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quinta-feira, 15 de julho de 2021

ANTOLOGIA DE POEMAS MOTIVACIONAIS em e-book para download grátis

 

A poesia, irmã mais velha feita de mãe das artes, foi desde sempre uma celebração da vida. Antes de a palavra ser escrita, ela foi sempre falada: Narrativas de sabedoria transmitiam de indivíduo a indivíduo o que de melhor a sua e outras culturas haviam gerado.

Fiel a uma tal linhagem, esta pequenina antologia reúne exatamente o que seu título expressa: poemas luminosos. Versos com capacidade de insuflar os mais valiosos sentimentos e valores. Mas, espere: Não temos aqui uma seleta de poesia piegas, uma coleção de “poemas de autoajuda”, de forma alguma; mas sim um florilégio de verdadeiras obras primas, em grande parte colhidas de alguns dos maiores nomes da Literatura, seja brasileira ou universal.

Numa primeira vista, este livro engana: De um lado vê-se sua singeleza em páginas, tão poucas; doutro, e isso dependerá do após a leitura, a profundidade alcançada por algumas das mensagens aqui expostas é de uma riqueza com que poucas vezes o leitor, mesmo experimentado, se haverá deparado.

Poemas que celebram a vida e o poder da resiliência, promovendo o exercício daquele outro olhar, o poético, que desnuda mistérios, bordeja e adentra ao sagrado e extrai o melhor de tudo.

Ao fim deste volume, oferecemos ao leitor uma pequena mensagem de afirmação da vida e seu sentido virtuoso.

Um livro  – gratuito – para ler e reler, guardar e compartilhar.

 

PARA BAIXAR O E-BOOK GRATUITAMENTE PELO SITE GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cantiga dos Moleques Fruteiros

Pêra-do-campo ou cabacinha-do-campo. Foto de Silvestre Silva

Cantiga dos Moleques Fruteiros

Pedrinho tem fome de mato,
das frutinhas que tantas dão por lá:

Cajuí, taperebá, araticum e cajá
Cambuci, guabiroba, cagaita e maracujá

Juca menino erradio
pulou a cerca do sítio,
e lá se foi, frutas a roubar:

Pindaíva, marôlo, sorvinha e biribá
saguarají, feijoa, sapoti e joá

Gustinho não poupa ninguém
nem atina se a fruta é veneno;
se tem polpa pouca
ou se nem polpa tem,
a de vez ele come,
a passada também:

Mangaba, guriri, tucum e butiá
uarutama, bacupari, marmelinho e ingá

Renato é um bicho-do-mato:
chafurda nas matas,
rompe pelos florestins
sabe o tempo de cada fruta,
e deita sozinho a fazer seus festins:

Babaçu, inajá, catolé e bacuri
sapota, cupuaçu, araçá e cacauí

Fernandinho é moleque mateiro:
gosta é de pelar pé de árvore
no pomar da avó.
É fruta que não acaba tão cedo
e lá vai ele, arteiro, trepar no arvoredo:

Grumixama, cubíu, marmixa e abiu
guaburiti, pitangatuba, murtinha e camu-camu

Saltam riacho, cerca de roça,
mata fechada e o que se lhes dá;
Comem de tudo e tudo sem pressa,
sorvendo o bom doce de tudo o que há:

Acumã, pequiá, jameri e jaracatiá

aboirana, curriola, fruta-de-tatu e cambuiú.

Sammis Reachers

domingo, 23 de junho de 2013

O poema pitanga


Pitangas sabor de sol
sabor de sol e mar pitangas
fruta odalisca solar
em meus bolsos palato coração
dois bolsos repletos
para o viés do dia
valdevinas pitangas...

madeirites de sandboard,
dunas de Itaipu, adeus meu patrão,
deslizar pitangas...

afrodisíacas, afrodisiarcontes pitangas
a dor areal que o mar apaga
a felicidade maral que a areia gesta
nesta cópula sensorial sublimi(lu)nar

rubicundelirantes pitangas...

