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domingo, 21 de junho de 2020

CARTA AO CAFÉ, um poema de Sammis Reachers


Carta ao café

Café aroma de lar
Ritual, despedida de quem vai,
Abraço a quem retorna
Coffea arábica, Coffea canephora,
Coffea liberica, Coffea dewevrei
E as raças secretas de café

Cremes, bolos, infusões
Drinks, balas, canapés
Reversa marihuana
De santos, céticos e sahibs

Aqueduto tônico odoropulsante
Odoropulsar:
Café cuspidor de estrelas,
Regurgitador de luzes
Festim fenomenológico
Reserva moral da literatura

Sol do leite, do creme, do rum
Sol para tantas pressurosas luas
Centro da galáxia

Inimigo do deus do sono Oneiros,
Adversário do deus de gelo Ymir
Multilíngue deus de ébano & trópico

Licor laboral
Elixir de trevas luminosas
Rubro fruto de a noroeste
Do Eufrates e do Tigre
Último pomo a escapar do Paraíso
Antes de seu traslado
De volta ao seio de Deus

Orfeu negro, liquefeita
Cítara
Poema em estado tênsil
Combustível dos Napoleões
Comburente dos Quixotes

Aumente a pressão sanguínea
De nossas ideias,
Aqueça nossa tumultuosa
Solidão campestre ou citadina

 Publicado na edição de Abril/2020 do Jornal RelevO

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Café com soja: Bebida é opção para vegetarianos

Benefícios do café e da soja
A Embrapa Agroindústria de Alimentos criou uma nova bebida instantânea, feita de café solúvel, extrato de soja e açúcar.
Basta tirar do saquinho e adicionar água quente ou fria.
O consumo de produtos à base de soja tem sido relacionado à redução de risco de várias doenças crônicas e estudos recentes têm demonstrado os efeitos benéficos à saúde atribuídos ao consumo moderado de café.
Além do sabor, a bebida mista contém compostos bioativos, como isoflavonasda soja, que vêm sendo relacionadas a benefícios em relação a diversas doenças, tais como alguns tipos de câncer, osteoporose e sintomas da menopausa, bem como os ácidos clorogênicos do café, que também tem sido relacionados à saúde principalmente à sua capacidade antioxidante.
Intolerância à lactose
De acordo com a pesquisadora Ilana Felberg, a opção pela soja como um dos ingredientes se deve ao fato de que ainda são poucas as opções no mercado para pessoas com intolerância à lactose (alergia à produtos lácteos) ou que tenham por opção consumir alimentos de origem 100% vegetais.
"É difícil encontrar bebidas desse que não contenham leite ou derivados de origem animal. Dessa forma, conseguimos um produto bem aceito pelo consumidor devido a propriedades organolépticas e com agregação de benefícios à saúde," afirmou.
O trabalho foi financiado pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Empadão com café, + um bom livro de poesia = FELICIDADE


Café com empadão, uma das melhores combinações culinárias deste mundo chão. Ah...  Some-se a isso um bom livro de poesia, umas gramas de paz, e eis aí, matematicamente erigida, a FELICIDADE. 
As vezes não sei porque complico tanto a vida. A felicidade está aí, numa xícara de café, no empadão da dona Maria, e mesmo dentro da eventual tristeza de um poema. 

*Na foto o livro Muta Vox, do amigo e poeta lusitano Rui Miguel Duarte.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Biscoito Maizena mergulhado no Café...



Dia desses me bateu uma vontade de fazer a proeza acima, muito comum em minha infância, mas há anos abandonada... Tirei até foto pra registrar o lance! Tô parecendo mulher grávida...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Receita de capuccino caseiro



Aprendi a fazer esta receita de capuccino, ela fica uma delícia e não sai caro, o melhor é que quando vem visita surpresa (aqui em casa acontece muito...), você está preparado para receber, então vamos a receita:


1 xícara de chá de café solúvel
2 xícaras de açúcar
1 e meia xícara de água



Coloque numa tigela o café e o açúcar, e vá acrescentando aos poucos a água e batendo com a batedeira na velocidade máxima. Coloque em um pote com tampa e guarde no congelador.Para tomar, esquente o leite de sua preferência, e junte uma colher de sopa da mistura, que fica parecendo um sorvete, depois que está há algum tempo no congelador, misture e ficará com uma espuma deliciosa!!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A receita de um cremoso pudim de café



http://comida.ig.com.br


O chef Carlos Ribeiro, do restaurante paulistano Na Cozinha, 
ensina a preparar esse clássico revisitado
“Com açúcar e com mel até as pedras sabem bem. E, amarga, basta a vida.”
(Pe. Antonio Vieira)

