obrigou a reduzir o número de maqueiros por unidade a somente dois, e Simpson, que sempre se entendeu melhor com os animais do que com as pessoas, decidiu, por sua conta e risco, que seu colega seria um burro que tinha encontrado na montanha ao qual chamou de Duffy. Com Duffy dedicou-se a levar os feridos desde a frente de batalha até a praia e quando regressava para recolher mais, levava água aos soldados.
Todos os dias, a partir das 6:30 da manhã até a noitinha, entre disparos de metralhadoras, atravessava o campo de batalha para recolher os feridos. Como agia por sua conta, inclusive dormia e comia com os soldados indianos de uma unidade de artilharia que tinham mulas, seu oficial no comando lhe ameaçou com a prisão por causa da indisciplina, mas quando viu a popularidade e respeito que Jack conquistara entre a tropa, esqueceu do assunto. Durante 24 dias, e 15 vezes ao dia, Jack e Duffy atravessaram aquele inferno até que em 19 de maio de 1915 o pior aconteceu: com 22 anos incompletos, um franco-atirador acabou com sua vida. Jack e Duffy resgataram e salvam a vida de mais de 300 soldados.
Todos os dias, a partir das 6:30 da manhã até a noitinha, entre disparos de metralhadoras, atravessava o campo de batalha para recolher os feridos. Como agia por sua conta, inclusive dormia e comia com os soldados indianos de uma unidade de artilharia que tinham mulas, seu oficial no comando lhe ameaçou com a prisão por causa da indisciplina, mas quando viu a popularidade e respeito que Jack conquistara entre a tropa, esqueceu do assunto. Durante 24 dias, e 15 vezes ao dia, Jack e Duffy atravessaram aquele inferno até que em 19 de maio de 1915 o pior aconteceu: com 22 anos incompletos, um franco-atirador acabou com sua vida. Jack e Duffy resgataram e salvam a vida de mais de 300 soldados.
Simpson foi recomendado várias vezes para receber honrarias como a Cruz da Vitória mas, hipocritamente, a burocracia militar lhe negou todas as petições por causa de seu gênio arredio e seus atos de indisciplina. Mesmo assim, em anos posteriores e como reconhecimento a seu heróico trabalho, a imagem de Jack e Duffy e um soldado ferido apareceram grafados em selos, cédulas e moedas e em abril de 2011, o Governo australiano anunciou que Simpson seria um dos militares examinados em um inquérito sobre "Reconhecimento não resolvido para atos militares heróicos do passados". O tribunal para este inquérito está sendo realizado para fazer recomendações sobre a concessão de condecorações, incluindo a Cruz da Vitória britânica e australiana.
Leia mais em: Um jovem e seu burro, heróis da Primeira Guerra (5 fotos) - Metamorfose Digital http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=23980#ixzz2CoCcGEyZ
sexta-feira, 27 de julho de 2012
O UFC dos super-heróis e personagens de animação: UFCF
Desenhos supercriativos do brasileiro Filipe Capra apresentando o UFCF - Ultimate Fictional Character's Fight! Dê uma olhada nos combatentes:
Astroboy vs. Megaman
Asterix vs. Popeye
Bob vs. Calvin
Chapolin vs. Thor
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Sensacional: Aulas do MIT, Harvard, Yale e outras legendadas em português no Veduca
POR - RODRIGO GHEDIN
Sempre que colocamos aqui algum curso ou aulas em vídeo, um detalhe inviabiliza a participação de muita gente: o inglês. Como a maior parte desse material está na língua do tio Sam, a barreira do idioma inviabiliza o aproveitamento desse rico material. Um brasileiro está destruindo essa barreira. Conheça Carlos Souza e o Veduca.
Carlos abandonou seu emprego como engenheiro em uma multinacional para investir tudo no Veduca, um site que legenda e disponibiliza, gratuitamente, aulas de instituições como MIT, Harvard, UCLA, Stanford… Como apenas 2% da população brasileira tem o inglês afiado, ele acredita haver potencial na ideia.
No momento, o Veduca já conta com mais de 200 aulas traduzidas e já no primeiro mês teve 73 milhões de acessos aos seus vídeos. Em entrevista à Galileu, Carlos disse que o portal foca em universitários, profissionais formados e professores, mas que não há impedimento algum para que outros perfis usufruam do serviço. Com a quinta maior população universitária do mundo (6,1 milhões) e mais e mais gente interessada em aprender via Internet, mercado para o Veduca, há.