Sammis Reachers


sexta-feira, 2 de março de 2012

A fruta com nome de instrumento musical


Ruy Vasconcelos

Verbetes ao Vinagrete, Volume Dois
GRAVIOLA

sf 1 V cherimólia. 2 Peça de madeira em que, nos estaleiros, repousa a quilha dos navios. 3 Fruto da graviola-do-norte. G.-do-norte: árvore anonácea frutífera (Anona muricata). Var: gravéola
[Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa]

*

sf.
1. Bras. Bot. Árvore da fam. das anonáceas (Annona muricata), originária das Antilhas, de frutos com polpa comestível de que são feitos sucos e sorvetes; ANONA; ATA; PINHA
2. Bot. O fruto dessa árvore.
3. Bras. Ict. Peixe (Platydoras costatus) de água doce.
[F.: De or. Incerta.]
[Dicionário Aulete da Língua Portuguesa]

A maioria dos dicionários portugueses não registram graviola. 

______________________

A graviola é a fruta com nome de instrumento musical. Por alguma razão junto a ela estão esquinas próximas do Colégio General Osório na década de 70. E sua carne tenra de fruta aquosa guarda algo da tez branca, pré-palimpséstica que as meninas portam da sexta para a oitava séries. E são aquelas meninas cujos nomes acompanham a gente para o resto da vida, e entram para o acervo dos pequenos mitos. A graviola existe aberta, com a polpa branca exposta, num dia de muitas e espessas nuvens brancas mas de céu azul. Leque com motivos orientais bordados no branco ou o Santos em grande dia. Proa de iate quebrando contra ondas. E assim, aberta, é mais do que quando está no pé, e se resguarda numa armadura verde, cheia de ressentimentos, nervuras, rugas e espinhos.

sábado, 24 de dezembro de 2011

NATAL NO RECIFE



Neste natal,
uma pitombeira em flor bordeja
a minha janela.
A desarrumação climática
não impediu os tabuleiros
de mangabas, a abundância do côco-verde
e da manga-espada.


Nas ruas, frutas doces,
frutas cítricas anunciadas
em pregões pelos mercadores:
jambos, rosa e carmim,
cajus, cajás, jabuticabas.


O tempo, advindo
sobre o Recife, não
modificou tudo,
mas em vão esperei
pelas chuvas de caju
que marcavam nossos dezembros.


O sol, quase ácido,
esmorece minha vontade,
os rios, caudalosos
refletem antigas
casas assombradas.


Recife,
saudade é uma palavra
que desliza suave sobre ti;
do tempo
em que tinha medo
de tudo, quase,


mas é doce o meu coração de menina
e guarda uma esperança
que nunca termina.


Julia Lemos

domingo, 24 de julho de 2011

ÁGUAS VIVAS Volume 2 - Antologia de Poesia Evangélica para download gratuito


Há exatos dois anos, em Julho de 2009, veio a lume a Antologia Poética Águas Vivas, destacando a obra de 10 poetas evangélicos contemporâneos. Dez expoentes dos mais diversos estilos poéticos, unidos num livro editado em formato eletrônico, trazendo uma riquíssima e edificante amostra de poesia, numa obra franqueada a todos os interessados, pois de circulação e cópia gratuitas.

Já naquele momento, muitos talentosos poetas não puderam ser incluídos na obra, cujo projeto editorial inicial era dedicar-se a 10 poetas somente.

Pois eis que agora, em Julho de 2011, a semente que ficou germinou, e é com grande alegria que apresentamos aos leitores este segundo volume de Águas Vivas, imbuído do mesmo espírito da edição anterior, que é destacar e divulgar a excelente poesia cristã produzida atualmente por nossos irmãos, no Brasil e em Portugal.

Desta feita estão antologiados sete autores, sendo quatro deles, os brasileiros:Antonio Costta, Fabiano Medeiros, Flávio Américo e Norma Penido; e três lusitanos:Florbela Ribeiro, Jorge Pinheiro e Rui Miguel Duarte, cada qual comparecendo com 10 poemas. O e-book possui 116 páginas, em formato PDF, e o download é gratuito.

Decerto e mais uma vez, outros poetas de excelência ficaram de fora, pois na presente edição optamos por trabalhar com um número menor de autores. Mas nossa expectativa é dar prosseguimento ao projeto Águas Vivas, vindo daqui a algum tempo a contemplar a obra de outros de nossos bardos, que têm exercitado com multiforme graça o dom divino que o Senhor lhes outorgou.

Querido leitor: tenha uma muito boa leitura, e não deixe de compartilhar este livro e estes poemas com seus amigos e irmãos. Sinta-se livre também para republicar este post em seu blog ou site, sem necessidade de prévia autorização. 

Para baixar o livro, CLIQUE AQUI.

Para ler o livro online, CLIQUE AQUI.