O singelo restaurante Na Cozinha, que completou dois anos em janeiro, está sem dúvida entre os meus preferidos na cidade de São Paulo. Pequenino, ele cumpre com louvor a tarefa à qual se propõe: servir uma cozinha brasileira com toque contemporâneo, sem pretensão. O cardápio é enxuto, o preço, ótimo, o serviço, atencioso e, para completar, ainda tem entre suas sobremesas um delicioso pudim de café.
Reproduzo abaixo a receita do querido chef Carlos Ribeiro, também proprietário da casa. Ao final de sua explicação, o chef sugere: “Deixe o pudim esfriar, desenforme e perca as estribeiras”. Eu já perdi...
Receita de pudim de café com calda de caramelo
Ingredientes

Pudim

1 lata de leite condensado
A mesma medida de café coado bem forte
3 ovos
Grãos de café para decorar

Caramelo
2 xícaras de açúcar
1 xícara de água

Preparo
Bata todos os ingredientes do pudim no liquidificador por dois minutos.
Caramelize uma forma metálica para pudim (com buraco no meio) com o açúcar e a água. 
Despeje a mistura do pudim na forma caramelizada e leve para assar em banho-maria por 45 minutos em forno a 180ºC. 
Deixe esfriar, desenforme, decore com grãos de café e sirva. Acompanha muito bem um expresso curto.

Serviço

Restaurante Na Cozinha
R. Haddock Lobo, 955, Cerqueira César, São Paulo, SP
Tel. 0/xx/11/ 3063-5377 ou 3063-5374.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Canecas de excelente design


Caneca com sensor térmico - Quando sua bateria está fraca e você precisa recarregar o seu café deve estar na temperatura perfeita para o consumo eficiente. Muito quente e você não pode beber, muito frio e você não iria querer. A caneca com um sensor de temperatura tem um medidor que aparece brilhante quando você derramar uma bebida.




Caneca 'Suja' - Mantenha as mãos de seus colegas de trabalho fora de sua caneca ao induzi-los a pensar que ela já está suja. A borda da caneca é coberta com manchas de café realistas e marcas de batom - e o interior contém anéis de café para completar...



Caneca Objetiva - Todo mundo gosta de um produto inteligente, que reflita a sua profissão ou hobby amado. A Caneca lente de câmera é um desses produtos. Esta caneca que se parece com uma lente 24-105mm é equipada com uma lente de cap-tampa, foco com empunhadura de borracha, anéis de zoom e um botão de auto-foco que realmente muda. É tão realista, que, antes do primeiro gole do seu café da manhã, você pode confundir a caneca com sua lente real!



Canecas de humor - Estas canecas podem ter duas paredes, mas nunca duas caras. A parede dupla mantém as bebidas quentes ou frias sem queimar ou congelar suas mãos.



Caneca Tipográfica - A Caneca Tipografia possui ferramentas essenciais, tipo medições de fontes históricas, as classificações, as conversões de decimais e marcas revisor - são ótimas ferramentas para designers, desenvolvedores web e quem trabalha com fontes.

Pena que são todas vendidas apenas lá fora... Mas quem sabe não entregam por aqui?

Traduzido e adaptado de http://www.incrediblethings.com

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Os novos benefícios do café



Com seu sabor característico e uma gama de nutrientes importantes, o café é uma bebida muito comum à população brasileira, sendo a segunda mais consumida no país, após a água. Apesar das suas vantagens, porém, o café ainda poderia ser fortificado com mais nutrientes, o que auxiliaria no combate às deficiências nutritivas da população brasileira. 

Foi pensando nisso que a estudante de mestrado do Programa de Pós-graduação em Ciência de Alimentos do Instituto de Química (IQ) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luciana Lopes Costa, elaborou a sua dissertação sobre o enriquecimento do café com ferro e zinco para buscar suprir a carência de tais minerais na dieta dos brasileiros.

"A nossa intenção era verificar se o café poderia ser um veículo adequado para a fortificação, permitindo uma absorção adequada dos minerais adicionados a sua matriz, e o resultado foi excelente", explica Adriana Farah, professora do Instituto de Química e orientadora da dissertação de Luciana. "No projeto defendido, o enfoque escolhido foi a fortificação do café em pó, porque ele é mais acessível às pessoas de baixa renda do que o café solúvel".

Para verificar a eficácia da fortificação do café em pó, as pesquisadoras testaram diversas preparações diferentes para o alimento, como com coadores de pano e em máquinas de café expresso. Os resultados apontaram uma maior absorção dos minerais quando a bebida era preparada em cafeteiras elétricas e em máquinas expressas, com 40% de aproveitamento do ferro e do zinco. "O percentual ainda não é o ideal de extração em relação ao custo-benefício da fortificação do café torrado e moído, e mais estudos precisam ser realizados no sentido de aumentar essa recuperação", relata Adriana.