Os planos de Carlos são ambiciosos: ele quer levar aulas de universidades brasileiras para a Internet. Parcerias com algumas, não reveladas, já estão sendo firmadas e nos próximos meses as primeiras aulas nacionais deverão aparecer no site. Além disso, uma ferramenta de legendagem colaborativa está sendo desenvolvida, o que permitirá que fluentes no inglês ajudem no trabalho de tradução do material internacional.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Yves Rossy, o homem fusão
Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso. —Salmo 55:6
Yves Rossy conseguiu realizar o sonho de muitas pessoas desde o antigo mito de Ícaro. Ele voou. Conhecido como Fusion Man (O homem fusão), Rossy construiu asas com um motor que usa o seu corpo como fuselagem da aeronave, com as asas fundidas às costas da sua vestimenta resistente ao calor. Seu primeiro voo ocorreu perto de Genebra, na Suíça, em 2004 e, desde então, ele já fez numerosos voos bem-sucedidos.
O salmista Davi desejou ter asas para poder voar. No momento em que estava sendo perseguido por inimigos desejosos de tirar sua vida, o rei de Israel chorou: “…quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso” (Salmo 55:6).
Como Davi, quando estamos sob pressão, maus-tratos, dificuldades ou pesar, poderemos desejar bater asas e voar. Mas, Jesus oferece um jeito melhor. Ao invés de fugir das nossas dificuldades, Ele nos convida a fugir para Ele. E diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim […] e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11:28-29). Ao invés de desejarmos poder voar para bem longe e escapar dos problemas da vida, podemos levá-los a Ele.
A fuga não pode dar-nos o descanso, mas Jesus pode.
Deus nos dá força para enfrentarmos nossos problemas, não para fugir deles.
Bill Crowder
Deus nos dá força para enfrentarmos nossos problemas, não para fugir deles.
Bill Crowder
Nosso Andar Diário/Nosso Pão Diário - http://ministeriosrbc.org
domingo, 22 de janeiro de 2012
‘Fruta do milagre’ transforma gosto azedo em doce
As descobertas a respeito do gosto continuam surpreendendo cientistas e entusiastas da gastronomia. Esse sentido que parecia ser tão simples, revela-se cada vez mais misterioso. O objetivo dessa coluna é condensar diversas pesquisas recentes sobre o assunto num único texto, sem muito detalhes moleculares para torná-lo mais “digestivo”.
Lembra daquele mapa da língua que aprendemos no colégio, descrevendo que o doce é reconhecido na ponta da língua, amargo nos lados e azedo dos lados? Pois é, está completamente errado. Esse mito começou a ser propagado a partir de um erro de tradução de um trabalho alemão para o inglês. Na verdade, todas as regiões da língua possuem receptores para todos os gostos, a sensitividade sim varia de acordo com a região.
As pequenas saliências na língua não são os receptores dos gostos. Cada papila tem o formato de pequenos cogumelos e acomodam de 50 a 100 receptores. Os nervos que transmitem os sinais dos receptores da língua para o cérebro passam por trás do canal auditivo. Esse atalho anatômico pode ser a razão de algumas infecções no ouvido causadas por alimentos ricos em gorduras, por exemplo. Cerca de 20% da população são considerados como “superdegustadores” pois possuem um número significativamente maior de papilas na língua. Mas esses superdegustadores sofrem de sensitividade aguda, não suportam o gosto de vegetais ricos em nutrientes como o brócolis – muito amargo pra eles. A consequência? São aparentemente mais propensos a desenvolver certos pólipos pré-cancer.
E pra quem não é um superdegustador, o bom gosto começa desde cedo. O sabor de comidas como cenoura, alho e baunilha pode ser sentido pelo feto no líquido amniótico e pelo bebê através do leite materno. O gosto do leite materno é influenciado não só pelo alimento da mãe, mas também por aquilo que ela cheira durante o dia. Os bebês por sua vez, tendem a preferir alimentos ingeridos pelas mães durante a gravidez, provados pela primeira vez no útero.
Todos sabemos reconhecer doce, amargo, salgado e azedo, mas menos conhecido é o quinto elemento: umami. O umami é aquele gosto semelhante ao ajinomoto e outras comidas com alto teor de glutamato. O receptor para umami não se encontra apenas na língua, mas por todo aparelho digestivo. Acredita-se que participa também na digestão e nutrição.
Acredita-se que cada gosto tenha apenas 2-3 tipos de receptores, com exceção do amargo, que possui 25. A razão dessa expansão parece estar relacionada com a proteção contra comida estragada ou envenenada. A maioria dos compostos de plantas venenosas tem gosto amargo.