Sammis Reachers, organizador

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Soneto do Desmantelo Azul


Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas.

Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vestiginosamente azul. Azul.

Carlos Pena Filho
(Transcrito de O livro de Carlos, p. 73)
In Os 100 Maiores Poetas Brasileiros do Século XX (José Nêumanne Pinto)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

ODISSEIAS - ALGUNS ASPECT(r)OS - J. T. Parreira


ODISSEIAS - ALGUNS ASPECT(r)OS

Plaqueta de J.T.Parreira

Penélope

Guia o fio da teia
Penélope
com ele tece ao sol o ausente
corpo de Odisseu
sob a prata do luar
torna ao início
desmancha e guia
o fio do sol até ser Ítaca
no horizonte
apenas uma linha
e os vestígios do amor
Penélope elimina
afaga a noite
o que a saudade fia.

Calipso

O paciente Ulisses afunda nos cabelos
da ninfa a sua mão, enquanto Atena
calça os pés
com rajadas de vento e sobre o mar
brilhante vai a Ítaca.

As viagens contadas

Nada disse Ulisses à mesa de Alcínoo
só através do velo
da imaginação.

Os Tormentos que Ulisses viu


Sisífo

A pedra sombria e sem vergonha
uma nuvem densa, cheia
mineral, empurrada a ambas mãos
de Sísifo
até ao cume onde primeiro
os olhos chegam
que o exausto coração.

Tântalo

Como se fosse repentina
névoa, a fugir do chão
a água do lago sublevada
mais a sede vinha e a fronte
de Tântalo se abaixava
- dizia Ulisses a Alcínoo
que um deus tudo secava. 

terça-feira, 18 de maio de 2010

Antologia de Poesia Missionária


 

Amados irmãos, é com grande alegria que apresentamos e disponibilizamos para download gratuito o livro eletrônico Antologia de Poesia Missionária.

A obra, organizada por Sammis Reachers, editor dos blogs Poesia Evangélica e Veredas Missionárias (entre outros), reúne belíssimos poemas de, sobre e para Missões, da lavra de diversos poetas evangélicos. O livro (de 108 págs. em formato PDF) traz ainda, como Apêndice, uma seleção de frases sobre Missões e Evangelismo.

Além de ser um subsídio devocional para edificação de toda a igreja, o livro objetiva ser uma ferramenta de auxílio a promotores de missões, pastores e missionários de todas as denominações, com poemas para serem declamados em cultos e eventos missionários, e publicados em sites, blogs, jornais e informativos de igrejas, missões e etc.

Baixe gratuitamente o livro, leia e compartilhe com seus irmãos. O livro não pode ser vendido, mas você pode redistribuí-lo eletronicamente, ou imprimi-lo para uso próprio ou distribuição a interessados.

E mais: Se você possui blog ou site, ou é responsável por site institucional (de Igrejas, Missões, Agências Missionárias, Ongs, etc.), convido-lhe a disponibilizar este livro a partir do mesmo, ajudando a promover o amor pela obra missionária, e edificando seus leitores. Não é preciso autorização prévia para isso, nem é necessário me comunicar.

PARA BAIXAR O LIVRO, Clique Aqui.

E se você está numa lan house que não o permite, ou por qualquer outro motivo não pode fazer o download, leia o livro online, Clicando Aqui.

Que o Senhor nosso Deus lhe abençoe, e una-nos cada vez mais no objetivo de alcançar os inalcançados, estejam eles próximos ou distantes.

Um fraterno abraço de seu irmão e conservo Sammis Reachers

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Belém do Pará – Manuel Bandeira


Belém do Pará (trechos)

Bembelelém
Viva Belém!
... ... ...
Cidade pomar
(Obrigou a polícia a classificar um tipo novo de deliquente:
O apedrejador de mangueiras.)
... ... ...
Terra da castanha
Terra da borracha
Terra de biribá bacuri sapoti
Terra de fala cheia de nome indígena
Que a gente não sabe se é de fruta pé de pau ou ave de plumagem bonita.