De acordo com a professora, cada xícara do café fortificado atende a 20% da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a ingestão diária de ferro e de zinco. "O café que foi enriquecido no estudo foi obtido sob condições específicas para torná-lo o mais saudável possível, a ponto de preservar as suas moléculas de ácidos clorogênicos e lactonas. Elas são responsáveis pelo fato do café ser o alimento que mais contribui para a capacidade antioxidante na dieta do brasileiro, além de ser uma bebida com potenciais propriedades antidiabetes, antibacteriana e hepatoprotetora, entre outras", conclui.

SABOR IGUAL

Apesar da nova configuração nutritiva, as melhorias desenvolvidas não modificaram o sabor do café, que foi experimentado por diversos provadores. Como nenhum deles percebeu diferença, as pesquisadoras acreditam que o novo café pode vir a ter uma boa aceitação do público. Ainda assim, não existem previsões de quando o produto pode chegar ao mercado.

FONTE
Marlon Câmara - Jornalista

sexta-feira, 5 de março de 2010

Receitas com Café -Torta, Bolo, Pudim, Sorvete, Mousse...



 Amados irmãos, vocês venceram: publico aqui as receitas secretas, secretíssimas, das iguarias que preparamos na Confeitaria Cristã com nosso abençoado Café. Pode fazer que é tiro e queda! E lá se vão nossos segredos... Mas lembre-se: guarde minha porção, para que eu possa dar o aval no quitute.

Torta Gelada de Café com Chocolate

Ingredientes:
80g de chocolate meio amargo
2 colheres de manteiga
2 colheres de leite quente
6 colheres de açúcar
1/2 xícara de coco ralado
Recheio:
1/2 litro de sorvete de creme
1 xícara de café
Nozes, castanhas de caju ou amêndoas, para enfeitar

Modo de preparo:
Derreta a manteiga com o chocolate numa panelinha, em banho-maria, misture-os. Misture o leite com o açúcar e junte-os à mistura de chocolate e manteiga derretidos, misture bem, acrescente o coco ralado. Espalhe essa mistura nos fundos e dos lados de uma forma de torta, forrando-a bem, leve à geladeira espere 2 horas pelo menos. Misture o sorvete de creme com o café, recheie a torta e enfeite com as nozes, castanha de caju, amêndoas ou como preferir, leve ao congelador até ficar muito firme. Sirva e prove esta delícia.



Torta de Banana com Café

Ingredientes:
10 colheres (sopa) de açúcar
10 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de margarina
2 colheres (sopa) de gordura vegetal
2 colheres (sopa) queijo ralado
2 ovos inteiros
1 xícara (chá) de café forte
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 dúzia de bananas nanicas
Canela em pó
Fazer uma calda de caramelo

Modo de preparo:
Colocar em uma assadeira a calda de caramelo, as bananas cortadas de comprido e polvilhar canela por cima. Misturar todos os ingredientes com uma colher e jogar por cima das bananas. Assar em forma caramelada em forno médio.



Sorvete de Café

Ingredientes:
1/2 xícara de café muito forte
1/2 xícara de açúcar
1 pitada de sal
2 claras
1/2 xícara de creme de leite batido
1 colherinha de essência de baunilha

Modo de preparo:
Misture o café com o açúcar e leve-os ao fogo numa panelinha. Cozinhe até formar uma calda grossa. Bata as claras com a pitada de sal, em ponto de neve. Ponha a calda com café, devagar, sobre as claras, sem parar de bater, e depois bata até esfriar; leve à geladeira por 1 hora. Bata o creme de leite com essência de baunilha até ficar bem espesso. Junte ao café com as claras e o açúcar, misture e coloque no congelador ou freezer. Gele até ficar bem firme.



Sonhos de Café 

Ingredientes:
5 tabletes de fermento biológico
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de açúcar
1 copo de leite morno
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
3 ovos
1/2 kg de batatas cozidas espremidas
3 colheres (sopa) margarina
1/2 xícara de óleo
2 xícaras de açúcar
Farinha de trigo até dar consistência
Recheio:
1 xícara açúcar
1/2 xícara de água
2 xícaras de leite
3 colheres café forte
2 colheres maizena
3 gemas
1 colher manteiga

Modo de preparo:
Massa:
Misturar os ingredientes e reservar. Crescer por 1 hora. Acrescentar os demais ingredientes. Sovar muito bem, fazer bolinhas.
Recheio:
Juntar o açúcar com a água e preparar uma calda grossa. Bater o leite, café, maizena e gemas. Misturar as duas composições e levar ao fogo para engrossar, mexendo sempre. Colocar a manteiga e deixar esfriar completamente. Rechear os sonhos.



Pudim de Café

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 lata de leite
1 xícara de café
4 ovos
1 colher (sopa) de maisena
Calda:
6 colheres de açúcar
4 xícaras de água

Modo de preparo:
Massa:
Bata o leite condensado, o leite, o café e os ovos no liquidificador, acrescente a maisena e bata mais um pouco. Coloque na própria forma para pudim o açúcar e a água e leve ao fogo até ficar com cor de caramelo. Espere esfriar e despeje a massa. Leve ao fogo em banho-maria por aproximadamente 1 hora ou até ficar bem firme. Desenforme e sirva frio.