Doces e álcool ativam o mesmo sistema de recompensa do cérebro. Essa observação foi confirmada de forma independente quando mostrou-se que crianças vindas de famílias com histórico de alcoolismo tinham preferência por sabores intensos de doces. A “larica” de quem consome maconha também pode ser explicada de maneira semelhante: os endocanabinóides (químicos relacionados ao principio ativo da maconha) amplificam o gosto dos doces.
Mas talvez a notícia mais doce do momento seja a fruta africana conhecida como “fruta do milagre”. A fruta contém um tipo de glicoproteina chamada “miraculina” que se associa aos receptores da língua fazendo com que frutas azedas sejam percebidas como doces. Misture sorvete de limão com cerveja preta e tome junto com a miraculina, vai ter gosto de milkshake de chocolate. Esse fenômeno de reorganização dos circuitos neurais do palato dura por apenas algumas horas.
Pesquisadores da Universidade da Flórida, nos EUA, conseguiram clonar o gene que codifica a miraculina em tomates e morangos transgênicos. O objetivo da pesquisa é desenhar frutas com baixo nível de açúcares e vegetais que sejam mais atraentes ao paladar. Obviamente também desenharam adoçantes baseados na fruta, tendo como alvo o público diabético. Doce não?
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Tu Youyou, a modesta mulher que venceu a malária
Descoberta da artemisinina
Apesar dos constantes esforços para o desenvolvimento de uma vacina contra a malária, o melhor medicamento contra a doença continua sendo a artemisinina.
Este composto, derivado da planta medicinal chinesa Artemisia annua, ou Qinghaosu, tem um elemento curioso em sua história: até há pouco, ninguém sabia quem o havia descoberto.
Todas as referências citam que a artemisinina foi "descoberta na China nos anos 1970". Mas descoberta por quem?
Descobrir isto foi o trabalho de detetive a que se propôs Louis Miller, um pesquisador da malária do Instituto Nacional de Saúde nos Estados Unidos.
Ao participar de uma reunião em Shangai sobre a doença, ele se espantou ao descobrir que os próprios chineses também não sabiam a resposta.
Tu Youyou
Em tempos de Revolução Cultural, o grupo era mais importante do que o indivíduo, e divulgar nomes de cientistas nunca foi uma prioridade em um período em que as próprias publicações científicas chegaram a ser proibidas pela China.
Depois de revisar artigos, manuscritos e até atas de reuniões na época consideradas secretas, Miller chegou finalmente à resposta que procurava.
Tu Youyou, agora com 80 anos, descobriu a artemisinina em uma história digna de um roteiro de cinema. E ela encara toda a sua vida de trabalho e de pesquisas com um desprendimento difícil de encontrar fora dos scripts dos grandes heróis.
Há poucos dias, ela teve seu trabalho finalmente reconhecido ao receber o Prêmio Lasker, a principal comenda médica dos Estados Unidos.
Perguntada sobre o que ela achava da homenagem, Youyou respondeu: "Fiquei grata pelo prêmio. Mas eu me sinto mais recompensada quando vejo tantos pacientes curados."
| Qinghao, ou Artemisia anua, a planta que produz o composto ativo artemisinina. [Imagem: Wikipedia/Jorge Ferreira] |
Medicina tradicional e medicina moderna
Durante a Revolução Cultural, em 1967, Youyou foi retirada de sua casa, afastada da família e enviada para a região de maior incidência de malária na China graças ao seu currículo exemplar: ela era versada na ciência ocidental e na ciência tradicional chinesa.
Depois que mais de 240.000 compostos químicos já haviam sido testados no Ocidente, sem qualquer efeito contra a malária, era necessário alguém que pudesse escarafunchar a extensa biblioteca medicinal da China tradicional, sem repetir o trabalho já feito no Ocidente.
Ao retornar para casa, depois de cumprida sua tarefa, a filha de Youyou, deixada com quatro anos de idade, não a reconheceu e perguntou quem era aquela mulher estranha que se achava dona da casa.
Mas os anos de trabalho de Youyou não foram em vão.
Ela descobriu uma receita tradicional baseada em uma planta, a Artemisia annua, indicada para febres intermitentes - uma marca registrada da malária.
Youyou encontrou a receita em um livro escrita 1.600 anos atrás, mas teve antes que descobrir como retirar o composto ativo da planta, que se perde na preparação dos tradicionais chás, o que ela fez usando um solvente à base de éter, que ferve a 35 °C.