Nortista gostosa
Eu quero bem.
... ... ...
E foi pra me consolar mais tarde
Que inventei esta cantiga:

Bembelelém
Viva Belém!
Nortista gostosa
Eu te quero bem.

domingo, 28 de março de 2010

Notícia do Surf em Itacoatiara


Itacoatiara, Niterói - RJ - Imagens Cristãs

 para Wellington, o precursor

Augusto Dia
permanece
seqüestrado
em poder
de Mar Oceano


Notícias não confirmadas
dão conta
de que o
resgate requerido
consiste em um
swell de nordeste, de 30 nós,
com 30.000 ondas de 3 metros,
seqüenciadas em séries de 3



E atenção:
um homem grisalho,
caucasiano, aparentando
ter entre 45 e 50 anos,
que se disse Negociador da Augusta
Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
acaba de entrar na água
vestindo apenas um bermudão de tactel
e armado com uma prancha biquilha 6’3,
e um estranho ar de felicidade.

Mais notícias no Jornal das 20:00h.

Sammis Reachers

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O Meu Pomar, Cecília Meireles

Acerola daqui do meu pequeno quintal. Quem me dera um pomar...


O MEU POMAR

Se eu tivesse um pomar, um pequeno pomar que fosse,
não lhe poria grade à roda como os outros proprietários.
Não poria a guardá-lo, um desses cães enormes, rancorosos,
que andam sempre rondando os pomares...
O meu pomar seria assim: todo aberto, para todos.
E, quando o outono chegasse e as árvores ficassem cheias de frutos amarelos
e vermelhos, nenhum pobrezinho teria fome,
nenhuma criança choraria de sede, passando pelo meu pomar...
E, no inverno, ainda haveria lá onde alguém se abrigasse,
quando chovesse muito ou fizesse muito frio...
Se eu tivesse um pomar, ele estaria sempre em festa,
cheio de borboletas e pássaros...
Como eu seria feliz, se tivesse um pomar!

Cecília Meireles

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um poema azul de Heli Menegale


Azul

Heli Menegale

O que no céu me fascina
é a transparência do azul.
Ao contemplá-lo, suponho
ser a Terra o seu contraste,
e surgem no meu espírito
visões de mundos distantes,
mais belos que o nosso mundo.
O sol às vezes altera
com sua luz ofuscante
o tom do unânime azul.
Mas tão azul é esse azul
e tal sua imensidade,
que, embora mais sóis houvera,
mais azul ainda haveria.
Atrás de névoas, de nuvens,
ou quando em toda a nudez
- o azul é um azul perene.
Lá fica o ninho dos anjos
e se destila a pureza
que forra a alma dos santos.
No azul se filtram os males,
o azul é consolador.
De lá se extraiu a tinta
com que se deu colorido
às íris do meu amor.
Há por lá muitas moradas
que Jeová construiu.
Foi por essa mesma via
que o poeta florentino
avistou o Lume Eterno,
guiado por Beatriz.

O azul é o país do sonho.
Espero alcançá-lo um dia
Para esquecer... e sonhar.


Do livro Permanência do Azul (Porto Alegre: Editora Globo, 1979)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Alma Azul


Alma azul

Refresco a minha alma
No silêncio calmo
Do entardecer perfumado
E enfeito-a com
Pinceladas de azul
E andorinhas de papel.
Enquanto Tu
Que do alto me miras
E olhas por mim,
Vens e restauras
Suavemente
Aquela doce paz
Que por breves instantes
Me abandonou.

Florbela Ribeiro

- Visite o blog da autora:
http://flor-docearoma.blogspot.com/

domingo, 18 de outubro de 2009

3 GIRASSÓIS

3 poemas inspirados na obra missionária


.








SUDÃO


Abrem-se de par em par
as portas da Igreja-Casa-Coração:
Descalços sobre os seixos,
os 22 sudaneses adentram
ao porto de Cristo,
que é seu e é aquecido.

Ao Gracioso Trono
suas orações evolam-se,
mística circunvolução
que ao fim de seu circuito
lhes concede corações e ossos
encouraçados contra o vil falseio
da heresia e da fome,
das perseguições e mandigas
dos marabus¹...

Fora das portas,
contradizente, estático e célere
o deserto lhes circunda:

Morra doravante o deserto,
deles (hoje, para S E M P R E)
fluem "rios de águas vivas".²


¹Lider religioso comum na África islâmica, espécie de 'pai-de-santo'
local, expoente do sincretismo entre o Islã e crenças animistas.