Mousse de Café 

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
a mesma medida de café coado e frio
2 colheres (sopa) de achocolatado
1 lata de creme de leite gelado sem soro
1 envelope de gelatina sem sabor

Modo de preparo:
Bata no liquidificador o leite condensado, com a mesma medida de café coado, já frio e sem açúcar, e mais o achocolatado de sua preferência. Em outra vasilha, dissolva o envelope de gelatina sem sabor, com 5 colheres (sopa) de água fria, depois 1/2 xícara de água morna. Unte as duas misturas mexendo delicadamente. Em seguida adicione 1 lata de creme de leite gelado e sem soro, sempre mexendo com cuidado. Despeje firme numa forma molhada com água gelada e leve à geladeira até endurecer. Desenforme decore com folhas de hortelã e sirva com quadradinhos de chocolate com menta.



Bolo de Café

Ingredientes:
4 gemas
2 xícaras de açúcar
8 colheres de margarina
3 xícaras de farinha de trigo
1 colher de fermento em pó
1 xícara de café frio forte sem açúcar
4 claras em neve
Cobertura:
1 xícara de açúcar mascavo
3 colheres de café frio e forte

Modo de preparo:
Na batedeira, bata bem as gemas com o açúcar e a margarina, até ficar cremoso. Desligue a batedeira e junte o trigo e o fermento intercalando o café frio. Misture delicadamente as claras em neve. Coloque numa assadeira e leve ao forno quente até dourar. À parte misture os ingredientes da cobertura e despeje no bolo ainda quente. Deixe esfriar e corte.

sábado, 11 de abril de 2009

Delícias, sabores e segredos do café


Secular, aromático e cheio de calor, o cafezinho, cuja história tem início há mais de mil anos, é consumido e apreciado em todo o mundo por milhões de pessoas e tornou-se a bebida preferida de nove entre dez brasileiros

Texto MARCO AURÉLIO MERGUIZZO

Empunhe uma xícara fumegante exalando os aromas de um bom café e tenha, além dos prazeres ali contidos, a história em suas mãos. Basta um gole dessa bebida milenar e cheia de calor para viajar através do tempo, conhecendo personagens, lances inusitados de romantismo, aventura e de puro acaso. Além, é claro, de uma enorme cadeia de produção, cuja história tem início há mais de mil anos na Etiópia. O hábito de beber café, como se sabe, é um prazer secular. Reza a lenda que o mundo deve sua descoberta a um pastor etíope de nome Kaldi, no ano de 850 d. C., que morava em Kaffa, região central da África - daí a provável origem do nome da bebida. Ou, para ser mais preciso, deve-se as suas cabras, que gostavam de mordiscar as frutinhas vermelhas do Coffea arabica e ficavam um tanto assanhadas depois de comê-las. Surpreso com o comportamento das bichinhas, Kaldi levou alguns grãos ao mosteiro local. Depois de relatar o que vira aos monges, o abade, com receio do poder dos frutos, ateou fogo naquele punhado de grãos que, depois de torrado, exalou um aroma delicioso.

Surpreso, mandou recolher o que sobrou, sugerindo que fosse feita uma infusão com os frutos queimados. Os monges saborearam a bebida, aprovaram e passaram a ingeri-la durante as orações e as longas sessões noturnas de meditação.

De fato, as infusões de café, como a conhecemos hoje, são consumidas desde o séc. XV no Oriente Médio, onde se tornou popular com as bênçãos de Alá, já que a religião de Maomé proibia o álcool. Foi, desse modo, na cidade sagrada de Meca que surgiram as primeiras cafeterias, conhecidas como kaveh Kanes. Na verdade, eram centros religiosos de reza e meditação. Assim, o santo cafezinho tornou-se uma espécie de "vinho do Islã". O efeito estimulante da cafeína agradou tanto aos muçulmanos que eles o batizaram de qahwa, cujo significado, etimologicamente falando, é vinho da força, dando origem à palavra café.

A Europa e a Igreja de joelhos

A mística foi conquistar de vez a Europa somente em 1615 pelas mãos dos emergentes comerciantes de Veneza do séc. XVII. Mas, ao chegar à Itália, o café foi condenado pela Igreja Católica. A cúpula do Vaticano desconfiava daquela bebida que "enfeitiçava" as pessoas com seu aroma e sabor particulares. A interdição só foi levantada, anos depois, quando o Papa Clemente VIII experimentou e "anistiou" a bebida para consumo. Foi assim que os europeus se renderam aos sabores do café.

