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domingo, 1 de janeiro de 2012

O primeiro livro de fotografias



Anna Atkins (1799-1871), é considerada a autora do primeiro livro de fotografias publicado. Filha de John George Children, cientista do Departamento de História Natural do Museu Britânico, ficou orfã de mãe no primeiro ano de vida, ficando o pai responsável pela sua educação. Pela força das circunstâncias, estabeleceu-se uma forte cumplicidade entre ambos e foi John Children que introduziu Anna, no mundo das Ciências Naturais.

Ambos conheciam Sir John Herschel, o inventor do cyanotype. O método consiste na exposição aos raios solares de um objecto colocado sobre uma cartolina preparada com um composto que reage aos ultravioletas. Passados 10 a 20m a cartolina fica com as formas impressas do objecto que se encontrava sobre ela. A impressão obtida denomina-se Prussian Blue. Corria o ano de 1842 e Anna decidiu expor a sua colecção de algas marinhas. Daí à publicação foi um passo. 


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Uma estátua em homenagem ao gigante Tesla


 - Um dos maiores e mais injustiçados cientistas que este mundo cão já abrigou...


Visite o site da Sociedade Memorial de Tesla: http://www.teslasociety.com

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Sol Azul


Um Sol azul
Clique na imagem para vê-la em maior resolução.
Não. Realmente não é azul e nunca foi. É uma inversão de cor de uma foto do Sol feita por Alan Friedman com um filtro H-alfa para observar da melhor forma possível os detalhes da cromosfera, que é uma camada delgada da atmosfera da estrela que está sobre a fotosfera e embaixo da coroa. Calcula-se que tem entre 2.200 e 5.000 quilômetros de espessura.


A foto foi feita em 2009 e não mostra grande atividade solar, mas sim dá para observar algumas proeminências, na parte superior e à esquerda, as quais têm vários planetas Terra de altura, ainda que na foto pareçam tão pequenas.

sábado, 16 de julho de 2011

INFÂNCIA, poema de Jorge Pinheiro



Como vão longe os dias
das correrias pelos prados
longos e verdes
dos jardins da minha infância!

Agora, demando
outros portos
talhados na carne negra
das noites da minha solidão.

Como vão longe os tempos
em que as nuvens
eram comboios deslizando
em trilhos imaginários
para países distantes
e encantados!

Agora, debato-me
no revolver
sereno e calmo
agitado e possante
da revolta íntima
de linhas traçadas em espirais
de sonho.

Como vão longe os dias
do esconde-esconde
e da cabra cega
e da vida que era filme
rodado a cada esquina!

Cobre-me a fronte
dispersa
a certeza
da incerteza
inculcada nos poros do sentir.
Vivo o pano a cair
no palco do espectáculo
que segue em sessão contínua!

Lisboa, 11.Agosto.1971


Visite o blog do autor: http://rua-reflex.blogspot.com/

domingo, 12 de junho de 2011

Poietiké

Jurujuba - Niterói - RJ, num dia de solidões
Se a poesia é faca e é forca
a poesia também é mortalha
é a plúmbea bala que estraçalha
o coração sol-crispado de Lorca
é a flor que ofende e enfurece o canalha...

Ela incorporou o feio ao discurso,
a poesia é Lírica e também é Porca
linda deusa que hoje admite a falha

É algo inútil, é uma Vida, é um monte de tralha
é uma dose de palavras que na goela do papel
o poeta emborca

é banco de areia onde - cansado do oceano -
um desesperado encalha.

Sammis Reachers
(texto e imagem)
*Poema antigo, anterior à minha conversão a Cristo, publicado no Livro da Tribo

segunda-feira, 23 de maio de 2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Em teu toque a toxina


Mata miosótis que eu germinava

em meu #peito

Demais disto, Tabitha,
há flores em Samarcanda
que nunca colheremos;

Há um funeral de três dias
no grande estado de Madhya Pradesh
que é e não é o meu.

Sammis 

sábado, 29 de janeiro de 2011

Exposição do Mestre Escher no CCBB do Rio de Janeiro

No CCBB, sob a cúpula central

As obras do artista (Mestre!) holandês M.C. Escher estão em exposição no Centro Cultural Banco do Brasil, na Capital do Estado. São 92 gravuras originais, um filme 3D além de algumas instalações interativas.
Escher é simplesmente meu artista plástico favorito. É para mim como um Jorge Luis Borges das artes plásticas. 
Fascinante exposição, que acabei de conferir. Pena que não se pode fotografar tais preciosidades, mas abaixo segue uma palinha do mestre. Insandecedor, eis uma palavra.



Colocando em PB e dando um efeito 'foto antiga' - só para criar um clima...