² João 7:38




JAPÃO

Nada de espadas. A Tokarev¹
________________________Sim sim sim ainda atira
ela há de atirar
______________________As crianças a dívida
e ele já a empunhava, alisava
_______________ _ SUSPEITO DE ALTA TRAIÇÃO __________________ _cabeçalho dos jornais as crianças
o dedo bicava o gatilho ele já vencia o medo
______________ Morrer morrer só me resta morrer a __________________ _discussão os gritos de Yukio o stress
mas então uma lembrança (de onde vinda?),
os acionistas o ministro todos esperam que eu me mate

uma equação: O bolso + a mão + o toque = um reles(?)
papel


o folheto que aquele canadense lhe dera:

"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida.
Quem crê em mim, ainda que esteja morto,

Viverá; e todo aquele que vive e crê em mim

Nunca morrerá. Crês tu isto?"
²

(Um insight, uma arma deposta um libertar)

Pois ele creu.


¹ Pistola russa
²João 11:25,26




.








AFEGANISTÃO


O injil¹
(tão raro por aqui, tão impossível) o injil
seu pai queimou o injil
na sexta seus parentes se reuniram
seu irmão lhe denunciou
o livro, o livro, ele tinha o livro!
O muezim² decidiu pelo castigo a vila o povo
o povo cego surdo mudo o muezim
decidiu o muezim decide o muezim cego guiando
cego

O cortejo cego segue, dá à porta da casa
preparam-se para linchá-lo.
E você se angustia e eu me angustio mas ele...
Com um sorriso de ave e de anjo
(tão raro por aqui, tão impossível),
Mohammad ibn Ali lança-se para fora:

"Eu venci o mundo." ³

¹ O Novo Testamento
²Chefe religioso local, no Islã
³João 16:33

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Um poema sobre o Açaí


Açaí

Em tigela ou cuia,
Toma-se esse suco roxo,
Dele se usa tudo,
Até mesmo o seu caroço.
Bebe com farinha d’água
Feita da mandioca,
Ou misturado e gelado
Com farinha de tapioca.

Pode se chamar juçara,
Ou até mesmo açaizeiro,
Toma-se com açúcar doce,
Ou mesmo sem muito floreio.

Tanto faz, como tanto fez,
Nada diminui esse desejo,
De ser consumida,
Por esse povo belo e guerreiro
Que no mercado de ferro,
O grande Ver-o-Peso,
Expõe seu grande apreço.

Mesmo não se tomando o suco,
Pode também embelezar
Que nas mãos do artesão
Um belo cordão a ornamentar.

Dos teus caroços um belo mosaico
Enfeita o pescoço da bela cabloca
Desse estado, o meu Pará.
Arte aprendida com os índios,
Repassada aos filhos
Através desse belo idílio.

Nas lendas se chama iaçá
Uma planta que não pára de chorar
Em nosso coração,
Sua semente a brotar
Pequenas lágrimas roxas,
Açaí quero te chamar.

Thiago Azevedo

Via
http://mangaepoesia.blogspot.com

NOTA: Este post é de dez anos atrás (2009). Agora, em 2018, publiquei uma antologia inteira de poemas sobre árvores (tanto "a árvore" em geral, quanto árvores por espécie, inclusive muitas delas fruteiras, como mangueira, cajazeiro, cajueiro etc.). Por isso, insiro aqui, neste post antigo, a informação e o link para download da referida antologia. Confira abaixo. E, mais abaixo, seguem os poemas sobre frutas :)


ÁRVORE - Uma Antologia Poética - O termo grego ανθολογία (antologia), significa “coleção ou ramalhete de flores”. Daí o latim florilegium. O termo florilégio encaixa-se bem ao presente trabalho, onde procurou-se coligir poemas sobre a árvore, esse centro e pilar da hera. Adicionamos ao volume uma pequena seleção de frases sobre o tema, e, em arremate, publicamos o texto integral (vertida sua grafia ao português hodierno) do poema A Destruição das Florestas, do múltiplo Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806 – 1879). O poema, que veio à luz em 1845, é um significativo e precoce exemplo de consciência ambiental em nossa literatura.
Além do elogio da árvore, presta-se aqui uma homenagem a nossos poetas de agora e de ontem, e de certa forma um serviço à literatura lusófona, pois toda antologia literária é antes de tudo isso - um serviço prestado a uma literatura e ao universo de seus usuários.
Este é um livro gratuito. Como amante das árvores e da literatura, como professor e como antologista, é um prazer ofertar este livro a todos, com votos de que ele possa ser compartilhado livremente, para que alcance os fins a que se propõe.