Depois disso, em 1714, mercadores holandeses levaram algumas mudas de café para o jardim botânico de Amsterdã e, logo em seguida, para a França, onde foram cultivadas, sob as ordens imperiais do rei Luís XIV (que também adorou a novidade), nas estufas do Palácio de Versailles e suas sementes plantadas na Ilha de Bourbon. Foi desse modo que surgiu uma das linhagens de café mais difundidas do mundo e dela é derivada o nosso café mais famoso, o Brazilian Santos. (Em tempo: embora se imagine que a origem do nome esteja ligado à cidade de Santos, o mais conhecido porto exportador de café do País, a marca "Santos", na realidade, deriva do nome do pai da aviação, Alberto Santos Dumont, à época um dos grandes cafeicultores do País e o mais famoso divulgador do café made in Brasil no início do século XX). Com as experiências holandesa e francesa, os europeus acabaram se rendendo definitivamente ao café. Assim, seu cultivo também foi levado para outras colônias européias. Cercada por lances de epopéia, o capitão da marinha francesa Gabriel de Clieu introduziu, num esforço apaixonado, o café na Martinica. O crescente mercado consumidor europeu acabou propiciando a expansão do plantio do café no México, Jamaica, Quênia e Vietnã. Dessa forma, o " segredo" dos árabes foi se espalhando por todos os cantos do mundo.

A chegada ao Brasil

No Brasil, o café começou a ser cultivado em terras paraenses, a partir de uma muda trazida pelo desbravador brasileiro Francisco Mello Palheta, em 1727. Conta-se que o emissário foi enviado à Caiena, capital da Guiana Francesa, com a missão de trazer uma muda da valiosa planta. Sedutor, Palheta conseguiu aproximar-se da mulher do governador, madame Claude d'Orvillers, conseguindo conquistar sua confiança e "aquele algo a mais". Numa das vezes em que se encontraram, pediu a ela uma muda do Coffea arabica. Retorno marcado e já de malas prontas para o Brasil, recebeu da apaixonada um bonito vaso com flores e plantas ornamentais e, escondida entre as plantas, as desejadas mudinhas de café.

Assim, a saga do café em solo tupiniquim também começou, como tantas outras histórias surpreendentes de sucesso, com o nosso famoso "jeitinho brasileiro" somado - imagine - a lances apaixonados de um amor bandido. Vindo clandestinamente para o Brasil na bagagem desse brasileiro, o café seria durante várias décadas a grande riqueza brasileira. As divisas geradas pela economia cafeeira acelerariam o nosso desenvolvimento e incluiriam o Brasil, mesmo que tardiamente, no comércio internacional do século XIX, época em que o café teria um grande peso na economia mundial, tornando-se artigo de luxo nos países do Ocidente.

Devido às nossas condições climáticas, a cultura do café acabou se espalhando rapidamente, com sua produção voltada para o mercado interno. Depois da experiência paraense, o ponto de partida das grandes plantações de café foi o Rio de Janeiro, que transformou as matas da Gávea e da Tijuca em grandes cafezais. De lá, o café se espalhou pelo litoral sul fluminense chegando a São Paulo por meio de Ubatuba e do vale do rio Paraíba. Com altitude e clima excelentes para o cultivo, surgiu aí uma das principais regiões produtoras de café do País. Subindo pelo rio, o café foi avançando para o interior da província de São Paulo estendendo-se até a cidade de Ribeirão Preto, ao sul de Minas e, décadas depois, ao norte do Paraná.

Bebida que valia como ouro

Campinas, nessa época, era considerada a capital da cafeicultura paulista e o Brasil, na condição de grande potência exportadora, somava 26 milhões de pés de café plantados. Ferrovias foram construídas, como a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, para permitir o escoamento da produção. A riqueza fluía por intermédio dos cafezais, evidenciada nas elegantes mansões dos fazendeiros construídas na capital da Província de São Paulo, em plena avenida Paulista, e nos majestosos teatros e prédios públicos erguidos nas principais cidades do interior. O café promoveu ainda uma grande revolução social. Intimamente ligada à quantidade de mão-de-obra disponível, o desenvolvimento da producão cafeeira, após a libertação dos escravos, teve de prescindir do trabalho de imigrantes europeus, sobretudo os italianos, que começaram a chegar ao Brasil na segunda metade do século XIX para trabalhar nas fazendas de café.

Durante três quartos de século, o café e, por extensão, o Estado de São Paulo, concentrou quase toda a riqueza produzida no País. O Brasil, nessa época, dominava 70% da produção mundial e praticamente ditava as regras do mercado. Os fazendeiros de café formavam a chamada elite social e política brasileira. Com o dinheiro gerado pela cultura do café, que valia como ouro em grão, foram financiados casarões, ferrovias e a base da industrialização de São Paulo e do sudeste do Brasil. A fase de ouro do café brasileiro só terminaria com a crise de 29, com o crash da bolsa americana e a desestabilização do mercado internacional. Com os preços lá embaixo e a interrupção do financiamento junto aos bancos estrangeiros, o domínio brasileiro no mercado de café receberia o seu pior golpe.