Responsabilidade
Depois de obter resultados excepcionais em animais, faltava testar o composto em humanos, tanto para aferir sua eficácia quanto sua segurança, ou atoxicidade.
Youyou testou a droga nela mesma: "Como chefe do grupo de pesquisas, eu tinha essa responsabilidade," contou ela, após receber o prêmio nos EUA.
Seu trabalho, sem a citação de seu nome, só foi publicado em 1977, quando o medicamento já estava sendo usado para salvar vidas no mundo todo.
Se ela sentiu falta do reconhecimento pelo seu trabalho? Ela mesma responde.
"O que eu fiz foi o que eu deveria ter feito como uma compensação pela educação que recebi de meu país," afirmou Youyou. "É responsabilidade dos cientistas continuarem buscando o bem-estar de todos os humanos."
De forma bastante inspiradora, o nome de Youyou poderia ser traduzido, do inglês, como Você-Você - uma lição em tempos de vaidades e muitos Eu-Eu.
A descoberta da artemisinina continua a ser um ponto de orgulho para a China, e muitos pesquisadores argumentam que essa descoberta mostra a importância de se pesquisar aservas medicinais tradicionais em busca de outras "pedras preciosas".
sábado, 17 de dezembro de 2011
Novos grafites do genial Banksy em Londres
Novas imagens do misterioso e genial artista urbano Banksy nas paredes de Londres. Clique nas imagens para ampliar.
Fonte: http://www.fubiz.net/
via http://bradante.blogspot.com/
sábado, 10 de dezembro de 2011
A máquina de escrever que pinta
Um sujeito inventou uma máquina de escrever que pinta. AMáquina de Escrever Cromática funciona com cada letra carregada com tinta a óleo. O artista Tyree Callahantransformou uma máquina Underwood modelo Standard de1937 nesta curiosidade.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Aaron "Wheelz" Fotheringham e suas manobras radicais sobre cadeira de rodas
Aaron "Wheelz" Fotheringham, que pratica manobras radicais... sobre uma cadeira de rodas! Aaron não deixou que sua deficiência o impedisse de radicalizar. Assista ao vídeo:
domingo, 23 de outubro de 2011
Clube da Semente estimula plantação de mudas no Brasil
Nas últimas décadas, a pequena vila de Olhos D'Água, município de Luziânia, a 17 km de Brasília (DF), envia para todo o Brasil sementes e mudas da nossa flora. É o Clube da Semente, ONG criada em 1988 por Antonio Fernandes e Assis Roberto de Bem. Essa ONG já ajudou a plantar no País mais de 250 milhões de sementes e mudas. O trabalho é mostrado no documentário Clube da Semente do Brasil, uma produção da TV Câmara. Seu Antônio conta os sonhos e dramas, recorda o amigo Roberto, técnico da Embrapa já falecido. Seu vizinho de porteira, o professor da Universidade de Brasília (UNB) Armando Farias Neves, cassado pelos militares e anistiado recentemente, conta o início da saga que começou bem antes, com a criação da Feira de Troca. Que atrai interessados e curiosos duas vezes por ano para a pequena Olhos D'Água. 25/09/11 - TV NBR - 20:48
Fonte: http://www.agrosoft.org.br
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Projeto Resonance: A mistura perfeita entre audio e geometria
Imagine só a junção de mais de 30 pessoas extremamente criativas e especializadas em edição visual e de audio. Essa é uma das características de um projeto super interessante lançado pela SR Partners. O objetivo principal é explorar a relação entre figuras geométricas e o som, de maneira única!
As figuras geométricas são extremamente importantes na composição de um design, sempre estão presentes, de uma forma ou de outra. Com o audio, não é muito diferente. Sua importância é incalculável, principalmente no mundo da propaganda e das composições de vídeo. Entender e encontrar a união perfeita nem sempre é uma tarefa fácil, exige bastante trabalho e estudo. Fiquei bastante surpreso com o projeto Resonance, ainda mais pela junção de profissionais qualificados em ambas as áreas. São pequenas evoluções e estudos que vão abrindo portas para avanços em ambas as áreas.
Felipe Agnello, via http://www.publistorm.com
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
A arte com pranchas de Skate de Haroshi
Via http://obviousmag.org
O artista japonês Haroshi constrói esculturas de uma perfeição abismal a partir de pranchas de skate partidas. Jogando com a forma e a cor, este é o resultado de anos de experiência, dedicação e uma paixão extrema a este desporto radical.