Ah, aproveitei para dar uma conferida na tradicional feirinha de artes e antiguidades da Praça XV (fotos acima). Até coleções fechadas dos bonequinhos J.I.Joe (outra velha paixão) tinham por lá! É, malgrado os detratores, o Rio de Janeiro continua lindo...
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sábado, 22 de janeiro de 2011

Conheça o Peixe-Sol

O Opah é conhecido coloquialmente por muitos nomes: Peixe-Sol, Peixe-Lua, Peixe-Imperador e até mesmo Arenque de Jerusalém. Apesar de estarem presentes em quase todos os mares dos trópicos, são especialmente populares no Havaí, por sua carne leve e versátil. No Brasil são mais difícil de avistar, mas há registros de pesca na Bahia e no Espírito Santo.
O Opah, ou peixe sol.
Banco de imagens - Projeto Tamar
Alimentam-se principalmente de lulas, krill e peixes menores. Seus predadores, além do Homem, são os tubarões—e apenas tubarões grandes, pois, além de nadar depressa, este é um dos maiores peixes do mundo.
Um Opah pode medir até dois metros e pesar em torno de 250 kg, sendo 35% de sua massa corporal comestível. Foi um peixe muito popular na confecção de comida japonesa entre os anos 80 e 90—afinal, com um único Opah, era possível fazer quase 100 kg de sushi!
O peixe demonstrado na foto, entretanto, não sofreu o destino de virar comida. Ele foi pescado no mar brasileiro através de um projeto de captura e estudo de peixes de profundidade da costa brasileria, promovido pelo projeto TAMAR e liderado por Guy Marcovaldi, com participação de Alfredo Carvalho. Diversos exemplares já foram capturados no litoral baiano e todos são utilizados com fins acadêmicos de pesquisa e ensino para aprendermos mais sobre a espécie, seus hábitos e sobre como protege-la melhor.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma câmera digital superior ao olho humano?

O sensor da câmera consiste em uma rede de fotodetectores flexíveis,
 interconectados e instalados sobre uma membrana elástica. [Imagem: Jung et al/Pnas]

Olho com zoom
Abra uma câmera digital e você verá que seu sensor, chamado CCD, é plano.
Mas a retina humana é hemisférica, o que significa que são necessários truques de óptica para permitir que uma câmera "veja" de forma parecida com um olho humano.
Mas parecido não é igual.
Por isso, cientistas e engenheiros há muito tempo tentam criar uma câmera com um sensor curvilíneo, cujo formato imite o formato da retina humana.
Agora, um grupo de pesquisa fez mais do que isso. Eles incluíram um adicional importante: ao contrário do olho humano, a câmera "globo ocular", como seus criadores a estão chamando, possui um zoom óptico de 3,5 vezes.
Melhor do que o olho humano
"Estamos nos inspirando no olho humano, mas queremos ir além do olho humano," afirmou Yonggang Huang, da Universidade Northwestern, que desenvolveu a câmera em conjunto com seus colegas da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign - ambas nos Estados Unidos.
Segundo Huang, a minúscula câmera combina o melhor do olho humano com o melhor de uma câmera profissional tipo SLR (Single-Lens Reflex) dotada de zoom.
Ao copiar o sistema de lente única do olho humano - o cristalino - e o zoom da câmera SLR, os cientistas obtiveram uma câmera capaz de fazer imagens sem distorção sem precisar do peso e de todo o aparato das câmeras profissionais.
O sensor da câmera consiste em uma rede de fotodetectores flexíveis, interconectados e instalados sobre uma membrana elástica. A membrana e o circuito podem mudar de formato inúmeras vezes, sem risco de danos.
Uma câmera digital superior ao olho humano?
A câmera ainda é um protótipo, distante de um equipamento prático. [Imagem: Jung et al/Pnas]
A lente foi construída com uma membrana fina e elástica encapsulada dentro de uma câmara com água. As paredes de vidro da câmara permitem que a luz passe pela lente e chegue até o sensor.
Câmera hemisférica
A chave para a construção dessa câmera globo ocular são substratos flexíveis, onde são montados a lente e os fotodetectores, e um sistema hidráulico que altera o formato dos substratos de forma precisa, obtendo um zoom variável e contínuo.
A eletrônica flexível foi suprida pela equipe do professor John Rogers, que tem uma extensa lista de proezas na área - a última delas são minúsculas lâmpadas implantáveis, que poderão permitir a criação de tatuagens que acendem, entre várias outras aplicações.
A equipe do prof. Rogers já havia criado uma câmera digital que imita a retina humana em 2008. Aquela versão, contudo, tinha uma resolução de apenas 256 pixels e ainda não tinha zoom.
Embora seja apenas um protótipo, e precise de muitos desenvolvimentos antes de chegar ao mercado, a câmera digital hemisférica poderá ser usada em várias aplicações, incluindo visão robótica, vigilância e equipamentos de consumo, além de imagens médicas, em endoscopia, por exemplo.
Para conhecer uma abordagem alternativa para uma câmera mais parecida com o olho humano, veja a reportagem Sensor de imagem flexível pode revolucionar a fotografia.
Bibliografia:

Dynamically tunable hemispherical electronic eye camera system with adjustable zoom capability
Inhwa Jung, Jianliang Xiao, Viktor Malyarchuk, Chaofeng Lu, Ming Li, Zhuangjian Liu, Jongseung Yoon, Yonggang Huang, John A. Rogers
Proceedings of the National Academy of Sciences
January 18, 2011
Vol.: Published online before print
DOI: 10.1073/pnas.1015440108

domingo, 26 de dezembro de 2010

A flauta que me roubaram - Cassiano Ricardo

Foto: Sammis Reachers - uso liberado CC

Era em S. José dos Campos.
E quando caía a ponte

eu passava o Paraíba
numa vagarosa balsa
como se dançasse valsa.
O horizonte estava perto.
A manhã não era falsa
como a da cidade grande.
Tudo era um caminho aberto.
Era em S. José dos Campos
no tempo em que não havia
comunismo nem fascismo
pra nos tirarem o sono.
Só havia pirilampos
imitando o céu nos campos.
Tudo parecia certo.
O horizonte estava perto.

Havia erros nos votos
mas a soma estava certa.
Deus escrevia direito
por pequenas ruas tortas.
A mesa era sempre lauta.
Misto de sabiá e humano
o vizinho acordava
tranqüilo, tocando flauta.
Era em S. José dos Campos.
O horizonte estava perto.
Tudo parecia certo
admiravelmente certo.

Fonte e mais poemas em: http://www.fccr.org.br

sábado, 20 de novembro de 2010

A MAÇÃ - Um tríptico em homenagem a Eva (e a todas elas afinal)





Pela sabedoria, pela inteligência, pelo legado de um mundo multicolorido e
morto
(sim, o irmão tá bolado)

Imagens minhas de uso livre - copyleft total, rapazes

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Uma foto de uma rua em Maputo, Moçambique

Clique para ampliar. Fonte e mais fotos AQUI.

Conheço e não conheço este lugar (e tal contradição, que não é um simples déjà vu, me exaspera, mas me falta aparato verbal, nomenclaturas, para defini-la, circunscrevê-la em palavras). Um simples olhar me faz amar este lugar. Por quê?

Você já viu alguma foto de um lugar desconhecido, foto que lhe causasse aquele tipo especial de saudade melancólica, como se você conhecesse (ou inapelavelmente devesse conhecer, pois não falo de reles 'lembrança') o lugar, como se ele fosse também – seu?

Sinto isso algumas vezes. Sinto-me assim em relação a algumas fotos do mestre Cartier-Bresson, por exemplo. Claro, o cérebro associa a referida imagem a algumas outras lembranças/imagens aprazíveis, que não podemos facilmente identificar. Mas há algo mais por trás disso, algo além da saudade melancólica e do déjà vu – o quê? O leitor experimentado lembrar-se-á porventura do conceito de incosnciente coletivo de Jung (que seria uma  espécie de antropo-hiperlinks?). Idéia belíssima, mas belíssima falácia, como muito das idéias de seu amigo (e depois adversário) Freud...

Por isso amo a Fotografia – um vídeo, um filme (não posso precisar o porque) não pode me levar a este tipo de paixão, esta transcendência silenciosa, diria mesmo muda, de tão, tão poética.


Sammis Reachers

sábado, 17 de abril de 2010

Cataclisma

  
   na Europa
         
          uma nuvem de cinzas

 em meus olhos
                         
                              na distância

na verdade para encobrí-la                no sol

nos meus olhos
                                       a cobiça

                                   tentação que me desfaz



               cortinas de fumaça


queime queime queime quântica,
          oh graciosa luz de Cristo!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

FOTO: Monges futebolistas...

Jovens monges budistas jogam futebol após um dia de aulas em Mianmar, em imagem registrada pela chinesa Janet Shui Kee Yim (Foto: Janet Shui Kee Yim, Hong Kong)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Exercícios fotográficos de um monoglota





 

 

Exercício de edição, aplicando à foto efeitos diversos, pelo programa Photoscape. 
Minha esposa se recusa a ser cobaia, então lá vamos eu... (clique sobre as imagens para ampliar)

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