Campeão na quantidade

O Brasil é hoje o maior produtor mundial de café, com 29 milhões de sacas anuais e o quinto país em consumo per capita, atrás apenas da Finlândia, Suécia, Alemanha e Itália. A cada ano os brasileiros bebem o equivalente a 118 bilhões de cafezinhos. Há atualmente espalhadas pelo País mais de 2 mil fazendas de café, muitas delas situadas em regiões que privilegiam inclusive a produção de grãos especiais. As melhores e mais produtivas se localizam no cerrado mineiro, nos municípios de Patrocínio, Uberaba e Patos de Minas. Também produzem café de qualidade as cidades do sul de Minas, como Guaxupé e Poços de Caldas, e as paulistas Franca, Mococa, São João da Boa Vista e Altinópolis, situadas na região da Mogiana. Há também as fazendas localizadas no Rio de Janeiro e Espírito Santo que produzem o café canephora ou robusta, cepa bastante utilizada em blends (mistura de dois ou mais tipos), por ser um tipo menos aromático e saboroso.

Bom para o corpo e para o espírito

O hábito de tomar café, associada à confraternização e a encontros sociais, culturais e artísticos, acontece desde o século XV. As kaveh kanes de Meca, além de serem locais para reza e meditação, também eram onde os muçulmanos passavam tardes inteiras conversando e ouvindo música. As cafeterias árabes ficaram famosas no Oriente pelo seu luxo, suntuosidade e pelos encontros que proporcionavam entre os comerciantes que ali fechavam negócios. No velho Mundo, o café ganhou definitivamente o gosto dos europeus, principalmente os italianos, a partir de 1615. Especialmente em Veneza, o hábito de tomar café esteve associado a encontros sociais e aos saraus musicais que ocorriam na alegre Botteghe del Caffe, também um dos endereços que mais difundiu a prática da torrefação e moagem do café. Já no restante da Europa, o espírito e a filosofia dos cafés também foi ganhando novas fronteiras. A Áustria, por exemplo, foi "presenteada" pelos turcos com várias sacas de café, em 1687. Na verdade, os invasores abandonaram uma grande quantidade de grãos às portas de Viena, após uma tentativa frustrada de conquista. Este valioso "presente de turco" foi aproveitado prontamente pelos austríacos, que acabaram inventando e consagrando o famoso café vienense.

Os cafés desenvolveram-se na Europa durante o século XVII, enquanto florescia o Iluminismo e se planejava a Revolução Francesa. Durante tardes inteiras, jovens reuniam-se ao redor de xícaras de café, discutindo o destino das nações, declamando poemas, lendo livros ou simplesmente passando o tempo. Assim, os cafés se tornaram o ponto-de-encontro preferido de escritores, políticos e artistas europeus. Na França, onde o café surgiu pela primeira vez em Marselha, em 1644, e, em Paris, anos depois, há relatos de um "siciliano de nome Procópio que abriu um estabelecimento em 1688 em frente à Comédie-Française - o Procope, que funciona até hoje na capital francesa - tornou-se o local de encontro de atores e escritores e célebre salão literário". Voltaire, habituée deste e do Regencia Café, tomava ali, enquanto planejava a Revolução Francesa ao lado dos iluministas Rousseau, Diderot e Condorcet, uma "mistura de café com chocolate", que seria um aparentado da atual receita do capuccino.

Mais ou menos nessa época, as coffee houses inglesas também se multiplicaram em Londres. Alguns desses endereços se tornaram espaços de contestação política, o que provocou o fechamento de alguns deles pelos procuradores-gerais londrinos. Nessa época, os ingleses se revelaram grandes bebedores de café. Todavia as coffee houses também vendiam chás, o que rapidamente acabou tomando o lugar, como a história confirma, na preferência dos súditos da rainha.

Na Espanha, a tertúlia ou a arte da conversa e do debate, presente permanentemente nos cafés, esteve na origem dos principais movimentos artísticos, literários e políticos no país da touradas. Chegou a ser tão influente que não se concebia um literato ou filósofo que não participasse de pelo menos uma. Daquele intelectual que não freqüentava tertúlias se dizia: "Lhe falta café", apontando sua falta de visão, conhecimento e profundidade sobre o assunto. Já na América do Sul, os cafés de Buenos Aires também trazem muito da cultura e do glamour desses tradicionais endereços de culto à conversa, do hábito da reflexão e do saudável convívio social. Deliciosas horas regadas, é lógico, com uma boa xícara de café.