As imagens aqui apresentadas representam esculturas bem peculiares e de uma dedicação extrema. Todas elas foram construidas usando apenas velhas pranchas de skate como matéria-prima. Mesclando estilos diferentes, este tipo de "reciclagem artística" resulta em mosaicos de madeira de uma perfeição e sensibilidade nipónica.
O artista japonês Haroshi é o responsável por estas peças de arte. Apaixonado pelo skateboard desde a adolescência, interessa-se por todos os pormenores deste desporto radical, principalmente pelos detalhes da prancha: desde as formas côncavas, às rodas de plástico e metal.
Relutante em deitar fora as pranchas velhas e partidas, Haroshi começou a coleccioná-las. Daí a decidir usá-las para o seu trabalho foi apenas um pequeno passo. Hoje, elas tornaram-se o seu instrumento de comunicação e a essência da sua identidade artística. Para construir uma destas peças tridimensionais, o artista utiliza e empilha várias camadas de pranchas curvas, que divergem em forma (dependendo da fábrica, da marca e do modelo). Com experiência, Haroshi começou a dominar esta técnica difícil e consegue hoje diferenciar todos estes tipos de pranchas. Quando escolhe quais usar para cada trabalho, é altura de cortá-las, dar-lhes forma e sentido e poli-las.
O processo usado pelo artista é inspirado na técnica tradicional japonesa de esculpir Budas, em que 90% das peças resultam da sobreposição de camadas de madeira de forma a poupar material e reduzir o peso da estátua. Haroshi inspirou-se também no artista japonês do século XII, Unkei, que colocava uma bola de cristal no interior das suas estátuas de Buda, no local onde deveria estar o coração. Por isso, as suas peças têm uma peça de skate partida no seu interior, invisível do exterior. Escolhida da enorme colecção do artista, este pormenor dá alma às suas criações.
O trabalho de Haroshi tem sido mostrado em várias exposições em diferentes pontos do mundo, a última das quais na Jonathan Levine Gallery, em Nova Iorque. Nesta galeria a sua colecção foi apresentada com o título "Future Primitive", aludindo às raízes tradicionais nipónicas e ao carácter contemporâneo das peças, que usam uma matéria-prima do século XXI e representam imagens presentes na cultura pop, como o Super Mario ou a maçã da Apple.
(Clique sobre as imagens para ampliar)
sábado, 10 de setembro de 2011
Simetria na Natureza
Espículas de uma esponja encontrada nas águas da África do Sul (abaixo) e os olhos de um mosquito (acima).Note a incrível simetria que ocorre na natureza, tanto a olho nu quanto sob o microscópio.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Hannah Szenes - Mulher, judia, poetisa e heroína

Hannah Szenes nasceu em Budapeste, na Hungria, no seio de uma abastada família de intelectuais judeus. O seu pai, Bela Szenes, escritor e jornalista de sucesso, morreu quando ela e Giora - o seu único irmão, um ano mais velho - eram ainda muito jovens. Hannah tinha apenas seis anos e a sua mãe, Katherine, teve que criá-los sozinha.
Durante a infância, Hannah teve pouco contacto com o judaísmo, pois os seus pais, assim como muitos judeus húngaros, haviam-se assimilado totalmente ao meio circundante.
Hannah era uma criança especial. Desde pequena demonstrava a força de carácter que moldou a sua vida, sempre dizendo que queria “fazer uma diferença, no mundo”. Brilhante desde a infância, logo demonstrou um notável talento literário especialmente para a poesia, primeiro em húngaro e, posteriormente – após se tornar uma ardente sionista – em hebraico. Com 13 anos iniciou um diário no qual registou os seus pensamentos e os acontecimentos que marcaram a sua curta vida. É através das suas palavras no diário e das suas poesias que Hannah se revela. A sua vida em Budapeste Hannah e o seu irmão receberam uma excelente educação, frequentando as melhores escolas de Budapeste. Até completar dez anos, a menina, excelente aluna, estudou numa escola pública de Budapeste, até conseguir ser aceite numa escola particular protestante, só para meninas. A escola havia recentemente aberto as suas portas a católicos e judeus, desde que pagassem uma mensalidade maior. No caso de uma jovem católica, a escola cobrava o dobro da mensalidade “normal” e, quando se tratava de uma judia, o triplo. Apesar do crescente anti-semitismo na Budapeste da década de 30, a mãe de Hannah nunca pôs de parte a hipótese de colocar os filhos numa escola judaica.