Para baixar o livro (224 págs., em formato PDF) pelo Google Drive, CLIQUE AQUI.

domingo, 19 de julho de 2009

ÁGUAS VIVAS - Antologia de Poesia Evangélica para download



Amados irmãos e leitores
, é com imenso prazer que trago até vocês mais uma antologia poética. ÁGUAS VIVAS é um e-book gratuito, uma antologia reunindo textos de 10 poetas evangélicos contemporâneos, apresentando autores relativamente pouco conhecidos ao lado de outros já consagrados, como o Pr. Israel Belo de Azevedo, Pr. Josué Ebenézer e o Prof. Noélio Duarte, membros Academia Evangélica de Letras do Brasil (AELB), e o bardo português João Tomaz Parreira, entre outros.

Leia alguns trechos da apresentação:

“Águas Vivas, mais que uma simples antologia poética, nasce como um oportuno projeto, que visa a aproximar ainda mais leitores e poetas evangélicos contemporâneos. Por um lado divulgando a poesia evangélica e incentivando a produção de bons autores, e por outro, apresentando ao leitor um breve, mas significativo panorama da obra destes bravos bardos que têm na fé evangélica e no manejo das palavras o traço de sua união. E projeto ainda porque meu objetivo, se o Senhor assim o permitir, é organizar de tempos em tempos novos volumes desta antologia, contemplando a obra de muitos outros autores.
... ... ...
Tenha uma boa leitura, e sinta-se livre para compartilhar este livro eletrônico com seus amigos, irmãos e contatos, mas lembre-se: a obra não pode ser comercializada de nenhuma maneira, estando liberada sob uma licença Creative Commons.”

Em ordem alfabética, os autores que compõem este livro são: Brissos Lino, Gilberto Celeti, Giovanni C. A. de Araújo, Israel Belo de Azevedo, J. T. Parreira, Josué Ebenézer, Luiz Flor dos Santos, Noélio Duarte, Sammis Reachers e Wolodymir Boruszewski (Wolô).

São 163 páginas, em formato PDF. Para você baixar, divulgar e compartilhar à vontade.

Para baixar o livro, Clique Aqui.
_______________________________

Irmãos, estejam livres para reproduzirem este post em seus blogs, e/ou disponibilizarem este livro para download direto a partir de seus blogs e sites, sejam pessoais ou institucionais, sem a necessidade de prévia autorização.

Sammis Reachers, org.

sábado, 7 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher: 3 poemas


Dia 08 de Março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Como homenagem, publicamos aqui estes três belíssimos poemas.


Elogio à mulher

(João 20)

O teu olhar para dentro da noite
é o olhar de quem busca a vida
e não teme o sepulcro.
A tua lágrima que salta de dentro
é a lágrima de quem perdeu
toda a luz que da alegria nasce.
A tua visão de dois anjos na noite
é a visão de quem enxerga o mistério
e ouve a sua voz em meio ao silêncio triste.
Soluça, mulher, maria , madalena,
que no fundo dos teus olhos
dois anjos proclamarão a manhã.
Chora, mulher, maria, madalena,
que nos intervalos dos teus soluços
ouvirás a palavra de quem procuras.
Mulher, reclama o corpo que roubaram.
Ladrões, para onde o levaram?
Mulher, de quem é esta voz que te olha?
De quem é este olhar que te chama?
Olha, mulher, e vê que é rosto do homem que querias morto.
E agora tu o chamas pelo nome das flores.
E agora tu o vês pela imagem das águas
antes que ele Deus todo seja
e marche para o azul ao encontro deste Pai
que se fez filho conosco
e se deixou enterrar nas horas das pedras
Tu o viste, não entre a reclusão das lápides,
nem a respirar a quietude dos troncos tombados,
mas a caminhar por entre as pétalas,
a ouvir o teu lamento sem luz.
Tu o viste, não a anunciar a vitória da noite,
nem a chorar a dor por quem partiu para sempre,
Mas a proclamar o sorriso suave
dos teus lábios,
tu que sorriste com ele
na mais feliz de todas as madrugadas:
quando a rocha se fendeu
e ele pôde enxugar da fronte o orvalho que anunciava a sua ressurreição.