Até hoje a tradição dos cafés e o ritual do cafezinho sobreviveram a todas as transformações. Mesmo sem a atmosfera desses românticos endereços, as modernas máquinas de café expresso acabaram permitindo ainda mais a massificação da bebida e seu consumo. O crescimento vertiginoso das cadeias de lojas do café voltadas para um mercado mais exigente, o café gourmet, também revolucionou o hábito de beber café em todo o mundo. No Brasil, o cafezinho encorpado, tirado na hora, feito à moda italiana também faz enorme sucesso entre os apreciadores desse saudável hábito, que, para muitos, virou uma deliciosa mania.

Café com Griffe

Depois de ostentar, há vários anos, o título de maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil agora disputa, ao lado da Colômbia, um outro troféu: o de líder no mercado de cafés especiais. Conhecido até hoje mais pela quantidade do que pela qualidade, o Brasil agora avança para algo semelhante ao ocorrido na França nos anos 20, quando a região de Champagne impôs rigoroso controle de qualidade à fabricação de vinhos espumantes. Ou seja: logo, logo, os produtores brasileiros de cafés especiais estarão adotando um tipo de selo com a inscrição DOC, sigla para Denominação de Origem Controlada, como nos vinhos. Assim, a cultura do café no Brasil está mudando. E ótima notícia: para melhor. Essa transformação é resultado do aumento cada vez mais crescente por grãos de qualidade para atender a demanda de ávidos consumidores em todo o mundo. Este ano, o Brasil deve colher nesta safra cerca de 28 milhões de sacas, 10% classificadas como grãos de qualidade superior.Como se sabe, existem várias formas de preparo de um bom café, entre elas a imutável maneira árabe, com tripla fervura. Nossos avós usavam saco de pano e bebiam café de coador. A mais difundida hoje nas grandes cidades do mundo é a italiana, com o café expresso - o nome, derivado do italiano espresso, resume o processo popularizado na Itália a partir de 1946, quando o seu inventor, Achille Gaggia, começou a vender máquinas de café sob pressão. Como os italianos, preferimos o café encorpado, mais forte. Já os ingleses e americanos, continuam preferindo a bebida mais rala. E, se viajarmos pelo mundo, veremos que cada povo tem o seu gosto particular de apreciar o café.

Além do preparo, há diferenças no ponto de torrefação (claro, médio e escuro) e na moagem dos grãos (média, fina e pulverizada). Isso sem contar a variedade e os vários blends do café. Existem quatro variedades de café, mas só duas são cultivadas em escala comercial: a arábica (Coffea arabica) e a robusta (Coffea canephora). Ambas são cultivadas no Brasil. O café arábica, aclimatado em regiões acima de 800 metros, tem aroma superior e sabor mais doce e agradável. Representa 70% da produção mundial. Já o robusta cresce nas encostas mais baixas e, como o nome já diz, é mais rústico no aroma e no paladar. Apresenta maior concentração de cafeína que o arábica, entre 2 e 4%. Menos aromático e mais amargo, é utilizado em blends e na produção do café solúvel, por ser mais barato.

Um dos mais conhecidos cafés gourmets do mundo, o Illy, que leva o nome da família italiana e virou griffe, foi uma das primeiras empresas a aliar um produto de qualidade com um agressivo marketing. Precursora dos cafés de tipo especial, ela nasceu nos anos 30. Hoje, sete décadas depois, o Café Illy tem espaço garantido no circuito da gastronomia. A essência é brasileira: cerca de 60% de seu apreciado blend é de café plantado aqui mesmo. A mistura também inclui grãos de café de diferentes lugares do mundo, como o México e Guatemala. Mas a qualidade do grão brasileiro, o arábica, é o que garante a sua qualidade, além de alguns segredinhos, como a maneira como é seco depois de colhido, garantias de um produto excepcional.

No Brasil, o primeiro café com griffe surge em 1970. Associada à figura do maior atleta do século, Edson Arantes do Nascimento, a Companhia Cacique de Café lança, a partir de uma grande jogada de marketing, o Café Pelé. Figura mundialmente conhecida, Pelé, que acaba virando garoto-propaganda desta empresa brasileira fundada em 1959, se transforma num dos principais divulgadores do café brasileiro por todo o planeta e da nova e inusitada forma de fazer café: a solúvel, lançada no mercado nacional, em 1969. O Café Pelé, que, inicialmente foi comercializado na forma de grãos torrados e moídos e, em seguida, a solúvel, acabaria por conquistar não só o paladar dos brasileiros, mas do mundo todo, pela sua qualidade.

Voltada há 10 anos para o mercado de grãos especiais, o Café Terra Brasil também é uma das torrefadoras genuinamente brasileiras que são pioneiras nesse segmento. Trabalha apenas com grãos 100% arábica, plantados nas regiões da Mogiana, do cerrado e sul de Minas. Sob o comando da família ítalo-brasileira Leonardi, oferece dois tipos de café: o Série Ouro Terra Brasil, que é exportado para a Itália, e o Café Especial, voltado ao mercado brasileiro. Introdutora do conceito "4 Ms" para se fazer um expresso perfeito (miscela ("um bom expresso, começa na seleção de grãos", moagem "encontrar o grau exato de moagem"), máquina ("manutenção e regulagem ideais" e mão-de-obra "desenvolver a habilidade do operador por meio de treinamento") - o Terra Brasil também comercializa com exclusividade as máquinas italianas de café expresso La Spaziale, além de ministrar cursos para profissionais de restaurantes, docerias e cafés na capital paulista.