Foi nesta escola protestante que Hannah começou a conhecer e amar o judaísmo. Um dos seus professores era o rabino-chefe de Budapeste, Imre Benoschofky. Grande estudioso e ardente sionista, o rabino Benoschofky teve uma profunda influência sobre o nascente interesse da jovem pelo judaísmo e sionismo, por tudo que dizia a respeito do seu povo. Foi também nesta escola que Hannah teve os seus primeiros contactos com o anti-semitismo e com a discriminação imposta aos judeus.
A década de 1930 foi difícil para os judeus da Europa, um prelúdio do terrível pesadelo que iria abater-se sobre a população judaica da região. Após a Primeira Guerra Mundial, um crescente sentimento anti-semita começava a tomar conta da Hungria. Assim como em outras partes da Europa, os judeus eram vistos como os “grandes responsáveis“ por todos os males do país. O crescente anti-semitismo oficial resultara na promulgação de uma dura legislação anti-judaica .
Na época, Hannah era uma jovem bonita, talentosa e decidida. Ao completar 17 anos foi eleita presidente da sociedade literária da escola, mas não assumiu o posto, pois foi informada de que jamais uma judia poderia assumir a presidência de tal – ou de qualquer outra – sociedade. Na ocasião, a jovem escreveu em seu diário: “Você precisa ser alguém excepcional para lutar contra o anti-semitismo... Só hoje comecei a realmente entender o que significa ser judeu numa sociedade cristã. Mas eu não me importo. É porque temos sempre que lutar muito por tudo que queremos; é porque é sempre mais difícil para nós, judeus, atingirmos os nossos objectivos que acabamos desenvolvendo qualidades excepcionais... Se eu fosse cristã, todas as profissões estariam abertas para mim”.
Hannah sabia que se tornar cristã, como lhe havia sido sugerido e como outros haviam feito, não era uma opção para ela. Ao invés de se converter, abandonou a sociedade literária, cortando todos os vínculos que tinha com a entidade. Na mesma época tornou-se membro de um grupo sionista jovem e muito activo, os Macabim. No final de Outubro de 1938, escreveu no seu diário: “Tornei-me sionista e esta palavra tem para mim inúmeros significados. Agora sinto de uma forma consciente e profunda que sou judia e muito orgulhosa de o ser. Minha meta é ir para Eretz Israel e tudo farei para consegui-lo”.
Em Março de 1939 Hannah formou-se. Era uma das melhores alunas da classe e os seus professores tentaram fazê-la desistir da ideia de deixar a Hungria e ir para Eretz Israel, pois acreditavam que ela devia tornar-se cristã e, comas suas notas,poderia ingressar na universidade e ter “um futuro promissor”. Mas a jovem estava mais do que decidida. Assim que recebeu a resposta de sua admissão numa escola agrícola em Nahala, embarcou rumo ao seu sonho – a Terra de Israel. Era Setembro de 1939 e a Alemanha já iniciara a sua campanha mortífera contra a Europa e os judeus.

Sonho realizado
Ao chegar em Eretz Israel, Hannah escreveu a sua primeira carta para a mãe revelando a sua felicidade por lá estar: “Estou em casa. Aqui é para onde me trouxe a minha ambição de vida – poderia dizer minha vocação, porque sinto que, por estar aqui, estou cumprindo uma missão, não apenas vegetando; aqui cada vida é o cumprimento de uma missão.” Para completar a sua alegria, o seu irmão Giora juntou-se a ela poucos meses depois.
Em 1941 Hannah integrou-se ao Kibutz Sdot Yam, perto de Cesáreia, e alistou-se na Haganá. No ano seguinte, entrou para o Palmach, braço armado da Haganá. Enquanto estava em Sdot Yam, Hannah escreveu várias poesias e uma peça sobre a vida no kibutz. Mas as terríveis notícias sobre a situação dos judeus na Europa a deixavam angustiada e preocupada. Assim como todos em Eretz Israel, ela sentia que devia fazer algo para ajudar os judeus europeus. Estava também preocupada com a sua mãe, que ainda vivia em Budapeste. Hannah queria de alguma forma voltar para a Hungria para salvar a mãe e ajudar a organizar a saída de judeus – especialmente os jovens – do país e da Europa. Em 1943, um milhão e duzentos e cinquenta mil judeus ainda estavam vivos na Hungria, Eslováquia, Roménia e Bulgária.