Israel Belo de Azevedo, in http://www.prazerdapalavra.com.br



Nasce Uma Mulher

Em meio a tantas expectativas
Entre tantos sonhos e esperança
Eis que um choro de criança
De repente ecoa pelo ar...
E neste mesmo instante,
Surge num ponto qualquer
Uma voz firme e possante
Que diz: “É uma mulher.”
Nasceu! É pequenina e delicada,
Mas pelo nome de mulher é chamada.
E em todo tempo, por onde ela andar
Sempre alguém vai lhe chamar
Pelo sublime nome de mulher...
Mulher... Já nasce com identidade!
Carregando sobre si a responsabilidade
De ser feminina, graciosa e diferente.
Aquela que na batalha da vida é guerreira
E na hora mais difícil e derradeira
Tem sempre um sorriso para dar...
Nasce uma mulher... Mais uma entre tantas!
Mas é única, é ímpar, é a primeira.
Aquela que o Senhor deu por companheira
Ao homem que tão só, no paraíso vivia.
Então, ...ela encheu a sua vida de alegria
E como as flores, sublime tornou o seu viver
Ela nasce e floresce para ao mundo trazer
O seu doce perfume de mulher...

Norma Penido Bernardo, in Revista Visão Missionária , Ano 87, Número 1 (UFMBB)



Mulher Como Esta...

Para tal tempo, em dias como estes,
foste chamada por Deus pra neste mundo
ser testemunha rica e altissonante
como pessoa, filha, esposa e mãe!
Para tal tempo, em dias tão sombrios,
de ódio e tristeza e muito desamor,
tu podes semear em muitas vidas
as bênçãos do amor e compaixão.
Para tal tempo de conturbação.
Deus exige de ti dedicação;
no lar, na igreja, em qualquer lugar;
podes ser uma bênção, um traço de união.
Em tempos de descrença e de pavor
é isto o que te pede teu Senhor:
um coração cheio de fé ingente.
Voltado sempre pra teu reino eterno.
Os caminhos são muitos, a estrada é longa,
muitas vezes deserta, tortuosa,
e sempre, sempre mostrará valor
de uma vida separada pra servir.
Jamais teus olhos fugirão do alvo,
do ideal de Deus pra teu viver;
erguerás marcos em cantos de vitória,
edificando em santidade e luz.
Serás mulher de fé, tal qual Ana,
“Valorosa e prudente como Ester”,
tão doce e pura e bem-aventurada
como Maria, a mãe do Salvador.
De geração em geração teus filhos
te chamarão bem-aventurada.
Mulher como esta, filha, esposa e mãe,
recebe a aprovação do teu Senhor.

Andrônica Borges Alcântara, in Revista Visão Missionária , Ano 87, Número 1 (UFMBB)
________________

Fonte: Blog Poesia Evangélica - http://poesiaevanglica.blogspot.com

domingo, 11 de janeiro de 2009

Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa: Um relançamento


Amados irmãos e leitores, a algum tempo publiquei na internet a Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa. Ela reúne poemas de caráter genuinamente cristão de grandes nomes da literatura lusófona, desde Camões até os dias atuais, passando por escritores e poetas como Machado de Assis, Fernando Pessoa, Alexandre Herculano e muitos e muitos outros. Poemas de mais de 80 autores, dentre brasileiros, portugueses e africanos.
Pois bem, apenas a formatação (o layout) do e-book não fazia jus à obra, pois tive eu mesmo que editá-lo (sem grandes conhecimentos na área) , já que o colaborador que realizava o trabalho para mim encerrou este tipo de atividades. O resultado não ficou o ideal...

Mas a pouco tempo, o irmão, Rev. Giovanni C. A. de Araújo*, que trabalha com editoração eletrônica na Sociedade Bíblica do Brasil, baixou a obra, e se ofereceu para criar uma diagramação profissional para o livro, gratuitamente. E o resultado ficou realmente sensacional!

Por isso estou realizando um ‘re-lançamento’ da Obra, com o mesmo conteúdo, mas agora muito mais bonita e agradável de se ler. Se você aprecia a arte poética, independente de sua religião, vale a pena baixar este pequeno tesouro. É gratuito, e você pode enviar para quem quiser.

Baixe o livro, Clicando Aqui.

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*O Rev. Giovanni é dedicado à área Litúrgica, escrevendo sermões e liturgias (nos quais gosta de inserir poesias), e além de seu site principal, que mantém com sua esposa, o Giovanni e Tatiana (http://www.tatigi.com.br/), mantém ainda o blog Café com Alecrim (http://cafecomalecrim.blogspot.com/) , e presta trabalhos como editor de publicações impressas ou eletrônicas.

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