Também paulistana, a Grão Espresso (grafada assim mesmo: espresso com s, como na língua italiana), fundada em 1992, atua na área de locação e venda de máquinas de café expresso profissionais e semi-profissionais, Da Itália i importa os modelos Fenice - profissional, design arrojado e capacidade de tirar 140 xícaras de café por quilo - e Picollo Pro - semi profissional, fácil manuseio e sem limites para a produção de café, pois funciona por meio de saches, aliás, também importados pela empresa da marca Mokaroma, com grãos selecionados, torrados e moídos na Itália. Quem já utilizou e provou da novidade, garante que os saches apresenta algumas vantagens práticas em relação à forma tradicional de fazer café. É mais higiênico, já que basta introduzir a pastilha na máquina, não havendo o contato manual com o produto. Além disso, tem qualidade e sabor excepcionais, pois os sachês são padronizados e não têm quaisquer impurezas, agradando em cheio os fãs mais exigentes de expresso. Feito com os melhores grãos do mundo, esse blend em saquinho chega para o consumidor brasileiro, fã de carteirinha dovero espresso italiano, nas versões tradicional e expresso descafeínado.

Francês expresso

Ainda nesse segmento de cafés especiais, o francês Olivier Anquier, conhecido por seus pães artesanais e também famoso por ser o marido da atriz Débora Bloch, também acaba de virar griffe de café. Seus produtos, recém-lançados, são desenvolvidos em parceria com a Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé, de Minas Gerais, e já podem ser saboreados em São Paulo, Rio e Minas Gerais - até o final do ano, estarão disponíveis em todo o País. Os exigentes apreciadores da bebida milenar à base de rubiácea podem degustar três diferentes blends: o Clássico, de sabor forte e torra acentuada; o Premium, que tem blend exportado para os mercados europeu e americano; e o Bio, de produção orgânica e livre de defensivos químicos. Este último, segundo Anquier, é produto top da linha, já que tem características delicadas, "com gostinho de verde e pouco amargor", diz.

Há cinco anos, Anquier vinha elaborando o projeto de fazer um produto 100% brasileiro e com qualidade equivalente ao produtos feitos lá fora. "O Brasil é responsável pela exportação das melhores matérias-primas do mundo. Logo, não precisamos pagar mais caro por um produto importado, já que temos condições de produzirmos aqui com qualidade excepcional", acredita. Os cafés com a griffe Olivier Anquier serão os primeiros produtos de uma série que levará a sua marca, como pães, geléias, matinais e biscoitos. Os loucos por um bom e aromático cafezinho agradecem.

A preferida do Maestro, dos Iluministas e de Napoleão

Bebida universal, o café teve ao longo dos tempos ilustres apreciadores. Balzac, Beethoven, Luís XV e Rossini são alguns dos famosos que foram fãs declarados do Coffea arabica. Napoleão, que acreditava que a bebida lhe dava energia, calor e uma força incomum para conquistar as vitórias nos campos de batalha, não prescindia um dia sequer do seu sagrado cafezinho. Já o maestro Johann Sebastian Bach tinha uma predileção especial pelo Café Vienense. Sabe-se que a primeira receita do Café Vienense só foi conhecida em 1687. Com certidão de nascimento austríaca, esta deliciosa bebida à base de café, muito apreciada no inverno e em dias mais frios, não inclui bebida alcóolica em sua fórmula original.

Os austríacos, ressalte-se, foram os que primeiro aprimoraram a arte de preparar e beber café, adoçando-o e aromatizando-o com mel, tendo também esse mérito gastronômico. Segundo relatos históricos da época, após uma frustrada tentativa de conquista de Viena, os turcos acabaram abandonando várias sacas de café às portas da cidade. Tudo foi prontamente aproveitado, dando início ao café preparado na hora, servido fumegante. Foi dessa forma que notabilizou-se o café feito à Moda Vienense para alegria de seus mais ardorosos amateurs, como o maestro Johann Sebastian Bach (1685/1750), cafemaníaco declarado que viveu na cidade e sucumbiu aos encantos dessa bebida. Outro notório bebedor do café vienense, o iluminista francês Voltaire tomava uma "mistura de café com chocolate", enquanto planejava a Revolução Francesa ao lado dos iluministas Rousseau, Diderot e Condorcet.

Fonte: Revista Go Where? São Paulo - http://gowheresp.terra.com.br/25/25cafe.htm

via http://www.revistacafeicultura.com.br
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