Em 1943, Hannah alistou-se no exército britânico para poder participar da luta contra os nazistas, voluntariando-se para uma operação de salvamento. O projecto originara nas pesadas perdas sofridas por bombardeiros aliados durante os ataques. Os britânicos estavam convencidos de que havia necessidade de mais informações sobre as defesas alemãs. Diante disso, a liderança da Haganá fez uma proposta à Grã Bretanha: judeus com ligações nessas regiões poderiam ser lançados de pára-quedas, sobre a Europa, para exercer a dupla função de agentes secretos, ajudando os Aliados na Europa, e, ao mesmo tempo, tentar organizar alguma forma de resistência nas comunidades judaicas.
Depois de muita hesitação, os britânicos aprovaram o plano e 32 judeus palestinos – 30 homens e 2 mulheres – foram aceites para a missão. Hannah estava entre os primeiros a se alistar. Os britânicos levaram os jovens para o Cairo, no Egipto, onde foram treinados. Todos que haviam se voluntariado para a missão eram nativos das regiões para as quais seriam eventualmente enviados, falavam as línguas fluentemente e ainda tinham parentes nesses países. Ninguém punha em dúvida a coragem e a bravura dos jovens; todos sabiam que a missão era muito perigosa e que poucos retornariam com vida. Hannah incentivava os seus companheiros, dizendo: “Somos os únicos a poder ajudar, não temos o direito de pensar na nossa própria segurança; não temos o direito de hesitar, de ter medo... é melhor morrer com a consciência do dever cumprido do que voltar sabendo nem haver tentado”.
A missão
Em Março de 1944, uma semana antes de que os alemães ocupassem a Hungria, Hannah e mais quatro pára-quedistas foram lançados por aviões aliados sobre a Eslovénia, rumo a Budapeste. Esperavam conseguir, com a ajuda dos partisans de Tito, atravessar a fronteira da Hungria. Hannah ficou três meses com este grupo para que a ajudassem a chegar até a Hungria. Foi nesta época que ela escreveu um de seus mais famosos poemas – “Abençoado o fósforo”.
No dia 7 de Junho de 1944, no período da mais intensa deportação de judeus húngaros pelos nazistas, Hannah cruzou a fronteira da Hungria. Atravessou com dois companheiros e alguns guias mais de 450 quilómetros de território controlado pelas tropas alemãs. As ordens britânicas eram precisas: primeiro deveriam ser socorridos os pára-quedistas britânicos em mãos dos nazistas. Só depois de completar esta missão os jovens poderiam ajudar os judeus locais.
Mas toda a missão chegou bruscamente ao fim poucos dias após a sua chegada. Traída por um informante – um dos partidários de Tito que fazia parte do grupo – Hannah foi capturada pela polícia húngara. No momento em que foi detida, estava de posse de um rádio transmissor.
Presa, foi levada para uma prisão em Budapeste. A Gestapo e o serviço de contra-espionagem húngaro interrogaram-na e a torturaram brutalmente durante vários meses. Queriam que ela revelasse detalhes da sua missão e o código britânico de rádio. Mas Hannah não revelou qualquer informação. Na tentativa de fazê-la falar, a polícia prendeu no dia 17 de Junho a sua mãe, Katherine Szenes, que ainda vivia em Budapeste, acreditando que os seus filhos estivessem a salvo em Eretz Israel. Ameaçaram a jovem de torturar a sua mãe na sua frente e depois matá-la. Mesmo assim, Hannah não cedeu e não revelou o código. No primeiro dos poucos encontros que teve com a mãe, apesar de ferida pelas torturas e espancamentos, pediu que a mãe compreendesse por que tinha que ficar calada – não poderia trair o seu povo. “Mãe, perdoa-me” disse, chorando, a jovem à mãe que a olhava sem acreditar no que via: a sua filha, naquela prisão, presa e ferida, e não a salvo em Eretz Israel. No fundo do seu coração Katherine sabia que – apesar de Hannah negar o facto – a sua filha voltara à Hungria por sua causa, para tentar salvá-la. Enquanto na prisão, vários dos detidos contaram para Katherine quão gentil e bondosa era a jovem; contaram que antes da sua chegada, haviam perdido toda e qualquer esperança, mas que ela era uma como uma luz na escuridão, que transmitia a todos a força para continuar a lutar e a ter fé. Ela cantava, ensinava músicas, danças, o hebraico. Contava sobre Eretz Israel, a história da sua Terra, a esperança no futuro, a esperança do dia da vitória do povo de Israel. Um deles escreveu: “A sua atitude frente à Gestapo e às SS foi memorável. Ela sempre parava à sua frente, alertando-os sobre o destino que teriam após a sua derrota. Curiosamente, aqueles animais selvagens, dos quais qualquer traço de humanidade parecia ter desaparecido, sentiam-se envergonhados na presença dessa jovem refinada e corajosa”.
Convencidos de que a jovem não falaria e sentindo que os alemães estavam prestes a serem derrotados, a policia húngara acabou libertando Katherine Szenes em Yom Kipur.
O julgamento
Depois de cinco meses na prisão, no dia 28 Outubro de 1941, Hannah foi levada a um suposto julgamento, acusada de “traição” contra a Hungria. O “julgamento” ocorreu apesar de ser evidente desde Setembro que a Alemanha estava perdendo a guerra, e que a Hungria queria libertar-se do jugo nazista.
Durante o “processo” ela defendeu com firmeza as suas ações e os seus ideais. Recusou-se a pedir clemência. Corajosa até ao fim, foi executada por um pelotão de fuzilamento no dia 7 de Novembro. Na hora da execução não quis colocar a venda sobre os olhos, queria encarar o seu destino e os seus carrascos. Prisioneiros que testemunharam a sua execução ficaram emocionados com tanta coragem. As suas últimas palavras para os companheiros foram: “Continuem no caminho, não se deixem deter. Continuem a luta até ao fim, até que a liberdade chegue, o dia da vitória para o nosso povo”. Hannah tinha somente 23 anos.

Poucos dias depois os russos tomaram Budapeste, prendendo ou matando todos os nazistas ou aqueles que os haviam apoiado. A sua mãe conseguiu sair de Budapeste e foi juntar-se ao filho Giora, em Israel.
Hannah tornara-se um símbolo de heroísmo e dedicação. A sua coragem pessoal foram fonte de inspiração e estímulo para os judeus da Europa, mesmo que ela e os seus companheiros não tivessem tido sucesso nas suas missões. A sua imagem jovem e radiante, usando o uniforme militar, podia ser vista nas casas de cada cidade e vilarejo de Eretz Israel.
Em 1950, os restos mortais de Hannah foram levados para Israel e novamente enterrados, com honras militares, no cemitério militar localizado no Monte Herzl.
Um vilarejo foi nomeado Yad Hannah em sua homenagem. O seu diário e os seus trabalhos literários foram publicados em hebraico, em 1945, sendo posteriormente traduzidos para vários idiomas, inclusive o húngaro.
Ela foi também tema de inúmeros trabalhos artísticos, entre os quais uma peça teatral de autoria do escritor israelita Aharon Megged e um filme. Vários poemas de autoria de Hannah, entre os quais “A caminho de Cesaréia” e “Abençoado o fósforo” foram musicados.
Bibliografia:
Sachar, Abraham, The Redeption of the Unwanted
Slater, Elinor and Robert, Great Jewish Women
Entrevista de Katherine Szenes a David Alster Yardeni, em 7 de maio de 1987, na internet.
Fonte: http://cemiteriosfamosos.blogspot.com
POEMAS
Eli,Eli
Meu Deus, meu Deus, que não acabem nunca
a areia e o mar,
o murmurar das águas,
os relâmpagos dos céus,
as orações dos homens.
NO CÁRCERE
Um-dois-três... oito pés de comprimento
Dois passos de largura, o resto é escuridão...
A vida paira sobre mim, como um ponto de interrogação.
Uma-duas-três....talvez outra semana,
Ou no próximo mês me encontre aqui,
Mas a morte, sinto-a, está perto.
Eu poderia ter vinte e três em Julho próximo;
Apostei o que mais queria,
Os dados foram lançados. E perdi.
(Traduzido do inglês por J.T.Parreira)
Aos irmãos
Se nós faltarmos
aceitai o jugo,
grande, pesado,
em cima de vós.
Construí sobre a areia
sob o azul
céu... tudo
de novo.
E saibam que o preço do caminho
da justiça e do valor
não é baixo.
Morrer...
Morrer... jovem... morrer... Não, não queria.
Amava o sol cálido,
a luz, a poesia, um piscar de olhos,
e não queria destruição, guerra.
Não. Não queria.
Mas se hoje fosse obrigada a viver
num banho de sangue, na terrível destruição
diria: 'Bendito seja o Senhor pelo direito
a viver, que venha a hora da morte
sobre a tua terra, meu país, minha pátria.
(Traduzido do Espanhol por Florbela Ribeiro)
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